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Prototipagem e projetos colaborativos impulsionam inovação no PJMT

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Entregas de protótipos funcionais e soluções pensadas a partir das necessidades do usuário marcaram o terceiro dia da Formação de Laboratoristas – Encantar, promovida pelo Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT) em parceria com a Escola dos Servidores. As equipes formadas por magistrados(as) e servidores(as) de diversas áreas apresentaram propostas que reforçam o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a inovação aplicada, clareza na comunicação e serviços mais simples e acessíveis.

Seis equipes multidisciplinares foram formadas para desenvolver protótipos alinhados às necessidades apresentadas durante o processo sob as perspectivas da Comunicação, Experiência do Usuário e Justiça Digital. Os grupos criaram e apresentaram soluções que abordaram a simplificação do acesso a serviços, melhoria da comunicação institucional e intersetorial, uso de inteligência artificial no atendimento, organização de informações, integração de fluxos e inclusão digital.

Após três dias de imersão, os resultados percebidos ao final do dia mostraram que a metodologia aplicada gerou compreensão ampliada sobre a importância de posicionar o usuário no centro das decisões, além de romper paradigmas sobre inovação no setor público. Os participantes relataram que a oficina facilitou a análise de problemas complexos, incentivou a colaboração entre diferentes áreas e proporcionou novas possibilidades para melhoria de processos internos e externos.

Convidada para ser uma das juradas durante a apresentação, Tereza Gomes Vieira, colaboradora que atua nos Serviços Gerais na Escola dos Servidores, destacou a linguagem simples e o acolhimento no processo de apresentação dos protótipos de inovação. “Eu achei muito bom. Gostei das explicações, porque tem muita coisa que a gente não sabe. Vocês explicaram tudo certinho. Agora eu já estou sabendo o que está acontecendo, o que vocês estão pensando para comunicar com a gente que tem mais dificuldade de entender. Agradeço demais”, afirmou extasiada.

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Os participantes destacaram o potencial transformador das metodologias aplicadas. “Rompeu paradigmas. É muito interessante ver o Poder Judiciário utilizando metodologias que pensam o futuro e colocam o usuário no centro. Essas oficinas ainda vão gerar muito fruto para nosso usuário”, afirmou Meire Rocha do Nascimento, que atua no Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi).

Diretamente da Comarca de Sinop (500 km de Cuiabá), a servidora Damaris Caritas Silva Queiroz destacou a oportunidade de interiorização proporcionada pela formação. “A oficina abriu um novo leque de experiências. Tirou a gente do formalismo e deu possibilidades para resolver problemas complexos também da nossa realidade no interior. Foi maravilhoso, leve e de um conhecimento exponencial”, disse.

A juíza coordenadora do InovaJusMT, Joseane Antunes Quinto, reforçou o impacto das iniciativas. “Inovação, comunicação e experiência convergem para o cidadão. Com o apoio da alta administração, sob a presidência do desembargador José Zuquim Nogueira, conseguimos trazer técnicas que nos permitem dar o melhor de nós. Vi muitos projetos que, se levados adiante, vão impactar a vida das pessoas, que é o que importa”.

Formação Encantar – Conduzida pelos instrutores José Faustino Macedo de Souza Ferreira e João Guilherme de Melo Peixoto, juiz e servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco, respectivamente, e especialistas em inovação no setor público, a formação reuniu teoria, prática e simulação de situações reais para fortalecer a cultura de inovação no PJMT.

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O conteúdo trabalhou técnicas inspiradas em Design Thinking, prototipagem e experiência do usuário, incluindo empatia, cocriação, ideação, pensamento visual, construção de protótipos de baixa, média e alta complexidade, cultura da prototipagem no Judiciário e apresentação de pitchs. A proposta central foi substituir a lógica da “problemática” pela “solucionática”, ampliando a capacidade de agir estrategicamente sobre desafios cotidianos e aprimorar a entrega dos serviços judiciais.

