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Gaeco de MT cumpre ordens judiciais em apoio à operação do Amapá

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, deflagrou nesta quarta-feira (17), a Operação Catifish, em apoio ao Gaeco do Ministério Público do Estado do Amapá. Dez mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos para cumprimento em Cuiabá.

Segundo o Gaeco, os alvos da operação são investigados por crimes de organização criminosa e estelionato . Os golpes financeiros eram aplicados de forma virtual por meio de aplicativos de mensagens. O grupo se passava por familiares ou amigos das vítimas e solicitava transferências emergenciais de valores, que eram distribuídos em diversas contas e, até mesmo, sacados em espécie.

No total, já foram cumpridos 04 mandados de prisão e 5 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos aparelhos e chips de celulares, um simulacro de arma de fogo, entorpecentes, dinheiro em espécie, cujo flagrante será realizado pela Delegacia de Estelionato. Os mandados judiciais foram expedidos pelo Juízo Criminal de Macapá, tendo em vista que o procedimento investigatório criminal foi instaurado em Macapá para apurar o fato praticado contra uma vítima, que transferiu os valores aos criminosos, acreditando estar repassando a familiares.

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A operação contou com a participação de 70 agentes de segurança. As ações foram conduzidas pelos Gaecos de Mato Grosso e Amapá, Delegacia Especializada de Estelionato da Polícia Judiciária Civil de MT, Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam/MT) e Força Tática do Comando Regional 1.

O termo “Catfish” é utilizado no ambiente virtual e se refere à pessoa que cria perfis falsos para enganar suas vítimas em redes sociais.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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