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Mais verde na cidade: instituições unem forças para ampliar a arborização

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Dois homens de chapéu de palha agachados em um gramado verde, sob sol forte. O homem da esquerda, de barba e camisa xadrez, olha para frente. O da direita, de camisa azul clara, planta uma muda alta e fina. Ao fundo, um acostamento e mato.A região do Córrego do Barbado voltou a receber mais uma mobilização ambiental na última quinta-feira (16) e na sexta-feira (17). Após ganhar 200 novas árvores no sábado anterior (11), o programa Verde Novo, do Poder Judiciário, promoveu o plantio de outras 200 mudas no canteiro central e nas calçadas do bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. Com isso, a região passa a contar com 400 árvores plantadas em menos de uma semana.

A ação é realizada em parceria com o Tribunal de Contas do Estado e a Prefeitura de Cuiabá. O trabalho começou no dia 11 de abril (sábado), em conjunto com a Casa da Amizade, e marca o fortalecimento da cooperação entre as instituições para ampliar a arborização urbana da Capital.

Homem jovem, de barba, óculos e camisa social azul clara, fala olhando para a esquerda. Ele é rodeado por microfones e um celular rosa. O ambiente é ao ar livre, com um gramado verde e árvores ao fundo.Fortalecimento da parceria institucional

Coordenador do Programa Verde Novo do Poder Judiciário de Mato Grosso, Sérgio Savioli destacou que a iniciativa representa um novo momento na atuação conjunta entre os órgãos.

“O Verde Novo já conta, em seu termo de cooperação técnica, com a participação da Prefeitura de Cuiabá e também do Tribunal de Contas do Estado. Mas, efetivamente, esta é a primeira ação de plantio que realizamos juntos. Então, é um marco para nós”, afirmou.

Segundo ele, a integração permitirá a organização de um calendário mais amplo de ações ao longo do ano. “O objetivo do Município, já declarado pelo prefeito, é plantar 20 mil mudas neste ano. O Verde Novo está à disposição para auxiliar no cumprimento dessa meta. Com a parceria agora fortalecida pelo Tribunal de Contas, acredito que seja possível até superar esse número”, ressaltou.

Um homem jovem, de barba e polo azul marinho com logo "tce mt", sorri enquanto fala, olhando para a esquerda. Ele é cercado por microfones e um celular vermelho que o grava. A cena se passa em uma rua com gramado e carros ao fundo.União em defesa do meio ambiente

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Representando o Tribunal de Contas, o engenheiro sanitarista e assistente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Lucas José de Oliveira, enfatizou a importância da união entre as instituições para fortalecer a política ambiental.

“Essa união entre o Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça e a Prefeitura de Cuiabá em favor de uma ação ambiental, é fundamental para a reconstrução da Cidade Verde. A arborização urbana é uma pauta extremamente importante e vem sendo tratada no Tribunal de Contas”, pontuou.

Ele destacou ainda os benefícios diretos do plantio. “Sabemos que o plantio melhora a qualidade do ar, previne processos erosivos no solo e contribui para o enfrentamento das mudanças climáticas, com a preservação do carbono”, explicou.

Vista em plano médio de duas pessoas de chapéu plantando uma muda de árvore. O homem da esquerda, de calça jeans e camisa xadrez, segura o caule. O da direita, de camisa azul claro, ajeita a terra na cova. Eles estão cercados por grama verde.Meta de 20 mil mudas

O diretor de Planejamento Ambiental da Prefeitura de Cuiabá, Fábio Moura, avaliou que a parceria fortalece o cumprimento da meta municipal de arborização.

“Isso é muito importante para nós. Hoje estamos consolidando essa parceria. Já vínhamos realizando plantios com o Verde Novo, e este é o primeiro com o Tribunal de Contas. Isso será fundamental para que consigamos arborizar cada vez mais a cidade”, afirmou.

Ele lembrou que, na segunda semana de abril, foram plantadas 200 árvores na mesma avenida e que, agora, outras 200 foram inseridas no local.

“Nossa meta é plantar 20 mil mudas neste ano. É uma meta audaciosa, mas temos uma equipe capaz e vamos trabalhar para alcançá-la”, garantiu.

Compartilhamento de mudas e planejamento

Sérgio Savioli explicou que a cooperação também envolve o aproveitamento das estruturas e dos viveiros mantidos pelas instituições parceiras.

“O Verde Novo possui mudas, o Horto Florestal do município possui e o Tribunal de Contas também. A intenção é estabelecer essa comunicação, porque há diversidade de espécies entre os três parceiros e, com isso conseguimos atender melhor a população”, disse.

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Um grupo de cinco pessoas em pé em um gramado conversando. Uma mulher de boné e blusa azul com logo "Mato Grosso" fala para as outras. Ao seu lado, um homem de chapéu camuflado e camisa verde/branca com logo "Horta Florestal". Outras pessoas observam.Educação ambiental nas escolas

Além do plantio em vias públicas, a Prefeitura já se organiza para ampliar as ações em escolas, praças e parques durante o período de estiagem.

“Nesse período de seca, vamos focar em praças, parques e escolas, onde conseguimos garantir a irrigação. Queremos mobilizar as crianças e levar nossos técnicos para avaliar o espaçamento e as espécies adequadas. A ideia é fazer o máximo possível e retomar o plantio em maior escala a partir de outubro”, explicou Fábio Moura.

Lucas José de Oliveira acrescentou que a parceria também prevê ações educativas. “Além do plantio, vamos trabalhar a educação ambiental nas escolas, com cartilhas e orientação. A arborização precisa vir acompanhada de conscientização”, destacou.

Programa Verde Novo

Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo em 2017, o Programa Verde Novo é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à recuperação das florestas urbanas. Ao longo dos anos, já distribuiu e plantou mais de 250 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado em diversos municípios do estado.

Como participar

Cidadãos e instituições interessados podem solicitar a distribuição gratuita ou o plantio de mudas pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas, no telefone (65) 3617-3090. Também é possível se cadastrar como voluntário no site do programa e contribuir com as próximas ações de arborização.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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