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Judiciário de MT destaca governança no uso da IA durante evento nacional do CNJ

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Auditório do CNJ com cinco palestrantes à mesa do IAJus 2026. Um homem fala ao centro enquanto uma intérprete de Libras sinaliza à direita. Telas exibem o logo e o palestrante para a plateia.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) marcou presença, nesta sexta-feira (24), no IAJus 2026 – Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário. Realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o evento reúne tribunais e conselhos brasileiros com o objetivo de promover o intercâmbio de experiências e soluções tecnológicas.
Representando o Judiciário mato-grossense, o desembargador Luiz Octávio Saboia Ribeiro foi um dos palestrantes do Painel 2, que tratou da implementação da IA nos tribunais. Saboia é presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial do TJMT e destacou a importância da boa governança e responsabilidade no uso das IAs.
Durante a apresentação, o magistrado apresentou dados que evidenciam a dimensão do sistema judicial brasileiro, com milhões de processos em tramitação e uma alta demanda por soluções mais ágeis. Nesse contexto, reforçou que o uso da tecnologia deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade para garantir a eficiência e a própria sustentabilidade do Judiciário.
Um homem de terno fala ao microfone em um ambiente formal, com fundo de painéis de madeira e um telão com o logo do CNJ. No canto inferior direito, um intérprete de Libras faz a tradução.“O problema é que somos uma sociedade beligerante que, infelizmente, litiga em alto volume e em alta escala. A adoção de ferramentas de tecnologia não está mais em discussão. A adoção de ferramentas de tecnologia representa a própria sobrevivência do sistema judicial, diante do volume de litigiosidade e de beligerância que nós temos na nossa sociedade”, apontou.
Saboia enfatizou ainda que, mais do que adotar ferramentas tecnológicas, é fundamental garantir que elas sejam utilizadas com responsabilidade, ética e preparo técnico. Para ele, o maior desafio não está na tecnologia em si, mas na forma como as pessoas fazem uso dela, o que exige capacitação contínua de magistrados e servidores.
“A inteligência artificial traz grandes habilidades, potencializa as nossas capacidades. Para utilizá-la, preciso ter habilitação, responsabilidade e ética. Preciso, nesses três aspectos, trazer a governança e responsabilidade. Não posso nunca abrir mão do ser humano como condutor da ferramenta. Para isso, ele tem que ser capacitado ao máximo”, completou.
Segundo ele, no TJMT a implementação da inteligência artificial foi acompanhada da criação de uma estrutura de governança. O modelo inclui um Comitê Gestor e Estratégico, um Comitê Técnico Operacional e um núcleo específico de desenvolvimento, responsáveis por planejar, supervisionar e aprimorar o uso das ferramentas dentro da instituição.
O desembargador contou que entre as soluções já em funcionamento no TJMT estão o sistema LexIA, a Hanna e o OmnIA.
“Não é possível pensar em desenvolver ferramentas de inteligência artificial sem pensar em governança. Temos que pensar do início ao fim, não só a prototipação, a cocriação, o desenvolvimento, mas também capacitar o ser humano que vai utilizar essa ferramenta. O ser humano precisa entender o que é a ferramenta”, argumentou Saboia.
O IAJus 2026 é promovido pelo Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário (CNIAJ). O evento é voltado a magistradas e magistrados, servidoras e servidores, equipes técnicas dos tribunais e conselhos do Poder Judiciário, áreas de tecnologia da informação, governança, inovação e gestão, além de outros atores institucionais com atuação na agenda de inteligência artificial no Judiciário.
Fotos: Luiz Silveira/CNJ

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto-piloto acolhe estagiários e aproxima estudantes da realidade do Judiciário

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Foto horizontal que mostra a estagiária de Direito Lavínia Darc do busto pra cima, sorrindo, durante entrevista. Ela é uma jovem negra, de cabelos lisos, presos e presos em rabo-de-cavalo, olhos castanhos escuros, usando blusa azul clara e brincos.Começar um estágio em uma instituição do porte do Poder Judiciário é uma experiência cercada de expectativas, descobertas e desafios. Para os estudantes que atuam nos Juizados Especiais de Cuiabá, esse início de jornada ganhou um apoio adicional com o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, iniciativa piloto da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje).

A atividade reuniu 92 estagiários dos cursos de Direito, Tecnologia da Informação e Contabilidade que atuam nos Juizados Especiais e nas Turmas Recursais. A ação foi pensada para apresentar a estrutura do Judiciário, a segurança digital, orientar sobre rotinas de trabalho e facilitar a integração dos estudantes ao ambiente forense.

