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Mato Grosso participa de encontro nacional da Infância e Juventude em Aracaju

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Com o objetivo de debater diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), trocar experiências e fortalecer políticas voltadas à proteção de crianças e adolescentes, ocorre até esta quarta-feira (19) o XXVII Colégio de Coordenadores da Infância e Juventude (Colinj). Paralelamente, são realizados o XIX Fórum Nacional de Justiça Protetiva (Fonajup) e o XXXVI Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv).
Os encontros reúnem juízes de todo o país em Aracaju (SE) e contam com a participação das magistradas de Mato Grosso: a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Anna Paula Gomes de Freitas, as juízas da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Leilamar Aparecida Rodrigues e da Vara da Infância e Juventude de Sinop, Melissa de Lima Araújo.
Palestras
A programação teve início na segunda-feira (17) com o XXVII Colinj, sediado no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe. Os debates abordaram temas estratégicos para o Sistema de Garantias, com destaque para o papel dos Tribunais de Contas na proteção da primeira infância, apresentado pela conselheira Suzana Azevedo.
Também foi exposta a experiência do Tribunal de Justiça de Sergipe no fortalecimento da rede local de proteção da criança e do adolescente, conduzida pela juíza Iracy Ribeiro Mangueira Marques. A tarde encerrou-se com a pauta administrativa do colegiado, voltada ao planejamento e à gestão das coordenações estaduais da Infância e Juventude.
As discussões continuaram nesta terça-feira (18), durante o XIX Fonajup, com temas essenciais à atuação protetiva. Ao longo do dia, especialistas e magistrados debateram políticas públicas para um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes, com participação de representantes do Ministério da Justiça e pesquisadores da área de proteção digital.
O encontro também tratou da proteção integral no contexto do Transtorno do Espectro Autista, da apresentação e deliberação de enunciados orientadores da Justiça Protetiva e da divulgação de boas práticas da jurisdição da Infância e Juventude.
O ciclo de debates será encerrado nesta quarta-feira (19), com o XXXVI Fonajuv. A programação inclui temas relevantes para o sistema socioeducativo, como o Protocolo de Atuação e Julgamento com Perspectiva de Infância e Juventude, apresentado pela juíza auxiliar do CNJ, Adriana Meireles Melonio. Também serão discutidos a saúde mental de adolescentes em conflito com a lei, em exposição conduzida pelo desembargador Ruy Muggiati, e aspectos práticos da atuação judicial em casos de atos infracionais cibernéticos, tema apresentado pela juíza Vanessa de Oliveira Cavalieri.
O encontro ainda prevê a apresentação de práticas restaurativas adotadas nas medidas socioeducativas em Sergipe e a pauta administrativa do Fórum, que inclui a discussão de enunciados, a análise da criação de um grupo de trabalho para propor alterações nas normas processuais da parte infracional do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a definição da data do próximo encontro nacional.
A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas, ressaltou o impacto das discussões para o trabalho desenvolvido em Mato Grosso. “Esses debates expandem nossa capacidade de articulação e permitem que aprimoramentos adotados em outros estados sejam avaliados e aplicados conforme a realidade local. Cada diálogo qualifica ainda mais o atendimento às crianças e adolescentes que dependem da atuação do Poder Judiciário”, afirmou a magistrada.

Autor: Alcione dos Anjos

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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