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Levantamento de bens imóveis de Cuiabá é tratado em audiência

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizou uma audiência extrajudicial com o Poder Executivo de Cuiabá, na sede das Promotorias de Justiça da capital, para tratar do levantamento dos bens imóveis do Município, segunda-feira (13). Presidida pelo procurador de Justiça titular da Especializada de Defesa da Probidade e Patrimônio Público, Edmilson da Costa Pereira, e pelo promotor de Justiça do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de Cuiabá, Gustavo Dantas Ferraz, a audiência contou com a participação da secretária municipal de Gestão, Elaine Cristina Ferreira Mendes. 

A audiência foi designada pelo promotor Gustavo Dantas Ferraz, em portaria de instauração de Procedimento Administrativo de acompanhamento de Políticas Públicas. O objetivo é acompanhar a conclusão do inventário (pesquisa, identificação e catalogação) dos bens imóveis do Município, com informações completas sobre cada um deles, bem como as providências decorrentes da utilização das informações obtidas, de modo eficiente, para a devida conservação dos bens imóveis municipais, nos termos da legislação. 

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“Prevenir danos à probidade administrativa e ao patrimônio público é um dos objetivos estratégicos do MPMT. Nesse sentido, a Procuradoria de Justiça Especializada de Defesa da Probidade e Patrimônio Público vem adotando uma série de medidas, como as recomendações expedidas aos membros da instituição para conscientização e responsabilização de agentes para promoção de ações voltadas à conservação dos bens públicos móveis e imóveis e para acompanhamento da regulamentação e execução da política de gestão patrimonial nos municípios”, apontou o procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira.

Recentemente, o Município informou que 1.320 imóveis públicos foram catalogados e inseridos em sistema eletrônico com filtros capazes de identificar a categoria e a localização dos mesmos. Na reunião, foi acordado que a Secretaria Municipal de Gestão entregará no prazo de 30 dias o planejamento com as medidas a serem adotadas pelo Município acerca da destinação e uso dos imóveis já catalogados. 

O promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz conta que em 2012 foi ajuizada Ação Civil Pública contra o Município, na qual o MPMT requereu que fosse obrigado a fazer uma catalogação satisfatória de seus bens e controlar a localização e conservação das coisas públicas. Em sentença proferida no ano de 2014, foi fixado prazo de dois meses para a conclusão do levantamento, identificação e catalogação de todos os bens patrimoniais (móveis e imóveis) do Município, além de prazo de seis meses para auditoria, controle interno dos bens móveis e imóveis, com levantamento, identificação, tombamento e inserção de informações em sistema de gerenciamento de patrimônio. 

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“Atualmente, a ação encontra-se em fase de cumprimento de sentença, na qual fora pactuado acordo com o Município de Cuiabá, por meio do qual se concedeu maior prazo para cumprimento das obrigações constantes na sentença”, explicou Gustavo Ferraz, acrescentando que o Município de Cuiabá possui, aproximadamente, 3.251 imóveis cuja localização e condições estruturais e de uso são desconhecidas em sua integralidade. 

Foto: Luiz Alves | Prefeitura de Cuiabá
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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