Tribunal de Justiça de MT

Programação de integração reúne novos juízes e juízas em Mato Grosso

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Mais um dia de acolhimento marcou a agenda dos novos juízes e juízas substitutos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na manhã desta sexta-feira (23). Dando sequência à programação institucional preparada para recepcionar os magistrados recém-empossados, o grupo participou da apresentação da Coordenadoria Administrativa do TJMT, etapa voltada ao conhecimento da estrutura de apoio essencial ao funcionamento das unidades judiciais.

O encontro teve como objetivo contextualizar o papel da área administrativa no dia a dia da magistratura, esclarecendo fluxos, competências e serviços que dialogam diretamente com a atividade jurisdicional. A programação de acolhimento segue durante a tarde desta sexta-feira, com outras apresentações institucionais.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou que este momento marca o início efetivo da integração dos novos magistrados às comarcas onde irão atuar. Segundo ele, a partir da próxima semana, as juízas e juízes já começam a ser inseridos na realidade do Judiciário estadual.

“O que vai começar, de fato, é situar esses profissionais nos lugares em que eles atuarão. Na segunda-feira eles já iniciam o curso de aprendizagem e aperfeiçoamento. Tudo isso faz parte do processo de melhorar a prestação jurisdicional. Quem ganha com esse reforço é a sociedade, com mais celeridade no atendimento à população”, afirmou o presidente.

A apresentação da manhã foi conduzida pela coordenadora Administrativa do TJMT, Bruna Penachioni, que apresentou a estrutura da Coordenadoria Administrativa e suas principais atribuições. Ela ressaltou a importância do contato inicial para que os novos magistrados compreendam como os setores administrativos se conectam à rotina das unidades judiciárias.

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“Foram apresentadas as principais atribuições e competências funcionais da Coordenadoria Administrativa e dos departamentos que a compõem. Falamos sobre licitações, contratos, gestão de serviços terceirizados, material e patrimônio, serviços gráficos e protocolo. É um momento muito importante, porque há uma interligação direta dessas temáticas com as unidades judiciárias, por meio da atuação das diretorias”, explicou.

Participaram do encontro o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior e o juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi Alves de Souza.

Após o período de acolhimento institucional, os novos juízes e juízas substitutos iniciam, a partir da próxima semana, o Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos – Turma 01/2026 (Cofi). A formação é voltada aos magistrados recém-empossados no Poder Judiciário de Mato Grosso e terá aulas nos períodos matutino e vespertino a partir do dia 26 de janeiro.

O curso é credenciado pela Portaria n. 363/2025 da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), constitui etapa obrigatória para o exercício da jurisdição e segue as diretrizes pedagógicas da Enfam. Com carga horária total de 496 horas, o Cofi será realizado entre os dias 23 de janeiro e 23 de abril de 2026, estruturado em três módulos principais.

O Módulo II, de Teoria e Prática Supervisionada, ficará sob responsabilidade da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e será ofertado tanto na sede da escola quanto nas unidades jurisdicionais do TJMT. Esse módulo contará com 216 horas de atividades teóricas e 216 horas práticas, no período de 23 de janeiro a 16 de abril.

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A coordenação do Cofi 2026 está sob responsabilidade do diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, e do coordenador pedagógico da Escola, juiz Antônio Veloso Peleja Júnior.

Confira os nomes das juízas e juízes substitutos:

  • Marco Antonio Luz de Amorim
  • Bruno Guerra Sant’Anna Deliberato
  • Ana Emília Moreira de Oliveira Gadelha
  • Leandro Bozzola Guitarrara
  • Laís Baptista Trindade
  • Isabela Ramos Frutuoso Delmondes
  • Antonio Dias de Souza Neto
  • Tiago Gonçalves dos Santos
  • Francisco Barbosa Júnior
  • Izabele Balbinotti
  • Nathália de Assis Camargo Franco
  • Thiago Rais de Castro
  • José dos Santos Ramalho Júnior
  • Iôrran Damasceno Oliveira
  • Iron Silva Muniz
  • Ana Flávia Martins François
  • Lais Paranhos Pitas
  • Hugo Fernando Men Lopes
  • Israel Tibes Wense de Almeida Gomes
  • Pedro Henrique de Deus Moreira
  • Felipe Barthón Lopez
  • Taynã Cristine Silva Araujo
  • Victor Valarini
  • Magno Batista da Silva
  • Danilo Marques Ribeiro Alves
  • Victor Hugo Sousa Santos
  • Raphael Alves Oldemburg
  • Lessandro Réus Barbosa
  • Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers
  • Nelson Luiz Pereira Júnior
  • Thaís D’Eça Morais
  • Antonio Bertalia Neto
  • Luana Wendt Ferreira Corrêa da Costa
  • Yago da Silva Sebastião
  • Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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