“O Encantar mostra que inovação não é um departamento isolado, mas uma atitude que cada servidor pode adotar no seu dia a dia. Quando entendemos o fluxo, ouvimos o usuário e testamos soluções, já estamos transformando a forma como o Judiciário se relaciona com a sociedade”, apontou José Faustino.

“Isso aqui deve nos alimentar. Não é uma educação bancária. É uma educação viva, trocada, construída em coletividade. Hoje plantamos uma semente. Amanhã todo mundo vai chegar diferente, com novas possibilidades. Inovar é para todo mundo”, complementou João Guilherme.

Autor: Talita Ormond

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Palestra traz realidade de famílias atípicas e desafios para garantir direitos

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A advogada e presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Poxoréu (APAAP), Jennyfer Bathemarque, proferiu palestra com o tema “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, no primeiro dia do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direito das Pessoas com Deficiência”, na manhã desta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá. O evento conta com transmissão ao vivo e pode ser conferido no canal TJMT Eventos No YouTube.
Ela iniciou sua fala destacando que a judicialização é apenas mais um passo na vida das famílias atípicas, que enfrentam diversos percalços até chegar ao ponto de recorrer ao Judiciário para garantir direitos básicos, como acesso à saúde e educação por crianças com algum tipo de deficiência.
Compartilhando a realidade do município onde vive – Poxoréu (251 km a leste de Cuiabá), com pouco mais de 23 mil habitantes, Jennyfer Bathemarque exemplificou a situação de diversas famílias que carecem até mesmo de informação para lidar com o fato de ter um membro com algum tipo de deficiência intelectual ou mental, pois muitas delas reagem com vergonha e reclusão dos ambientes sociais.
“São grupos historicamente vulnerabilizados. Antigamente, esses grupos eram levados aos manicômios, eram tratados como pessoas à margem da sociedade. E ainda hoje existem famílias que têm esse estigma, que têm dificuldade em lidar”, disse, defendendo que a família não pode ter medo de exigir direitos porque eles são garantidos por lei. “Exigir um direito não é excesso, é exercício de cidadania”.
Dirigindo-se aos operadores do Direito, público contemplado no primeiro dia de programação do TJMT Inclusivo, a palestrante, que é mãe atípica e já precisou recorrer ao Judiciário para garantir tratamentos ao filho pequeno, ressaltou a importância da atuação profissional humanizada.
“Quando falamos de leis, estamos falando de pessoas. Então, quando falamos de direitos, falamos de direitos de pessoas. Quando falamos de processo judicial, falamos de pessoas. Embora, quando olhamos para o processo, nós vejamos números, documentos, por trás daquele processo há pessoas que precisam de resposta, que necessitam de algo. Então, todas as vezes que falarmos sobre inclusão, LBI, Lei Maria Berenice Piana, devemos pensar em pessoas. Quando pensamos em pessoas, tudo fica mais fácil porque você começa a se colocar no lugar”, afirmou Jennyfer.
A advogada pontuou como um dos motivos para a falta de concretização de diretos básicos das pessoas deficientes a falta de dados estatísticos oficiais mais detalhados sobre essa população. “A ideia é fazer a distinção para melhor destinar os recursos públicos”, afirmou. Ao final, ela apontou a judicialização como consequência. “O Judiciário vira porta de entrada para direitos básicos. Aquilo que o Estado deveria dar conta, o Judiciário está tendo que dar conta”, resumiu.
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TJMT Inclusivo – O primeiro dia de programação da capacitação contou com uma programação especialmente voltada aos operadores do Direito, como magistrados (as), promotores (as) de justiça, defensores públicos (as), advogados (as) e servidores (as), com palestras que buscam promover a reflexão sobre como a Justiça pode melhorar a vida das pessoas com deficiência, de que forma as decisões judiciais estão atendendo às demandas dessa população, gerando impactos práticos na efetivação de direitos básicos, como saúde e educação.
O evento é coordenado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e Igreja Lagoinha.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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