MATO GROSSO

Mapeamento de aves em terras indígenas vai fomentar etnoturismo em MT

Publicado em

As terras indígenas compõem 17% do território de Mato Grosso e o turismo é uma atividade econômica que gera renda aos indígenas e tem despertado a atenção das etnias no Estado. A observação de aves é uma atividade que alia o turismo com a conservação ambiental e atrai especialmente, turistas estrangeiros para o Estado.

O biólogo e consultor ambiental Dalci Oliveira, também professor aposentado da UFMT, realiza o inventário faunístico em algumas terras indígenas em Mato Grosso para subsidiar a elaboração dos planos de visitação junto a Fundação Nacional do Índio (Funai). Para explorar a atividade econômica do turismo nas aldeias, é necessário passar pelo crivo do órgão federal conforme a Instrução Normativa 03/2015. Ele apresentou as informações na 17ª Avistar, maior evento de promoção de aves do Brasil, realizada de 17 a 19 de maio, no campus da USP.

Mato Grosso é conhecido como um dos principais hotspost, ou seja, áreas em que o observador de aves vai encontrar uma diversidade maior de espécies. O Cristalino Lodge, em Alta Floresta, e a Pousada Jardim da Amazônia, em São José do Rio Claro, estão entre os cinco do país nesta modalidade do turismo. Contudo, as áreas indígenas na Amazônia, Cerrado e Pantanal tem potencial de atrair esse público.

“Esta é mais uma saída para dar sustentabilidade para os povos indígenas. Hoje eu trabalho no Xingu e com os xavantes e os kura-bakairi. Além disso, faço o treinamento com os indígenas para que eles se tornem futuros condutores de visitação, porque quando um guia chega na região, ele tem que contratar obrigatoriamente um condutor indígena”, destacou o professor.

O secretário adjunto de Turismo, Felipe Wellaton, destacou no evento que Mato Grosso é um importante destino de ecoturismo porque consegue aliar a conservação de 62% das florestas e áreas de mata com a produção de alimentos. O turismo desenvolvido pelo Governo do Estado tem buscado desenvolver o etnoturismo para que os indígenas também possam ser beneficiados com essa cadeia econômica.

“Quando a gente fala do ecoturismo, a gente fala de diversas atividades, da observação de aves, da observação de animais silvestres, pesca esportiva, atividades nas corredeiras, cachoeiras e lazer. Tudo isso pode ser integrado tanto no território indígena. O etnoturismo está em evidência, é uma grande tendência do mercado internacional em busca de experiências, de vivência e a gente quer trazer essas experiências que são únicas dentro do nosso estado”, disse Wellaton.

Um mapeamento realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, por meio da adjunta de Turismo, junto a Funai aponta que das 43 etnias, 19 praticam atividades dentro dos seus territórios, com ou sem plano de visitação aprovado.

“Hoje nós temos nove territórios autorizados com plano de visitação e quatro em análise, isso sem contar os que a gente já tiveram licença do plano de visitação, mas que estão vencidos, que são oito. No total, teríamos mais de 20 aldeias preparadas com plano de visitação nessa atualização. A nossa missão é desenvolver mais planos de visitação de territórios e, consequentemente, também estruturação e qualificação. Não basta apenas ter o plano de visitação, mas temos que estruturar essas aldeias também junto com os operadores para fazer o passeio. Estamos em diálogo com o Sebrae e com outras associações para a gente desenvolver e consultorias para estruturar e qualificar, pois no turismo é preciso responder três perguntas: o que fazer, onde comer, em onde se hospedar, tudo isso com segurança e planejamento”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

Leia Também:  Projeto "Um Conto em Cada Canto" leva histórias populares a comunidades de Cuiabá

Advertisement

MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

Published

on

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

Leia Também:  Mapeamento revela transformação na agropecuária brasileira em 40 anos

Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

Leia Também:  Polícia Militar inicia entrega dos kits de prova da 24ª Corrida Homens do Mato

Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA