AGRONEGÓCIO

OCB lança o Coopera+MT ao comemorar 50 anos

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Na manhã desta quinta-feira (23.11), o Cenarium Rural em Cuiabá (MT) foi palco do lançamento do Coopera+MT, uma iniciativa do Sistema das Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso (OCB/MT) em parceria com o Sescoop/MT. O evento, celebrando meio século de atuação da entidade, trouxe à tona debates sobre o futuro dos negócios em contextos nacionais e internacionais, inovações no cooperativismo e estratégias de gestão eficiente.

Onofre Cezário de Souza Filho, presidente do Sistema OCB/MT, inaugurou o encontro relembrando os 50 anos de trajetória da organização, destacando a evolução desde sua fundação até os dias atuais e o legado dos presidentes anteriores. Ele também projetou um futuro promissor para a economia, marcado pela inclusão de novas tecnologias e pela agroindustrialização.

Diversas autoridades se fizeram presentes, como o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Teté Bezerra, e outros representantes do governo estadual. Eles enfatizaram o papel crucial do cooperativismo no desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso.

Marcos Troyjo, economista e ex-presidente do Banco dos Brics, foi o primeiro a palestrar, abordando as perspectivas para negócios cooperativos no panorama global e nacional. Ele destacou o papel proeminente do Brasil na alimentação mundial e as possibilidades que emergem para o país diante das tendências de desindustrialização global.

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Por sua vez, Fabíola Nader, gerente geral da OCB nacional, falou sobre as tendências atuais no cooperativismo e a importância de estar atento a novas oportunidades e tecnologias, enfatizando a relevância de entender o que realmente agrega valor para clientes e cooperados.

O evento também contou com a dinâmica “Maturidade de Governança nas Cooperativas de Mato Grosso”, liderada pelas consultoras Lilian Cruz e Andréa Dietrich, da Ambidestra. A sessão concentrou-se em práticas de gestão eficaz, inovação e planejamento estratégico a longo prazo, bem como na importância da responsabilidade social e da colaboração entre cooperativas para ampliar o impacto positivo.

Andreia Dietrich destacou o Coopera+MT como uma excelente prática para o crescimento do sistema cooperativo, apontando para a importância dos encontros temáticos que ocorreriam à tarde para aprofundar discussões e elaborar planos de ação.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, a história do Sistema OCB/MT é um testamento da força coletiva. “Nos inspira a olhar para trás com gratidão e para frente com a certeza de um futuro próspero. O cooperativismo é uma das abordagens mais inovadoras e relevantes no mundo dos negócios, forjada a partir de muita perseverança e cooperação mútua, desde as direções passadas à atual, passando pelas superintendências e por cada colaborador que contribuiu para seu crescimento. Meus Parabéns OCB”, cumprimenrou Rezende.

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O Sistema OCB/MT, compreendendo o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso, o Sescoop/MT e a Faculdade I.Coop, é uma entidade que desempenha funções fundamentais e complementares para apoiar o cooperativismo no estado. Mais informações sobre a organização e o evento podem ser encontradas nos canais oficiais da OCB/MT nas redes sociais e no site institucional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Receita dá trégua em aplicação de multas da Reforma Tributária, mas é preciso atenção

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A Receita Federal confirmou que não aplicará multas em 2026 para os contribuintes que cometerem erros ao preencher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas notas fiscais eletrônicas. O anúncio traz um alívio temporário para o agronegócio, setor que enfrenta uma das maiores reformulações operacionais de sua história.

A partir de 1º de agosto de 2026, quando começam a valer as novas obrigações de preenchimento, o governo adotará uma postura exclusivamente educativa. Caso o produtor rural ou a empresa do agro cometa alguma falha nas informações fiscais, haverá uma notificação com prazo de até 60 dias para a correção das inconsistências, sem aplicação de penalidades. As cobranças e punições financeiras efetivas foram postergadas para 1º de janeiro de 2027, data em que a CBS entra oficialmente em vigor.

O que são o IBS e a CBS

Para o produtor rural, entender a nova engrenagem é essencial, já que o modelo atual de impostos será progressivamente substituído por dois novos tributos que vão incidir diretamente sobre a comercialização da produção, insumos e maquinários:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): É o novo imposto federal. Ele vai unificar os atuais PIS e Cofins. Por ser de competência da União, sua arrecadação vai direto para o governo federal.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): É o novo imposto estadual e municipal. Ele vai juntar o ICMS (que hoje é estadual) e o ISS (que é municipal). A gestão desse tributo será feita de forma conjunta por Estados e Municípios através de um órgão chamado Comitê Gestor do IBS.

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Juntos, o IBS e a CBS formam o chamado IVA Dual (Imposto sobre o Valor Agregado). Na rotina do campo, a principal mudança está na forma de calcular: o imposto passará a ser cobrado apenas sobre o valor que o produtor agrega ao produto, permitindo o abatimento de créditos dos impostos pagos nas etapas anteriores (como na compra de fertilizantes, sementes ou diesel). É por isso que o preenchimento correto da nota fiscal se torna o coração do novo sistema.

Embora o governo tenha aberto uma janela sem punições, especialistas alertam que o prazo regulamentar não deve se traduzir em braços cruzados no campo. O momento exige preparação estratégica imediata, especialmente pelas particularidades logísticas e comerciais do agronegócio.

O produtor rural precisa entender que esse período sem multas é uma oportunidade para ajustar processos, revisar sistemas e compreender como a nova lógica tributária vai funcionar. Quem deixar para agir apenas em 2027 pode enfrentar dificuldades operacionais, erros fiscais e impactos financeiros importantes. Os dados transmitidos voluntariamente neste ano de aprendizado servirão de base para o governo calibrar as alíquotas de referência do futuro sistema.

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O tamanho do desafio se reflete nos números oficiais: a Receita Federal informou que mais de 12,5 milhões de empresas já estão emitindo notas fiscais no ambiente de testes montado pelo governo, com um volume que já supera 13,5 bilhões de documentos processados.

Os especialistas recomendam ao homem do campo buscar orientação técnica especializada e atualizar os sistemas de gestão da fazenda o quanto antes, já que a Reforma Tributária muda não apenas tributos, mas também rotinas fiscais, parametrizações e obrigações acessórias. O produtor rural precisa estar cercado de informação confiável.

O cenário demanda atenção redobrada porque o arcabouço legal ainda está sendo desenhado. O regulamento operacional publicado pelo governo traz mais de 160 referências a futuras normas complementares que ainda dependem de publicação oficial por parte da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. Essas indefinições envolvem desde o desenho final dos layouts das notas fiscais até os procedimentos práticos de apuração de créditos para o produtor.

Entidades representativas do setor agropecuário começam a enviar sugestões de aprimoramento ao Ministério da Fazenda para tentar simplificar os mecanismos antes da estreia definitiva do modelo, garantindo que a transição no campo ocorra sem travar o escoamento da produção nacional.

Fonte: Pensar Agro

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