Tribunal de Justiça de MT

Salas climatizadas garantirão mais conforto e desenvolvimento a assistidos da APAE após ação do TJMT

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O alívio do calor, o conforto para aprender e um ambiente mais acolhedor no dia a dia. Para cerca de 150 crianças, jovens e adultos atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cuiabá (APAE-Cuiabá), esses ganhos começam a se tornar realidade a partir de um gesto concreto de cuidado e sensibilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A instituição foi beneficiada com R$ 120 mil destinados pelo Juizado Especial Criminal de Cuiabá (Jecrim), recurso que permitirá a climatização das salas de aula e dos espaços administrativos da entidade.

O investimento faz parte do montante de R$ 720 mil destinados a 10 instituições sociais, durante cerimônia realizada na noite de terça-feira (16) no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. Os valores são provenientes de transações penais conduzidas pelo Jecrim e retornam à sociedade em forma de cuidado, dignidade e oportunidade para quem mais precisa.

Na APAE Cuiabá, que há 58 anos atua na formação integral de seus assistidos, a climatização representa muito mais do que conforto térmico. Significa melhores condições para a estimulação precoce de crianças de zero a quatro anos, mais qualidade no aprendizado, bem-estar para quem permanece na instituição em período integral e melhores condições de trabalho aos profissionais que se dedicam diariamente ao cuidado. Hoje, apenas parte das salas é climatizada, e a expectativa é que até fevereiro de 2026, quando o ano letivo iniciará, todas estejam adequadas.

Com apenas dois convênios – com o Estado e o Município -, a APAE mantém uma equipe de 20 servidores que se desdobram no atendimento nas áreas de educação, saúde e assistência social.

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O retorno, como relata o presidente voluntário da entidade, Leonaldo Arruda, não vem em cifras, mas em gestos. “Recebemos sorrisos, abraços, carinho todos os dias. É isso que nos motiva a continuar”, afirma.

Há três anos à frente da presidência e reeleito para mais um mandato, Leonaldo destaca a importância da iniciativa do Judiciário.

“Foi muito bacana receber o contato do Jecrim sobre o edital. Sabemos que existem critérios rigorosos, mas ver esse recurso chegando e se transformando em melhoria direta para os assistidos é extremamente gratificante”, pontua.

Além do atendimento pedagógico e terapêutico, a APAE serve três refeições diárias aos assistidos e, às famílias em situação de extrema vulnerabilidade social, a entrega mensal de sacolões. Cada avanço estrutural fortalece essa rede de cuidado que sustenta histórias, sonhos e possibilidades.

Coordenada pela juíza Maria Rosi de Meira Borba, a iniciativa do TJMT demonstra que a Justiça pode ir além do julgamento de processos. Ao transformar recursos oriundos de infrações de menor potencial ofensivo em investimento social, o Judiciário alcança vidas reais, melhora rotinas e promove dignidade. Para os assistidos da APAE Cuiabá, essa Justiça chega em forma de conforto, acolhimento e novas oportunidades de desenvolvimento.

“O bem tem que ser mais barulhento”. A síntese é da juíza Maria Rosi de Meira Borba, titular há quatro anos do Juizado Especial Criminal, ao comentar a destinação de R$ 120 mil à APAE. “É um trabalho muito sério, e o Leonaldo estava muito feliz. Foi uma noite de aprendizado, de celebração”, conta a juíza relembrando que um grupo de assistidos pela APAE compareceu a solenidade. Foi um aprendizado”, conta a magistrada, relatando que os projetos abarcam distintos públicos, o que reforça o intercâmbio de saberes. “A ideia é ajudar ao máximo”.

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A magistrada destaca que, neste ano, 30 instituições se inscreveram no edital, das quais dez foram contempladas. “A legislação é específica e permite que a destinação seja efetuada. Existe todo um trabalho de visitação às unidades in loco, realizado por uma equipe previamente selecionada pelo Juizado, em parceria com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Há exigências que são cumpridas, como a apresentação de um relatório pormenorizado das ações e da aplicação dos recursos”.

Desembargador entrega cheque simbólico a representante da Apae   durante cerimônia no auditório do Complexo dos Juizados. Eles estão em pé, em frente à mesa de autoridades.A juíza relatou ainda que, na noite de celebração, cada uma das entidades teve direito a uma fala de dois minutos, oportunidade em que os representantes puderam explanar sobre as ações desenvolvidas e as projeções futuras.

A juíza acrescenta que, em 2025, o montante de R$ 720 mil – o maior já destinado – foi direcionado às instituições por meio dos acordos de Não Persecução Penal (ANPP). A legislação ampara que os recursos sejam aplicados em ações sociais, geralmente por meio de prestação pecuniária a entidades públicas ou de interesse social, ou ainda a fundos específicos. A destinação busca tanto a reparação do dano social quanto a prevenção do crime.

Confira também:

De acordos judiciais a gestos de cuidado: Justiça entrega R$ 720 mil a entidades sociais

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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