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Médicos veterinários do Indea participam de capacitação sobre sanidade animal

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O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) promove, a partir desta terça-feira (12.09), três dias de capacitação a cerca de 150 profissionais que atuam no órgão certificador da sanidade animal do Estado. O treinamento será realizado no auditório da Receita Federal, em Cuiabá.

A capacitação ocorre nos períodos matutino e vespertino, e contará com 25 palestras técnicas que visam o aprimoramento dos conhecimentos dos médicos veterinários, na área de sanidade animal.

A palestra de abertura abordará a “Educação Sanitária: Ferramenta indispensável da Defesa Agropecuária”, com a especialista em educação sanitária do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Terezinha Cléa Signorini. Em seguida, a consultora nacional de nutrição de bovinos de corte e médica veterinária Daniele Chefer falará sobre o assunto ‘Bem-estar animal’.

A “Experiência do Espírito Santo no enfrentamento da influenza aviária” será tema da palestra do coordenador de Sanidade Avícola do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF-ES), Leandro Marinho. Depois, o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Suínos e Aves, Luizinho Caron, abordará “Biosseguridade em criações comerciais de aves e suínos”.

A programação segue com Fernando Ferreira, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), que irá falar sobre a “Situação da influenza aviária em aves do Brasil e os critérios para a vigilância adotados pelo serviço veterinário oficial”. Depois dele, a médica veterinária e fiscal do Indea Daniella Schettino vai apresentar “Os modelos epidemiológicos para informar o desenho e avaliação de planos oficiais para vigilância baseada em riscos de febres hemorrágicas dos suínos”.

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O ciclo de palestras do primeiro dia encerra com Marcelo Luiz Barros, fiscal do Indea, que abordará a “Análise retrospectiva de benefício-custo do controle de brucelose bovina em Mato Grosso: 2003 a 2014”.

Confira abaixo a programação para o segundo e terceiro dia de capacitação.

Quarta-feira (13):

  • “Biologia de Morcegos”, ministrada pelo biólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Rogério Rossi;
  • “Análise da Etapa de Atualização de Estoques”, pela médica veterinária e fiscal do Indea Ana Beatriz Castilho;
  • “Doenças de Notificação Obrigatória em Animais Aquáticos”, ministrada por Henrique Cesar Pereira Figueiredo, coordenador do Laboratório de Doenças de Animais Aquáticos (Aquavet) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
  • “Jornada do Desenvolvimento: missão, visão e valores do serviço de defesa agropecuária” e “A importância da Gestão da Ética no Serviço Público”, com Isabel Thommen Sartor, fiscal do Indea, integrante do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados;
  • “Invasão e controle populacional do javali: Implicações em defesa sanitária animal e saúde Única”, com a pesquisadora da Embrapa de Santa Catarina (SC) Virgínia Santiago Silva;
  • “Avaliação e proposta de reestruturação dos sistemas de vigilância epidemiológica da febre aftosa para Mato Grosso”, ministrada pela fiscal do Indea e médica veterinária Ana Carolina Schmidt
  • “Genotipagem de amostras positivas para raiva em Mato Grosso e Rondônia, captura e identificação de morcego hematófogo em Paranaíta (MT)”, com a fiscal do Indea e médica veterinária Maria Fernanda Pimentel.
Quinta-feira (14):
  • “Atendimento inicial em emergência zoossanitárias – complementos para o diagnóstico diferencial”, com Edson Colodel, professor da UFMT;
  • Mesa redonda com debates de casos: coccidiose, diarreia viral bovina, rinite atrófica e mortandade de abelhas;
  • “Avaliação Clínica no Diagnóstico de Mormo”, palestra com Flávio Gomes de Oliveira, do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do Rio Grande do Sul (RS) e assessor especial do Governo de RS;
  • “Ações de vigilância em Sanidade das Abelhas”, com Ana Maria Mitidiero, presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de Santa Catarina (SC);
  • “Estratégia de ação para vigilância veterinária e fiscalização do transito na área de vigilância de fronteira com a Bolívia”, com a médica veterinária e fiscal do Indea Josiane Silva;
  • “Análise dos componentes do sistema de vigilância para a febre aftosa no ano de 2022”, com a fiscal do Indea Ana Carolina Schmidt;
  • “Estratégia de ação unificada – vigilância baseada no risco”, com Ana Carolina Schmidt.
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Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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