O governador Mauro Mendes anunciou, na manhã desta quarta-feira (21.08), uma premiação para as cinco Diretorias Regionais de Ensino (DREs) do estado, com o melhor desempenho Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2023.
Para incentivar a busca por excelência, o Governo criou um sistema de premiação para as DREs com as melhores notas no IDEB.
As cinco primeiras colocadas poderão enviar dois membros para acompanhar os estudantes no Programa Intercâmbio MT no Mundo, com destino à Inglaterra.
“Em 2019, nós éramos o 22º colocado entre os 27 estados brasileiros e agora no IDEB de 2023 chegamos à 8º posição. Esse é o resultado dos grandes investimentos que o Governo do Estado tem feito e das várias estratégias bem executadas por milhares de profissionais da educação”, comemorou o governador, durante o encontro.
Foram premiadas as seguintes DREs: Alta Floresta em primeiro lugar, Sinop em segundo, Matupá em terceiro, Tangará da Serra em quarto e Diamantino em quinto lugar.
O governador também anunciou que a escola com a melhor nota no Ideb, de cada uma das cinco DREs premiadas, também poderá levar um professor para o intercâmbio, mediante critérios a serem definidos.
O governador ressaltou a importância de reconhecer o feito e recompensar os índices alcançados pelos profissionais.
“Assim como incentivamos os professores a darem o seu melhor com a possibilidade de receberem o 14º e o 15º salário por mérito, agora estamos incentivando as DREs a buscarem resultados ainda melhores. Ou seja, é uma ação que busca eficiência em todas as áreas, para ao final ser prestado um serviço melhor para o cidadão”, explicou o governador.
Mauro Mendes também destacou os robustos investimentos feitos na área da Educação nos últimos cinco anos.
“Nos últimos anos, reformamos e construímos escolas, equipamos as salas de aulas com chromebooks, smartvs, materiais didáticos de qualidade, além de investir em programas de qualificação para os professores da rede”, disse o governador.
Também participaram do anúncio os secretários de Estado Alan Porto (Educação) e Laice Souza (Comunicação).
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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