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Prefeito assina convênio que visa fomentar conexão de imóveis à rede pública de esgoto e maior efetividade em coleta e tratamento residual de Cuiabá

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Reconhecida nacionalmente três vezes pelos investimentos em saneamento básico, a gestão Emanuel Pinheiro, a Concessionária Águas Cuiabá, o Ministério Público Estadual, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental assinaram nesta quarta-feira, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o projeto “Interligue Já”. A iniciativa visa conectar os imóveis à rede pública de esgoto, garantindo que o esgoto seja efetivamente coletado e tratado. Atualmente, Cuiabá já concluiu 89% da rede de saneamento básico.

“Nesta data tão importante, é necessário lembrar que mantemos a liderança nos investimentos no país, com R$ 472, mas é preciso que os proprietários dos imóveis façam as interligações de suas instalações hidrossanitárias à rede pública de coleta de esgoto, o que é obrigação de cada dono de imóvel. Recebemos premiações ano após ano porque estamos fazendo o dever de casa e avançando continuamente. Estamos próximos da universalização, tanto do fornecimento de água tratada nas torneiras, 24 horas por dia, 7 dias por semana, quanto do esgotamento sanitário, que já está conectado e tratado em quase 90% das residências de Cuiabá. Entretanto, não podemos falar em universalização se todas as residências não estiverem interligadas à rede de esgoto”, declarou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, lembrando que ao assumir a gestão, em 2017, apenas 30% da cidade contava com rede coletora de esgoto.

Ciente de que é necessário criar um mecanismo de apoio aos mais vulneráveis, o prefeito ainda avalia formas de subsidiar essa interligação. “O povo trabalhador muitas vezes não tem condições de arcar com mais esse custo. Uma das alternativas propostas, que parabenizo o desembargador Mário Kono pela liderança na causa, é utilizar a taxa de outorga que a concessionária Águas Cuiabá recolhe mensalmente para o município. Podemos estudar a possibilidade de tirar o subsídio dessa taxa para ajudar a população mais humilde a conectar suas casas à rede coletora. Vamos trabalhar para avançar rumo à universalização, à sustentabilidade e à saúde preventiva. Tudo isso só será possível com a consolidação da universalização do saneamento básico”, disse.

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O diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec), Vanderlúcio Rodrigues, ponderou que a revolução promovida pela gestão “embaixo da terra” reflete diretamente na saúde da população. “Não se trata de causar prejuízo aos moradores, mas sim de mostrar os benefícios dessa mudança. Muitos já enfrentam problemas com poças de esgoto ou descarte irregular. Ao conectar suas casas à rede coletora, esse esgoto será direcionado para uma estação de tratamento, onde será tratado e devolvido ao rio como água limpa. Essa mudança traz vantagens significativas para o meio ambiente e para a saúde pública. Ao tratar o esgoto corretamente, estamos protegendo nossos rios e melhorando a qualidade de vida de toda a população de Cuiabá”, destacou.

O trabalho de parceria, que abrange todas as entidades e órgãos responsáveis pela administração pública, foi destaque na fala do desembargador Mário Kono, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec). “É essencial que essas colaborações se perpetuem, abrangendo todos os aspectos da organização pública. O Núcleo estará sempre de portas abertas para apoiar tais iniciativas e fomentar a cooperação entre as diversas instituições envolvidas”, reiterou.

O procurador-geral do Município, Benedicto Miguel Calix, explicou detalhes sobre a atuação prevista pelo documento. “A Prefeitura de Cuiabá vai atuar como cooperadora, ajudando a divulgar a obrigação de cada cidadão de interligar a rede de esgoto de sua casa ao sistema de esgoto que passa pela rua. O Município já realizou mais de 89% das redes de esgoto, por meio da concessionária Águas Cuiabá, e agora falta apenas os moradores fazerem a interligação de suas residências ao sistema de esgotamento para que os resíduos sejam tratados. É dever de cada morador conectar sua casa à rede de esgoto que já está disponível na rua. A função desse Termo de Cooperação é justamente evitar que o Ministério Público ajuíze várias ações, obrigando os cidadãos a fazer essa interligação por conta própria. O Município vai ajudar a divulgar essa informação, participar de audiências no Procon e facilitar a integração entre os munícipes e a Águas Cuiabá”, ponderou.

