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Agronegócio cresceu 11,3% nos 3 primeiros meses de 2024 e superou as projeções

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O agronegócio brasileiro registrou um crescimento de 11,3% nos três primeiros meses deste ano, superando as projeções dos analistas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) geral do país cresceu 0,8% no mesmo período.

Embora o resultado do agronegócio seja animador, ele representa uma queda de 3% em relação ao mesmo período de 2023. Analistas previam uma retração ainda maior, de 4,5%, o que demonstra a resiliência do setor mesmo diante das adversidades climáticas.

O principal desafio do agronegócio no primeiro trimestre foi o clima adverso, que impactou diretamente as lavouras de soja e milho, duas das principais culturas do país. De acordo com Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, as chuvas intensas no Rio Grande do Sul afetaram mais de 200 mil propriedades rurais, causando perdas significativas na produção de soja.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do IBGE, prevê que a produção brasileira de soja encolherá 2,4% neste ano, enquanto a de milho terá uma queda ainda mais expressiva, de 11,7%. Apesar das perdas, a pecuária, que responde por cerca de 20% da agropecuária, teve um leve crescimento no primeiro trimestre.

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Embora as chuvas no Rio Grande do Sul tenham causado estragos na produção de soja, seu impacto total só será refletido nos dados do segundo trimestre, pois as inundações se estenderam até maio.

Fonte: Pensar Agro

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Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

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O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

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Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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