Tribunal de Justiça de MT

GMF-TJMT articula parceria para ampliar educação e empregabilidade no sistema prisional

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Um novo projeto de reinserção social voltado às pessoas privadas de liberdade começou a ganhar corpo nesta quarta-feira (17). O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-TJMT) apresentou uma proposta que irá ampliar a oferta de cursos profissionalizantes, tecnólogo e de graduação para cerca de 15 unidades prisionais de Mato Grosso, masculinas e femininas.
A ação conta com parceria da Faculdade Anhanguera e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITECI), e tem o objetivo de garantir novas oportunidades profissionais por meio da qualificação e empregabilidade. A iniciativa está na fase de projeto, com debates sobre questões estruturais e financeiras, mas a ideia é que seja colocada em funcionamento já durante o primeiro semestre de 2026.
Com cursos nas modalidades EAD e presencial, o projeto liderado pelo GMF-MT do Poder Judiciário de Mato Grosso pretende preparar os reeducandos para o mercado de trabalho, principalmente os que estão próximos de concluir o cumprimento da pena. O portfólio da faculdade conta com cursos como cozinheiro, confeitaria, marketing digital, programador web, administração pública, comércio exterior, jornalismo, ciências econômicas, entre vários outros.
“Nossa preocupação maior é preparar essas pessoas para que, ao colocarem os pés fora das unidades prisionais, saiam empregadas. É uma forma também de prevenir que esses reeducandos sejam cooptados pelo crime organizado pela falta de oportunidade. Vamos colocar a mão na massa e fazer acontecer, para que não seja apenas um projeto, mas sim uma realidade”, destacou o supervisor do GMF-TJMT, desembargador Orlando de Almeida Perri.
Representando a Anhanguera, o diretor da unidade educacional de Sinop, Aloisio João Biserra, afirmou que a instituição está disponível para atender e ajudar na formação de novos profissionais. “Hoje temos um portfólio com mais de 70 cursos, todos certificados e reconhecidos pelo MEC. Estamos disponíveis com muita qualidade acadêmica e profissional”, disse Aloísio.
O coordenador do GMF-TJMT, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto enfatizou que a ideia é que os cursos tenham duração de quatro a seis meses. “É uma oportunidade para que o recuperando, durante o cumprimento da pena, faça o curso e saia com um emprego, para não voltar para o crime. Hoje foi o grito de inauguração desse trabalho tão importante, que queremos reproduzir em todo o estado”, comentou o juiz.
Participaram da reunião de apresentação membros do GMF-TJMT, juízes(as) das Comarcas e diretores das unidades prisionais de Cáceres, Pontes e Lacerda, Juína, Sinop, Tangará da Serra, Rondonópolis, Água Boa, Barra do Garças, Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães; Federação dos Conselhos da Comunidade, Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Fundação Nova Chance, Escritório Social, Seciteci e Faculdade Anhanguera.

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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