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Juiz promove palestra sobre futuro e oportunidades a recuperandos da penitenciária Ahmenon Lemos Dan

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Foto horizontal que mostra o juiz Geraldo Fidelis palestrando a recuperandos do presídio Ahmenon Lemos Dantas.O juiz coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF-MT), Geraldo Fidelis, proferiu uma palestra sobre futuro, oportunidades e escolhas a quase 100 recuperandos do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na última sexta-feira (20).

A atividade teve como objetivo incentivar a disciplina e o comportamento adequado, com base em princípios éticos e valores morais. Aos ouvintes, o magistrado destacou que para voltar a viver em sociedade, não basta “sair da cadeia”, é preciso conseguir trabalho, reconstruir vínculos e viver com dignidade. Ressaltou que vícios em álcool, cigarro, drogas ilícitas, jogos e outros comportamentos destrutivos representam um entrave à ressocialização.

“O vício tira o controle da própria vida. A pessoa passa a decidir com base na necessidade do vício, perde a autonomia. E quem não controla o próprio impulso, dificilmente controla o próprio destino”, disse Fidelis aos recuperandos.

Foto horizontal que mostra o auditório do presídio Ahmenon Lemos Dantas lotado de recuperandos, que aparecem de costas na foto, usando uniforme amarelo.O magistrado destaca a importância de levar esse tipo de reflexão aos privados de liberdade enquanto eles ainda estão no regime fechado. “Dentro do presídio, eles ainda têm tempo, oportunidade e possibilidade de mudança. Lá eles podem contar com apoio oferecido pela equipe técnica, grupos de voluntários e religiosos e até mesmo de colegas que também querem mudar”, afirma.

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Geraldo Fidelis conta que percebeu o interesse dos recuperandos em ouvir e captar a mensagem passada por ele na palestra. “No final, muitos vieram agradecer. Acredito que se valeu para apenas um, já foi importante”.

Sobre o GMF – O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo trabalha em vários eixos de atuação, como trabalho, educação, saúde, cidadania e Justiça Restaurativa, com o objetivo central de possibilitar a reinserção na sociedade de pessoas que respondem por crimes ou atos infracionais (no caso dos adolescentes).

Por meio de inspeções regulares em todas as unidades prisionais do estado, o GMF atua desde o diagnóstico da situação da população carcerária, passando pela busca por parcerias institucionais e disponibilização de serviços que visem a reintegração dos recuperandos, tanto daqueles ainda custodiados, quanto dos egressos do sistema carcerário e suas famílias.

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Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comitê Estadual de Saúde recebe novos membros e debate importância dos dados para desjudicialização

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O Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso realizou a primeira reunião com seus novos integrantes, nesta sexta-feira (22), na sede do Tribunal de Justiça, e promoveu o debate sobre a importância dos dados para pensar em formas de evitar a judicialização da saúde e prestar melhores serviços à população, tanto na saúde pública, quanto na suplementar.

O coordenador do Comitê, juiz auxiliar da Presidência do TJMT e juiz titular da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, abriu a reunião dando as boas-vindas aos novos membros e apresentando, de forma resumida, a Resolução nº 388/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trata sobre os Comitês Estaduais da Saúde.

Ao explanar sobre a Resolução 388, o magistrado destacou as competências do órgão colegiado, que são: monitorar as ações judiciais relativas à Saúde, auxiliar o Núcleo de Apoio Técnico (NatJus) da Saúde do Poder Judiciário, viabilizar o diálogo interinstitucional, deliberar as matérias, avaliar e propor medidas para melhoria dos serviços.

“Com essa reunião, nós podemos tratar sobre as demandas existentes, verificar quais são os maiores problemas identificados pela Secretaria de Saúde e que já estão judicializados, com o objetivo de, a partir desse monitoramento, sugerir às secretarias estadual e municipais um melhor procedimento para acolhimento das pretensões das partes, seja através de uma melhoria no atendimento eventualmente ou identificando eventuais abusos que podem acontecer em demandas, mas tudo de forma compartilhada, de forma que todos os envolvidos tomem conhecimento e possam indicar um caminho a ser seguido”, explica o juiz Agamenon.

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O Comitê Estadual de Saúde de Mato Grosso é composto por membros das esferas estadual e federal do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de representantes das Secretarias de Saúde e Procuradorias do Estado e dos Municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e do Núcleo de Apoio Técnico (NatJus) da Saúde do TJMT.

Durante a reunião, o coordenador do Comitê também ressaltou a importância de utilizar os dados disponíveis para avançar para um fluxo que permita a composição prévia, ou seja, evitando a judicialização, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS), quanto na saúde suplementar.

“Se nós conseguirmos ter um mecanismo que possa ser compartilhado, não só para o Poder Judiciário, como para a Defensoria Pública, para o Ministério Público, onde essa informação seja acessível de imediato, é um caminho para uma decisão mais segura, com base em evidências. A partir dessa informação, a decisão é do magistrado, a decisão para entrar com ação é da Defensoria Pública, é do Ministério Público, mas com uma informação mais qualificada. Isso permite, inclusive, que se busque um pré-processual. Em vez de entrar com a ação, possa-se fazer uma composição, evitando-se mais um processo judicializado e o que é mais importante: que a sociedade possa ser atendida mais rapidamente”, defende o magistrado.

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Durante a reunião, o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, apresentou um sistema de informações referentes aos processos judiciais da Saúde Pública. “Hoje a gente trouxe uma forma de organização que a gente estamos montando para otimizar essa questão da judicialização de saúde. Já que a saúde no estado ganhou, nos últimos anos, muita relevância, abrangência, inclusive financeira. Então, para atender melhor, tanto os cumprimentos sentença, bem como aquilo que dá para ser evitado de judicializar, e efetivamente atender mais rápido o usuário que está na ponta, a gente mostrou uma proposta que vai integrar e facilitar tanto para o juiz, quanto Ministério Público, Defensoria para acompanhar e contribuir no atendimento àquele usuário que por alguma razão teve sua necessidade judicializada”, explicou.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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