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Esmagis-MT encerra 2025 com 60 ações pedagógicas e consolida protagonismo na formação judicial

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Conduzida pelos desembargadores Márcio Vidal (diretor-geral) e Anlgizey Solivan de Oliveira (vice-diretora), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) encerrou o ano de 2025 com um desempenho expressivo e reafirmou seu papel estratégico na qualificação de magistrados(as), servidores(as) e profissionais que compõem o sistema de Justiça. Ao longo do ano, foram realizadas 60 ações pedagógicas, dentre cursos, eventos, seminários e capacitações, que somaram 1.345,50 horas de formação e 2.950 participações.

Para o desembargador Márcio Vidal, os resultados refletem a maturidade institucional que vem sendo alcançada pela Esmagis-MT. “Os números que apresentamos neste ano não são apenas estatísticas; são a expressão viva do compromisso da Escola com a formação de excelência. Cada curso, cada capacitação, cada certificação representa um passo a mais na construção de um Judiciário preparado para os desafios do nosso tempo.”

Formação alinhada às diretrizes nacionais

Das 60 ações realizadas, 12 cursos foram credenciados pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam), representando 21,4% da programação anual. Juntos, esses cursos somaram 284 horas de formação, enquanto as demais capacitações totalizaram 641,5 horas.

Além disso, a diversidade de modalidades — 33 presenciais, 17 híbridas, 7 virtuais e 3 EAD — demonstra a capacidade da Esmagis-MT de se adaptar às necessidades contemporâneas de seu público, especialmente em um Estado de dimensões continentais como é o caso de Mato Grosso.

Segundo a vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, essa pluralidade é essencial para garantir acesso amplo e qualificado. “A pluralidade de formatos mostra que a Escola está atenta às necessidades dos nossos magistrados e servidores. A flexibilidade é uma ferramenta poderosa para garantir que o conhecimento chegue a todos, independentemente das distâncias ou das agendas”, destacou a magistrada.

Participação expressiva

Em 2025, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso alcançou um índice expressivo de capacitação entre os magistrados do Estado. Dos 319 profissionais em atividade (juízes e desembargadores), 247 foram capacitados, o que representa 77,43% do total.

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Afunilando esses dados para o universo da primeira instância, verifica-se que 231 dos 280 juízes receberam certificação em ações pedagógicas, ou seja, 82,5%.

Segundo a secretária-geral da Esmagis-MT, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia, os dados reforçam o compromisso da Esmagis-MT com a qualificação contínua da magistratura mato-grossense e evidenciam o engajamento crescente dos juízes com os programas de aperfeiçoamento oferecidos ao longo do ano.

“A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso reafirma, ano após ano, sua dedicação em oferecer cursos que atendam às necessidades da magistratura e acompanhem as transformações do Judiciário. Nosso compromisso vai além da simples capacitação: buscamos criar conteúdos inovadores, com metodologias dinâmicas e práticas que promovam reflexão e atualização constante. Essa preocupação com a qualidade e a relevância dos programas pedagógicos é o que garante que nossos magistrados estejam preparados para enfrentar os desafios contemporâneos com conhecimento sólido e visão crítica.”

Pós-graduação

A Escola também manteve seu compromisso com a formação acadêmica, apoiando 19 magistrados a participarem do programa de mestrado (Mestrado em Direito – Área de Concentração: Direitos Fundamentais e Democracia) e 18 no de Doutorado em Direito, ofertado pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (Fadisp), em uma inédita parceria entre o Judiciário, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público Estadual.

“Ver mestrandos e doutorandos produzindo conhecimento de alto nível demonstra que a Escola ultrapassou os limites da capacitação tradicional e se consolidou como um centro acadêmico de referência. Esse movimento revela não apenas o amadurecimento intelectual dos participantes, mas também o compromisso da instituição em fomentar pesquisas relevantes, estimular o pensamento crítico e contribuir de forma efetiva para o avanço do Direito. Cada novo estudo, cada dissertação e tese desenvolvida reforça a importância de investir na formação continuada e evidencia o papel transformador que a Escola exerce no cenário jurídico e acadêmico”, afirmou o juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior.

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Conteúdos inovadores

A lista de cursos evidencia a amplitude temática da Esmagis-MT em 2025, com formações que vão desde inteligência artificial e economia até direitos humanos, sustentabilidade e políticas públicas.

O desembargador Márcio Vidal destaca que essa diversidade é uma resposta necessária ao mundo contemporâneo. “Vivemos um mundo em constante transformação, e a Escola precisa acompanhar esse ritmo. A formação do magistrado contemporâneo exige sensibilidade, técnica e abertura para o novo. Por isso, investir em conhecimento diversificado, atualizado e conectado com os desafios atuais é essencial para que o magistrado atue com segurança, empatia e visão estratégica”, ponderou.

Projeção para 2026

O ano de 2025 também marcou os 40 anos da Esmagis-MT, celebrados em 13 de junho, coincidindo com os 40 anos de magistratura do diretor-geral, completados em 12 de dezembro. “Este foi um ano de grande simbolismo para mim e para a própria Escola. Celebramos 40 anos de história da Esmagis-MT, ao mesmo tempo em que também completo quatro décadas de magistratura. Ver a Escola tão viva, atuante e necessária é motivo de profunda satisfação.”

O desembargador reforça que o próximo ano será de expansão. “Se 2025 foi um ano de consolidação, 2026 será um ano de avanço. Honraremos as tradições que nos trouxeram até aqui, mas seguiremos avançando, com coragem e inovação. A Esmagis continuará sendo um farol — iluminando caminhos, formando consciências e fortalecendo a justiça.”

Esmagis-MT celebra 40 anos como pilar da formação judicial em Mato Grosso

Clique neste link para conferir os números da Esmagis-MT em 2025.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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