Tribunal de Justiça de MT

Escola estadual em Várzea Grande recebe palestra do Judiciário sobre violência contra a mulher

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Foto horizontal em plano aberto que mostra o pátio da escola repleto de alunos sentados, assistindo a palestra da Cemulher.Seguindo um cronograma intenso de atividades neste mês da mulher, a equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no Âmbito do Poder Judiciário (Cemulher-MT) proferiu palestra a cerca de 120 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Governador Dante Martins de Oliveira, localizada no bairro Novo Mundo, em Várzea Grande, nesta quinta-feira (12).
Com um rico acervo de informações sobre misoginia, cultura do machismo, Lei Maria da Penha, tipos de violência, os assessores técnicos multidisciplinares Adriany Carvalho e Cristian Pereira apresentaram os números alarmantes de feminicídios, ressaltando que a violência contra a mulher não começa com essa potência, mas sim com comportamentos que vão se agravando ao longo dos relacionamentos. Em 2025, mais de 3,7 milhões de mulheres denunciaram que sofreram algum tipo de violência doméstica no Brasil.
Foto horizontal em plano médio que mostra os estudantes Gabriel Henrique e Evelyn sorrindo para a foto, no pátio da escola. Gabriel faz sinal de joia com as duas mãos. Eles estão usando uniforme escolar azul. Gabriel é negro e usa óculos de grau solar e Evelyn é branca com longos cabelos loiros.Gabriel Henrique Souza de Santana, 15, aluno do 1º ano, conta que ficou impactado ao conhecer os dados e como esses casos graves começam, muitas vezes, com atitudes não denunciadas por não serem entendidas como agressão, como a violência patrimonial, moral e psicológica. “Eu acho que ciúmes em um relacionamento não é errado em si, só que ele em excesso faz mal. E também o controle, tanto de rede social, controle financeiro, que é agressão patrimonial e psicológica. Eu acho que esses são os principais, porque a agressão não começa direto no físico, ela começa no psicológico da vítima”.
Foto horizontal em plano médio que mostra a estudante Sophia Velazquez sorrindo para a foto, no pátio da escola. Ela é uma adolescente de pele clara, olhos e cabelos escuros, usando uniforme escolar azul.Saber reconhecer a violência patrimonial foi algo novo para muitos estudantes, durante a palestra da Cemulher, inclusive para Sophia Velazquez, 15 anos. “Eu achei bem interessante quando estavam falando sobre a violência patrimonial, porque muita gente não conhece. Eu mesma não sabia!”.
A estudante também elogiou o material educativo entregue na oportunidade: um panfleto sobre os tipos violências contra a mulher e os canais de denúncia. “Eu achei bem interessante para todo mundo ficar bem informado sobre isso. Nós temos que começar a refletir sobre isso a partir de agora, porque é melhor começar a construir um começo bom, do que deixar mais para frente e, às vezes, causar até mesmo esse tipo de violência”, avalia.
Foto horizontal em plano aberto que mostra a assessora da CEmulher, Adriany Carvalho, palestrando para diversos estudantes.Para a estudante do 1º ano Evelyn Rocha Marques, 15, as desigualdades de gênero no mercado de trabalho, a construção da misoginia ao longo da formação dos homens e as consequências do ciúme excessivo foram pontos que mais lhe chamaram a atenção durante a palestra da Cemulher em sua escola. “O ciúme não é bom. Isso não pode contribuir porque ciúmes, às vezes, também mata. O cara fica muito obsessivo”.
Para Evelyn, a palestra contribuiu com informações úteis e que podem ser compartilhadas com outras pessoas que necessitem de ajuda, como a divulgação dos canais de contato para denúncias. “Eu acho que contribuiu bastante. É bom as pessoas falarem sobre o que está acontecendo em casa ou sobre o que estão sofrendo. É bom falar para as pessoas e não ficar quieta e apanhando”, comenta.
Foto horizontal em plano médio que mostra o assessor da Cemulher Cristian Pereira no pátio da escola. Ele é um homem negro, de cabelos castanhos, barba grisalha, usando óculos de grau e camiseta branca da campanha Eu Digo Basta.Para o assessor técnico multidisciplinar da Cemulher, Cristian Pereira, o retorno que têm recebido dos alunos demonstra que a mensagem está sendo absorvida. “Por onde temos passado, nós percebemos um feedback interessante. Muitos deles até vêm conversar conosco. É notória a percepção deles quando veem os vídeos impactantes que nós trazemos, os dados estatísticos, mostrando que, inclusive, de modo muito triste, o nosso estado é apontado no ranking do feminicídio como um dos maiores índices proporcionalmente no Brasil. Então, eles ficam sim impactados e percebem que é possível mudar”, afirma.
Foto horizontal em plano médio que mostra a diretora escolar, Elma Francisca Gomes, sorrindo para a foto, na frente de um banner da Cemulher, onde está escrito A diretora da Escola Estadual Governador Dante Martins de Oliveira, Elma Francisca Gomes, pontua que os estudantes precisam das informações levadas pelo Cemulher, que tem contribuído com o debate do tema, já trabalhado na unidade.
“Nós estamos muito felizes por estar recebendo hoje aqui o Tribunal de Justiça. A escola já vem trabalhando com esse tema da violência contra mulher, no mês da mulher, para eles entenderem como acontece essa violência, quais são os tipos de violência que podem acontecer… Isso é muito importante, principalmente para os nossos alunos do Ensino Médio, para eles ampliarem mais ainda o conhecimento sobre esse tema, como lidar com essas situações, que vêm acontecendo no seio familiar e que a gente sabe que eles passam”.
Foto horizontal em plano médio que mostra a coordenadora escolar, Amanda Lwiggy. Ela é uma mulher parda, de olhos e cabelos castanhos, usando camiseta branca com estampa da escola e óculos de grau.A coordenadora escolar Amanda Lwiggy relata que a gestão da unidade lida cotidianamente com casos de violência envolvendo alunos e seus familiares e que, por conta desse contexto, o tema da violência doméstica costuma ser trabalhado pelos professores de forma interdisciplinar.
“Esse debate é necessário para os alunos se identificarem como vítimas e saberem da rede de proteção, e também para identificar outras situações com os seus familiares, com seus pares dentro da unidade escolar. E os professores trazem esse debate de uma maneira bastante leve, porque é um ponto sensível. Muitos estudantes sofrem esse tipo de violência e acabam tratando como se fosse uma coisa natural. Então, o nosso objetivo aqui é desnaturalizar essas formas de violência”, disse, destacando a importância da palestra.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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2ª Expedição Justiça Sem Fronteiras começa nesta quinta-feira (11) na Comunidade de Palmarito

