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CIOPAer fez mais de 2.850 horas de voo e atuou em 1.540 operações aéreas em Mato Grosso

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O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer), da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), realizou no ano de 2023 mais de 2.850 horas de voo. O Centro Integrado foi solicitado por diversas unidades para operações policiais, médicas e de resgate.

Ao todo, foram 1.540 atendimentos, cerca de 30% a mais que no ano de 2022, quando o CIOPAer realizou 1.180 operações. Em relação às horas de voo, 2023 também superou o ano anterior e alcançou cerca de 2.850, 15% a mais que as 2.501 horas feitas em 2022.

Somente em ações das Polícias Judiciária Civil (PJC), Militar (PM), Federal (PF) e Penal, ocorreram em torno de 900 operações. Até novembro deste ano, 282 foram empregadas em operações integradas, 60 em buscas e capturas, 92 em patrulhamento aéreo, 15 em reconhecimento de área, 31 em translado operacional e dois em cortejo fúnebre.

O Corpo de Bombeiros também realizou operações neste período, somando mais de 52 ações, sendo elas de resgate de pessoas em situações críticas ou urgentes, instrução de agentes de segurança, combate a incêndios e outras. Já o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) foi beneficiado com as aeronaves do Centro Integrado em atividades fronteiriças, no combate ao tráfico de drogas.

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O Centro Integrado também deu atenção ao meio ambiente, nas fiscalizações ambientais, e no bem-estar da população mato-grossense, em relação à saúde e qualidade de vida, nas operações em regiões de difícil acesso por meio terrestre. Com a prestação de serviço, CIOPAer gerou economia de mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos do Estado ao gastar 40% menos do que uma empresa privada cobraria nas situações em que o uso de aeronaves é essencial.

“O apoio do CIOPAer é essencial para a sociedade, por exemplo, no caso de um acidente, de um desastre, porque a aeronave entra naquele local no resgate de pessoas feridas, e isso é feito com maior agilidade, melhorando as chances do acidentado. CIOPAer também age mais rapidamente em situações de comunidades isoladas por catástrofes, por inundações, como já tivemos no ano passado durante a cheia. O CIOPAer foi o único meio para chegar com médico às populações isoladas, chegar com alimentação. Portanto, o Centro Integrado tem se destacado no Estado”, afirma o comandante do CIOPAer, Ernesto Lima Junior.

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Os equipamentos do CIOPAer consistem em quatro helicópteros, quatro aviões a pistão, que possuem alta velocidade e podem voar grandes distâncias, três aviões turbo-hélice, que são mais leves e têm facilidade para decolar e pousar em pistas curtas, e um avião a jato, conhecido por ser mais rápido.

Além da Sesp, o CIOPAer também prestou serviços para outras pastas de Mato Grosso, como para a Secretaria de Estado de Saúde (SES), que utilizou as aeronaves para transporte de pacientes, órgãos, médicos, medicamentos e insumos durante o ano, atingindo um tempo de resposta rápido e criando mais chances de vida para as pessoas beneficiadas.

O Centro Integrado também foi fundamental em todo o período de alta contaminação da pandemia do Covid-19, quando transportou principalmente vacinas para as comunidades mais distantes do meio urbano de Mato Grosso, chegando em todo o estado em tempo recorde.

(Com supervisão de Fabiana Mendes)

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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