O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) participou de um simulado promovido pela concessionária Nova Rota do Oeste para atendimento em ocorrências envolvendo produtos perigosos. O objetivo foi promover o alinhamento entre os profissionais que atuam juntos neste tipo de ocorrência nas rodovias concedidas pela empresa no Estado.
O 10º Simulado de Sinistros com Produtos Perigosos foi realizado na quarta-feira (13.11), em Várzea Grande, e simulou um cenário de derramamento de carga na BR-163/364, com vítimas, como resultado de uma colisão entre dois veículos.
O incidente envolveu uma ultrapassagem em local proibido na BR-364/163, que resultou em uma colisão transversal entre dois veículos-tanque carregados com combustíveis, deixando três pessoas feridas. Com o impacto, houve derramamento de diesel e etanol. O simulado mobilizou mais de 30 pessoas para o atendimento.
O CBMMT participou com duas viaturas e oito militares do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), responsáveis pela atuação em ocorrências dessa natureza. No local, os bombeiros militares realizaram a análise da cena da ocorrência e, após garantir a segurança, liberaram a área para a atuação das demais equipes de socorro e resgate das vítimas. Além disso, desempenharam ações preventivas para evitar possíveis incêndios.
“Na oportunidade, foi simulada a intervenção da equipe de primeira resposta a emergências com produtos perigosos, em um cenário envolvendo líquidos inflamáveis. Realizamos a análise do cenário, assim como a vedação do vazamento, garantindo a segurança para a intervenção das equipes de resgate que aguardavam a liberação da cena”, explicou o chefe de Operações do BEA, capitão BM Isaac Wihby.
De acordo com o capitão, a integração entre os profissionais é fundamental para o sucesso no atendimento e os simulados dão a oportunidade para identificação de fragilidades que podem ser corrigidas.
“Esse simulado fortalece as ações conjuntas das agências de emergências e de segurança pública em eventos complexos, garantindo uma melhor eficiência nos trabalhos oferecidos à sociedade”, afirmou o capitão Wihby.
Já o gerente de Operações da Nova Rota, Edenilson Bueno, apontou que busca treinar a equipe e parceiros de forma recorrente.
“O simulado é uma oportunidade para analisarmos os procedimentos e a sinergia de todos os entes envolvidos em atendimentos com produtos perigosos. E o resultado alcançado na representação de hoje foi bastante satisfatório, apontando que estamos todos muito alinhados e cientes do papel de cada um na ação. Quem ganha com isso é o motorista que percorre a rodovia”, pontuou.
Toda a operação foi monitorada por três avaliadores – representantes da Nova Rota, BRVida (empresa de resgate médico) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) –, que registraram o andamento e os procedimentos operacionais, cronometrando os tempos para verificar o cumprimento dos parâmetros exigidos em contrato.
Além do CBMMT, participaram da ação: ANTT, Governo do Estado de Mato Grosso, PRF, BRVida, Samu, Sema, Ciopaer, Defesa Civil, RG Solution e Ivoglo Transportes.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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