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Cartaz Começa nesta quinta-feira (11) a 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. A primeira parada da comitiva formada por profissionais de diversas áreas será na Comunidade de Palmarito, localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Os atendimentos começam às 8h na Escola Municipal Duque de Caxias. No local, a população terá acesso facilitado a serviços essenciais nas áreas de saúde, orientação jurídica, educação, cultura e integração social. A iniciativa é da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Nesta edição, os atendimentos serão realizados em três localidades. Nos dias 11 e 12 de junho, as equipes estarão na Comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Na sequência, a expedição seguirá para o Distrito de Santa Clara de Monte Cristo, também em Vila Bela, onde os serviços serão ofertados nos dias 14 e 15 de junho.

A programação será encerrada nos dias 17 e 18 de junho, no Distrito Vila Picada, no município de Porto Esperidião. Em todas as localidades, os serviços estarão disponíveis das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

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A Expedição Justiça Sem Fronteiras foi criada com o compromisso de garantir acesso à Justiça e aos direitos básicos a populações que enfrentam dificuldades em obter serviços públicos. Nesse contexto, a iniciativa leva serviços de cidadania e atendimentos essenciais a comunidades em situação de vulnerabilidade social localizadas na região fronteiriça do estado.

Veja a programação de atendimentos:

Comunidade de Palmarito – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 11 e 12 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Duque de Caxias

Distrito de Santa Clara de Monte Cristo – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 14 e 15 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Estadual/Municipal Ponta do Aterro

Distrito Vila Picada – Município de Porto Esperidião/MT

Data: 17 e 18 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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