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Maior programa mundial de revitalização de bacia hidrográfica deve ser replicado, apontam especialistas

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O programa Todos pelo Araguaia tem dado tão certo que, durante o 10º Fórum Mundial da Água, em Bali, na Indonésia, especialistas destacaram que a iniciativa, com foco na recuperação do solo e de áreas degradadas e conservação da água, deve ser levada para outras regiões do país. A maior ação de revitalização de bacia hidrográfica em execução no mundo foi apresentado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), no evento, nesta terça-feira (21.05).

“É um programa que traz grandes objetivos, todos eles com a participação de várias instituições integradas no mesmo propósito: recuperar áreas degradadas, recuperar solo e fundamentalmente produzir água. É um programa que deverá, com o sucesso, ser replicado em outras regiões e fundamentalmente é um programa que traz educação ambiental, traz as pessoas próximas da água, próximas de cuidar da água”, afirmou o presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas (Rebob), Lupercio Ziroldo Antônio.

O principal objetivo do programa é recuperar a Bacia Hidrográfica do Rio Araguaia, que percorre os estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará, com a restauração de 10 mil hectares no bioma Cerrado. Destes, cinco mil são em Mato Grosso.

O professor de direito da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Carlos de Oliveira, disse ter se surpreendido com a apresentação do programa. “Eu fiquei encantado com a palestra da secretária (Mauren Lazzaretti), quando demonstrou os programas de recuperação ambiental que o Estado de Mato Grosso está realizando. Parabéns ao governador, à secretária, a todos que implementam essa importante iniciativa”, declarou.

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O cofundador da Agrocamello, João Pedro Dafita, destacou ter sido incrível conhecer um programa dessa magnitude que pensa não só na questão do meio ambiente, mas na população que vive na região Araguaia.

“Foi muito incrível conhecer um projeto dessa magnitude que vem pensando não só na questão do meio ambiente, mas também na questão das populações que vivem ao redor do rio, é muito incrível entender quais são essas prioridades que têm dentro desses programas, e Água Camelo, por causa do seu cofundador, a gente trabalha para garantir acesso à água potável para essas comunidades e querer entender como é que a gente consegue de fato juntar esses programas, nossos trabalhos, para levar água potável para quem mais precisa”, pontuou.

Destaque no 10º Fórum Mundial da Água, o painel contou com um público diversificado. A secretária Mauren Lazzaretti, acompanhada do representante do Escritório Executivo de Projetos, Durval Nascimento Neto, apontaram os caminhos para a construção de novas modelagens de uso e ocupação do solo na região.

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Mauren destacou que o programa busca promover a recuperação de mais de 5 mil hectares de áreas degradadas em Mato Grosso, sendo a meta integrar a agricultura e a conservação do meio ambiente para gerar água, envolvendo produtores rurais, investidores, benfeitores e comunidade local.

“O programa é a soma de esforços de dois importantes estados brasileiros engajados na promoção da restauração. Estamos trabalhando em conjunto, pois a água não conhece divisas geográficas”, destacou.

Ela explicou que o programa prevê que pequenos e médios produtores atuem diretamente na recuperação das áreas degradadas já declaradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “O produtor deve aderir ao programa para que possa receber o apoio do Governo do Estado e de todas as instituições que compõem essa união de esforços. Essa integração prevê a regularização ambiental e o fortalecimento das cadeias produtivas do imóvel rural”, destacou.

A iniciativa já conta com a adesão de produtores rurais que, ao integrarem o programa, contribuem para a restauração de suas propriedades com custos reduzidos, sendo reconhecidos como defensores da sustentabilidade e conservação ambiental.

O 10º Fórum Mundial da Água começou no sábado (18.05) e seguirá até esta sexta-feira (24.05). O evento é considerado o maior encontro internacional do setor hídrico do mundo e é realizado a cada 3 anos.

Fonte: Governo MT – MT

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Politec conclui que incêndio em prédio da prefeitura não teve origem criminosa

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.


Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

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“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Fonte: Governo MT – MT

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