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Magistrados e servidores da Infância e Juventude são capacitados para atendimento Família Acolhedora

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Mato Grosso (CEJA-MT), segue empenhada em ampliar o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) no estado. A modalidade permite que famílias cadastradas recebam em suas casas, crianças e adolescentes que foram afastados do convívio de suas famílias biológicas. As famílias acolhedoras se responsabilizam por cuidar deles até que retornem ao lar de origem ou sejam encaminhados para adoção.

Uma das estratégias adotadas é a capacitação de magistrados e servidores da Infância e Juventude do Estado. Cerca de 50 profissionais de 16 comarcas participam entre segunda-feira (24) e quarta-feira (26) de treinamento com foco no SFA, realizado virtualmente pela plataforma Microsoft Teams. A capacitação aborda aspectos históricos, legais, operacionais e metodológicos do serviço, enfatizando a importância de um acolhimento humanizado e eficaz que favoreça o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Promovida pela CGJ, por meio da CEJA, em parceria com a Escola dos Servidores do Poder Judiciário, a capacitação visa atender à Recomendação Conjunta nº 02/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a integração de esforços para o fortalecimento do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, deu as boas-vindas aos participantes na abertura, e destacou que atualmente o Estado conta com 41 famílias cadastradas no Serviço Nacional de Adoção (SNA), com 29 crianças acolhidas. Resultados que refletem o esforço das equipes locais e, ao mesmo tempo mostram o potencial de ampliação dessa política pública no estado.

“Esta primeira turma, que é composta por comarcas que já possuem o SFA, assim como aquelas que possuem lei municipal institucionalizando o serviço ou estão em fase de implantação, já possui familiaridade com o tema, mas esperamos que com essa capacitação, os senhores possam aprofundar conhecimentos necessários para a manutenção e a expansão do programa no estado”, disse Lindote.

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A juíza auxiliar da Corregedoria, Anna Paula Gomes de Freitas, coordenadora da capacitação, explicou que esta é a primeira de cinco turmas que serão capacitadas. A expectativa é que 250 profissionais de todo o estado sejam qualificados.

“Esta capacitação nasce do compromisso nacional com a Recomendação Conjunta nº 02/2024 do CNJ, e esperamos que esta oportunidade abra um caminho coletivo, de não apenas aprimorar o Serviço de Acolhimento Familiar, mas também de estimular a implantação em novas comarcas”, pontuou.

Em seguida, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Sérgio Luiz Kreuz, referência no assunto no país, destacou a relevância do serviço, reforçando que a medida representa mais humanidade e proteção no atendimento às crianças e adolescentes.

“A ciência demonstra que a criança necessita, para seu desenvolvimento psíquico e afetivo saudável, da construção de vínculos e laços afetivos sólidos. O SFA proporciona a essa criança e adolescente um atendimento individualizado, terá seu próprio quarto, seus brinquedos, sua individualidade, sua privacidade, com apoio de uma família. Garantindo assim um dos diretos fundamentais, assegurado pela Constituição Federal, o direito fundamental da convivência familiar”, argumentou.

print da tela, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Sérgio Luiz Kreuz, fala com os participantes da capacitação.O desembargador também falou sobre a experiência exitosa no Estado do Paraná, que atualmente corresponde a 27% do total de acolhimentos em Família Acolhedora do Brasil. “Atualmente contamos com 142 serviços implantados, contudo quando olhamos para os 399 municípios do estado, este número ainda é pequeno e precisamos avançar”, afirmou.

Kreuz contou que para chegar a esses 142 municípios, a Corregedoria do Paraná adotou uma série de medidas, desde estimular a participação de juízes na articulação da rede para implantação dos serviços, a promover capacitações, congressos e encontros sobre a temática.

“O Poder Judiciário, embora não seja o executor das políticas públicas de acolhimento, tem a sua responsabilidade na mudança desse paradigma. A Corregedoria, ciente de sua responsabilidade para com aqueles que estão sob proteção judicial, vem estimulando e apoiando a implantação de programas de acolhimento familiar”, disse.

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Ele destacou ainda que o sucesso desse serviço depende muito da atuação dos magistrados, do Ministério Público e das equipes técnicas das Varas da Infância e Juventude. “O serviço de acolhimento familiar é complexo e exige um mínimo de conhecimento de toda a rede de proteção à criança e ao adolescente”, pontuou o desembargador.