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“Hoje damos um passo muito importante e marcante para Cuiabá em relação à conexão com a rede coletora de esgoto. Esse projeto, com um toque cuiabano, enfatiza a importância da população se conectar à rede de esgoto. A Águas de Cuiabá, junto com o município, já investiu mais de um bilhão de reais na infraestrutura da rede coletora de esgoto. Agora, é essencial que a população faça a ligação de suas residências a essa rede. A palavra-chave do projeto é ‘conexão’ no sentido mais amplo, unindo várias instituições para proporcionar apoio técnico e cooperação. O objetivo é maximizar os benefícios ambientais e melhorar a qualidade de vida e saúde da população de Cuiabá”, explicou Julie Campbell, diretora operacional da Concessionária Águas Cuiabá.

Assinatura

Assinam o Termo de Cooperação Técnica o Ministério Público Estadual, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec), o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental, o Município de Cuiabá, a empresa Águas Cuiabá e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Professores da rede municipal vivenciam desafios da deficiência visual em formação inédita

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A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá promoveu, nesta sexta-feira (11), o terceiro encontro de um ciclo de formação voltado aos professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e atendem estudantes com deficiência visual na rede municipal de ensino. A iniciativa reúniu profissionais de 48 unidades educacionais, responsáveis pelo atendimento de 55 alunos com baixa visão ou cegueira e nove estudantes com visão monocular. A formação foi realizada em parceria com o Instituto dos Cegos, em Cuiabá.

Pela primeira vez, a formação aconteceu diretamente dentro de uma instituição especializada. A proposta é proporcionar aos professores uma experiência prática sobre os desafios, as possibilidades e os recursos necessários para garantir a aprendizagem e a autonomia dos estudantes com deficiência visual.

Promovida pela Diretoria de Ensino, por meio da Coordenadoria de Educação Especial, a formação conta com cinco encontros. Dois aconteceram em agosto, dois acontecem em setembro e o último será realizado em outubro, no Instituto dos Cegos. O objetivo é fortalecer a atuação dos profissionais das Salas de Recursos Multifuncionais e ampliar as estratégias pedagógicas utilizadas no atendimento aos estudantes.

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“É a primeira vez que a SME realiza uma formação com essa magnitude e com uma imersão prática. É um cuidado desta gestão. Em outras gestões, foram promovidas palestras sobre deficiência visual no âmbito geral”, destacou a coordenadora de Educação Especial da SME, professora Neuraides Ribeiro.

As atividades são realizadas nos períodos matutino, das 7h30 às 11h, e vespertino, das 13h30 às 17h, respeitando o horário de hora-atividade dos profissionais. O Instituto dos Cegos possui estrutura adaptada e experiência no atendimento de pessoas com deficiência visual, desde a estimulação precoce e a Educação Infantil até as demais etapas da vida escolar e o atendimento de adultos.

Durante a formação, os professores conhecem recursos e situações presentes no cotidiano das pessoas com deficiência visual e aprendem como adaptações no ambiente, nos materiais e nas metodologias podem favorecer a autonomia e a independência.

“A proposta também busca provocar uma mudança de olhar sobre a deficiência visual. O fato de uma criança não enxergar não significa que ela tenha sua capacidade cognitiva comprometida. Quando não há uma deficiência intelectual associada, uma das principais barreiras para a aprendizagem pode estar justamente na forma como o conteúdo é apresentado”, ressaltou Neuraides.

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Nesse contexto, os profissionais são orientados sobre o uso de materiais táteis, recursos concretos, relevo, Braille, tecnologias assistivas e outras estratégias pedagógicas. A formação também aborda orientação e mobilidade, incluindo o uso da bengala e sua importância para a autonomia.

“Ao levar os profissionais para dentro de um ambiente especializado, a Secretaria busca aproximá-los das experiências vivenciadas diariamente pelos estudantes. A intenção é que esse conhecimento seja levado posteriormente para as escolas da rede municipal, contribuindo para que os professores possam adaptar as atividades e materiais e até a organização dos espaços disponíveis nas unidades”, explicou o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira.

Cinco encontros

Nesta sexta-feira (11), o encontro aborda Alfabetização do Sistema Braille, Noções Gerais. No dia 25, será trabalhada Estimulação Precoce e Educação Infantil. O ciclo será encerrado em 2 de outubro, com oficinas práticas.

Os temas Orientação e Mobilidade, Vivência de Orientação e Mobilidade e Pré-Braille foram tratados nos dois primeiros encontros.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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