Para a estagiária de Direito Lavínia Darc, 21 anos, da Turma Recursal, o acolhimento facilita a adaptação ao ambiente de trabalho e amplia a compreensão sobre o funcionamento do Judiciário. “Eu acho uma recepção essencial e muito necessária para o estagiário. A mudança de ambiente pode gerar nervosismo e exige adaptação. Esse acolhimento ajuda a conhecer as pessoas, entender como funciona a instituição e compreender melhor o trabalho que vamos desenvolver. Na faculdade temos uma noção teórica, mas aqui conseguimos entender melhor como os setores se relacionam e como o trabalho de cada pessoa contribui para o resultado final.”

Foto horizontal em plano fechado do estagiário de Contabilidade Allan Rafael. Ele é um jovem de pele parda, olhos castanhos, cabelos castanhos, curtos e cacheados, usando óculos de grau, camiseta azul e sorrindo.Estagiário de Contabilidade, Allan Rafael Pinho, 19 anos, afirmou que o acolhimento facilita a adaptação dos novos integrantes. “Foi uma recepção muito boa. Recebemos orientações sobre o funcionamento das áreas e sobre onde buscar ajuda quando surgirem dúvidas. Como o Tribunal e o Fórum são ambientes muito grandes, esse acolhimento ajuda bastante quem está chegando.”

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O encontro foi conduzido pela diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, e contou com a colaboração da assessora do Daje, Graziela Cunha. Elas apresentaram a estrutura do Poder Judiciário de Mato Grosso, o funcionamento dos Juizados Especiais, os sistemas utilizados no dia a dia das unidades e orientações relacionadas à segurança da informação e ao uso das ferramentas institucionais.

A gestora-geral do Complexo dos Juizados Especiais, Maria de Lourdes Duarte, e o gestor administrativo responsável pelo programa de estágio curricular remunerado e de estágio probatório da Comarca de Cuiabá, Thyago Henrique Pogianelo Mendes, abordaram aspectos relacionados à rotina e postura no ambiente de trabalho, regras do estágio e esclareceram dúvidas dos participantes.

“Hoje temos um número elevado de estagiários e eles representam uma força de trabalho muito importante. É fundamental que se sintam acolhidos, orientados e seguros para desenvolver suas atividades. Esse trabalho idealizado pela Corregedoria certamente vai render muitos frutos”, analisou a juíza dirigente do Complexo e da 3ª Turma Recursal, Valdeci Moraes Siqueira.

Foto horizontal que mostra a juíza Valdeci Moraes Siqueira falando ao microfone da TV Justiça, durante entrevista. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos, na altura dos ombros, usando camiseta rosa. atrás dela, há um telão com um QR code projetado.A magistrada também relembrou o período em que foi estagiária e ressaltou a importância dessa fase para a formação profissional. “Tudo o que aprendi naquela época eu carrego até hoje. O estágio é uma experiência que marca a vida da gente. Por isso considero esse acolhimento tão importante para quem está iniciando a trajetória profissional.”

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A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, explicou que a proposta nasceu da necessidade de aproximar os estudantes da instituição e facilitar a adaptação ao ambiente de trabalho. “É a primeira edição do acolhimento dos estagiários nos Juizados Especiais. A intenção é facilitar a jornada deles dentro do Poder Judiciário, mostrando onde eles estão, para que estão aqui e qual é o papel da unidade em que atuam.”

“Meu estágio ocorreu em 2005 e não havia nada parecido. Certamente teria sido um divisor de águas na minha vida profissional. Esse projeto busca oferecer esse abraço institucional para quem está começando”, disse ao recordar o início da própria trajetória profissional.

Foto horizontal que mostra a diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, em pé, falando ao microfone para os estagiários que estão sentados. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos claros, lisos na altura dos ombros, usando blusa estilo colete bege de botões na frente. “O desembargador Lindote sempre veste a camisa junto com a equipe do Daje e permite que possamos colocar em prática projetos que fazem a diferença. Começamos de forma específica, mas sempre pensando em benefícios para todo o Poder Judiciário”, completou Shusiene ao agradecer ao corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, pelo apoio à iniciativa.

A expectativa do Daje é ampliar o projeto para outras unidades ligadas aos Juizados Especiais, fortalecendo a integração e a formação dos estudantes que iniciam a trajetória profissional no Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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