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Fórum de Arenápolis adota medidas sustentáveis para reduzir desperdício e consumo

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O Fórum de Arenápolis (235km da capital) passou a adotar um conjunto de ações práticas para reduzir desperdícios, economizar recursos naturais e tornar o serviço público mais sustentável. As medidas estão previstas na Portaria nº 01/2026 e envolvem desde a separação correta do lixo até o uso consciente de energia, água e papel.

A portaria regulamenta, no âmbito da Comarca de Arenápolis, ações voltadas à sustentabilidade, alinhadas ao Plano de Logística Sustentável do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e às diretrizes nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A coordenação das ações ficará a cargo da Gestão Geral da comarca, com apoio de um agente de sustentabilidade designado.

Entre as principais mudanças está a reorganização da gestão de resíduos sólidos. As lixeiras passarão a ser identificadas e organizadas em pares, uma destinada a materiais recicláveis e outra a resíduos orgânicos ou rejeitos. Também está prevista a instalação de uma Central de Resíduos nas proximidades do fórum para o armazenamento temporário do material até a destinação adequada, priorizando parcerias com associações de catadores ou empresas certificadas.

Na área de eficiência energética, a portaria estabelece práticas simples e efetivas, como desligar luzes, computadores e aparelhos de ar-condicionado ao final do expediente, evitar o uso de eletrodomésticos pessoais e instalar sensores de presença, além da substituição de equipamentos obsoletos. O consumo de água também receberá atenção especial, com manutenções preventivas e a orientação para que servidores comuniquem imediatamente qualquer vazamento ou problema hidráulico.

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Outra medida relevante é a redução do uso de materiais descartáveis. Copos plásticos passarão a ser utilizados apenas pelo público externo, com meta de eliminação total do consumo interno. Em relação ao papel, a prioridade será a comunicação eletrônica, a impressão frente e verso e a diminuição do número de páginas impressas, especialmente em mandados e documentos administrativos.

A importância dessas medidas é destacada pela gestora-geral do Fórum e agente de sustentabilidade, Andréia Reche Zanutto. Segundo ela, a proposta vai além do cumprimento de normas e busca promover uma mudança efetiva de comportamento no ambiente de trabalho.

“As medidas visam, na prática, mudar a cultura dos servidores, estagiários e colaboradores do fórum, incentivando o uso responsável dos recursos e a adoção de práticas mais sustentáveis. O principal objetivo é diminuir o desperdício, otimizar o uso dos recursos públicos, alcançar melhores índices de sustentabilidade e tornar a administração mais eficiente, sem comprometer a qualidade do trabalho realizado”, afirma.

De acordo com Andréia, ações simples do dia a dia fazem diferença. “Pequenas atitudes cotidianas, como economizar água e energia, reduzir impressões e separar corretamente os resíduos, contribuem positivamente tanto para o funcionamento do fórum, quanto para a preservação ambiental”, pontua.

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Ela ressalta ainda que a adoção dessas práticas reflete diretamente na imagem institucional do Judiciário. “Ao implementar medidas sustentáveis, a unidade judiciária demonstra compromisso social e ambiental, reforça sua reputação institucional e colabora para a modernização do serviço público”, conclui.

A portaria também prevê ações contínuas de educação ambiental, com orientações aos servidores sobre consumo consciente, gestão de resíduos e redução de emissões de gases de efeito estufa. O acompanhamento e a avaliação dos resultados ficarão sob responsabilidade da Gestão Geral e do agente de sustentabilidade da comarca, em articulação com o Núcleo de Sustentabilidade do TJMT.

A publicação da Portaria nº 01, de 2 de janeiro de 2026, está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) de sexta-feira, 16 de janeiro de 2026 (página 11).

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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