A mestre em Serviço Social e advogada no Estado do Paraná, Neusa Cerutti, que também é referência no assunto e já realizou capacitação sobre a temática a 24 estados do país, em 200 municípios brasileiros, também ressaltou que mais do que um serviço, o SFA é um gesto de humanidade, uma ponte segura entre o momento de vulnerabilidade e a possibilidade de um futuro digno.

“Nós que já trabalhamos no dia a dia do acolhimento sabemos que por melhor que o abrigo seja, a criança ou adolescente não conseguirá construir os vínculos afetivos e de confiança que existirão com a família acolhedora. Por isso temos de pensar no Acolhimento Familiar como forma de garantia de direitos para o acolhido, e não como apenas um favor, uma caridade, uma benevolência”, afirmou.

Neusa destacou que é importante ressaltar que o acolhimento familiar não é uma adoção. A guarda é provisória e tem como objetivo o retorno da criança à sua família de origem ou, se necessário, o encaminhamento para adoção. Por conta disso, no processo de acolhimento é realizado um trabalho intenso de reintegração, para que as crianças possam retornar às suas famílias de origem ou à família extensa. “O acolhimento familiar deve substituir o institucional, contudo, melhor que ele, é a família de origem”, disse.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Coordenadoria da Mulher do TJMT participa de agenda nacional de proteção às mulheres

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Grupo de 45 pessoas, representantes das Coordenadorias da Mulher dos Tribunais de Justiça de todo o país posa para foto. Todos estão enfileirados, olhando para a câmera e sorrindo. Ao centro está o ministro Edson Fachin. Dentre as 45 pessoas, cinco são homens. O I Encontro de Coordenadorias Estaduais das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar reuniu representantes das 27 coordenadorias dos Tribunais de Justiça do país, no início deste mês, em Brasília (DF).

O evento teve como objetivo promover a troca de experiências, alinhar estratégias e fortalecer a atuação do Poder Judiciário no enfrentamento à violência contra as mulheres, além de contribuir para a construção de uma agenda nacional voltada à implementação da Política Judiciária de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.

A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar de Mato Grosso (Cemulher-MT) foi representada pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Cuiabá. O presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin participou do encerramento do evento.

A programação contou com palestras, apresentação de boas práticas e oficinas temáticas. A magistrada mato-grossense participou do grupo de trabalho que debateu as vulnerabilidades interseccionais, com foco na ampliação do acesso à Justiça para mulheres em situação de maior vulnerabilidade, no aperfeiçoamento dos mecanismos de solicitação de medidas protetivas de urgência e na ampliação da efetividade de seu cumprimento.

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“O encontro representou um importante espaço de diálogo, cooperação e construção coletiva para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres em todo o país”, afirmou a magistrada.

As propostas elaboradas pelos grupos de trabalho foram consolidadas e serão encaminhadas para subsidiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas e ações institucionais em âmbito nacional.

A coordenação do evento foi conduzida pela conselheira Jaceguara Dantas.A juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, representante da Cemulher-MT, posa ao lado da conselheira Jaceguara Dantas. As duas estão abraçadas, em pé, olhando para a câmera, na recepção do auditório do CNJ.

Atuação da Cemulher-MT

Instituídas pela Resolução nº 128/2011 do Conselho Nacional de Justiça, as coordenadorias estaduais da mulher atuam na prevenção e no enfrentamento da violência contra as mulheres no âmbito da Justiça Estadual, fortalecendo a gestão e a governança da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.

Em Mato Grosso, a Cemulher-MT tem desenvolvido diversas ações voltadas à proteção e ao acolhimento das vítimas. Entre elas, destacam-se a implantação das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar, o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” e o incentivo à criação de Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência.

A Coordenadoria também mantém o Espaço Thays Machado, núcleo voltado ao acolhimento de magistradas e servidoras vítimas de violência doméstica, oferecendo suporte psicológico, psiquiátrico e jurídico especializado.

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Clique aqui para acessar o hotsite da Cemulher-MT e saber sobre os serviços oferecidos pela Coordenadoria.


Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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