O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nos dias 14 e 15 de maio, um treinamento para a formação de uma brigada de incêndio florestal no município de Itiquira (362 km de Cuiabá).
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o 3º Batalhão de Bombeiros Militar de Rondonópolis (3º BBM) e a prefeitura de Itiquira, e teve como objetivo preparar e capacitar os funcionários das fazendas locais para atuarem como primeira resposta em situações de emergência envolvendo incêndios florestais.
O treinamento abordou temas essenciais, como técnicas de combate a incêndios em áreas rurais e florestais, fornecendo aos participantes os conhecimentos e habilidades necessários para atuarem de forma eficaz em diferentes tipos de emergências.
Além de técnicas de combate a incêndios, o treinamento também abordou primeiros socorros, capacitando os participantes a prestar assistência imediata em caso de acidentes ou emergências médicas.
O capitão do 3º BBM em Rondonópolis, Roberto Coelho de Lima, afirmou que a formação dessa brigada de incêndio florestal é uma ação fundamental prevista no Plano Operativo de Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) 2024 do CBMMT. E que essa iniciativa responde a uma estratégia mais ampla da instituição de preparar e capacitar as comunidades localizadas em áreas de grande extensão territorial e relevância ambiental e econômica, como o município de Itiquira.
“Ao formar e treinar essa brigada local, nós estamos habilitando a população a atuar como primeira resposta em situações de emergência envolvendo incêndios urbanos e florestais na região. Isso é crucial, pois permite um combate imediato aos focos de incêndio, evitando que se alastrem e causem danos ainda maiores. Além disso, essa brigada capacitada irá complementar e reforçar a atuação dos bombeiros militares em ocorrências de grande extensão, colaborando de forma integrada para uma resposta mais eficaz a esse tipo de emergência ambiental”, disse o capitão.
A ampliação da área de cobertura dos serviços pré-hospitalares em Mato Grosso, após a integração entre o Corpo de Bombeiros Militar e o Samu, em junho de 2025, aumentou o número de atendimentos e garantiu que as ambulâncias cheguem mais rápido a quem mais precisa.
No primeiro trimestre de 2025, foram atendidas 5.578 ocorrências médicas. No mesmo período de 2026, o número subiu para 8.692 atendimentos. O crescimento é resultado direto da integração entre as instituições, que ampliou o número de equipes disponíveis nas ruas e, consequentemente, a capacidade de atendimento à população.
“A cooperação atual é extremamente produtiva e resolutiva. Sabemos que o atendimento pré-hospitalar é um fator crítico de qualidade assistencial, e desde a integração já ampliamos a cobertura e qualificamos o atendimento, com profissionais de saúde preparados”, afirmou o secretário de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, durante audiência na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (22.4).
A parceria entre as instituições ocorre por meio do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar.
Na prática, as equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros atuam de forma integrada e compartilham a mesma central de regulação, que funciona na estrutura do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Com isso, os chamados de urgência e emergência médica são direcionados para a equipe mais próxima.
A regulação conjunta também reduziu o tempo de espera pelo atendimento em 31%. Antes, a população da Baixada Cuiabana aguardava, em média, 25 minutos por uma ambulância. Com a parceria, o tempo-resposta caiu para 17 minutos, diminuindo o intervalo entre o chamado e a chegada das equipes.
De acordo com o secretário, a melhoria no tempo de atendimento é resultado do aumento no número de profissionais. Antes, a região contava com 12 equipes. Com a parceria, esse número passou para 25.
Desde a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, o Corpo de Bombeiros contratou mais de 200 profissionais, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e auxiliares, para reforçar as equipes. Os militares que atuam no atendimento pré-hospitalar também possuem formação na área da saúde, e a criação das novas equipes não comprometeu os demais serviços da instituição.
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