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Do modelo biomédico ao biopsicossocial: mudança que transforma olhares em relação às deficiências

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Durante décadas, predominou o modelo biomédico, que tratava a deficiência como doença ou anormalidade. Esse entendimento reforçou práticas de exclusão e a construção de estigmas que afastaram pessoas com deficiência dos espaços de decisão e participação social.

Com o avanço dos direitos humanos, o modelo social passou a evidenciar que muitas limitações decorrem das barreiras impostas pela própria sociedade. Já o modelo biopsicossocial, atualmente adotado, amplia essa compreensão ao integrar fatores biológicos, psicológicos e sociais, reconhecendo a complexidade da experiência humana e a singularidade de cada pessoa.

No Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), essa mudança de paradigma contribui para decisões, políticas e práticas mais humanas, inclusivas e alinhadas aos direitos fundamentais, ao deslocar o foco da limitação individual para a responsabilidade institucional e coletiva na promoção da acessibilidade e da inclusão.

O Judiciário mato-grossense tem fortalecido esse olhar por meio de ações concretas que unem formação técnica, produção científica e debate institucional qualificado sobre inclusão e direitos das pessoas com deficiência por meio, inclusive, da Comissão de Acessibilidade e Inclusão.

Comissão de Acessibilidade e Inclusão em Ação

04-	Imagem da desembargadora Nilza Maria, uma mulher parda, cabelos loiros e lisos. Ela veste uma blusa verde e sobre ela um terno branco. Ao fundo, um painel de LED com a arte do evento. Fundo verde, uma criança envolva em quebra-cabeças e a palavra autismo em destaque, com letras coloridasPresidida pela vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso reforça a prioridade institucional dada ao tema e o compromisso da alta administração com a promoção da inclusão no Judiciário mato-grossense. A comissão atua de forma permanente para eliminar barreiras e assegurar o acesso pleno aos serviços judiciais por todas as pessoas. Em 2025, o trabalho da Comissão foi intensificado tanto na sensibilização quanto na implementação de melhorias estruturais.

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Ao longo do ano, foram realizados eventos voltados à acessibilidade em três ocasiões na cidade de Cuiabá e uma edição em cada uma das cidades de Rondonópolis, Cáceres, Sinop e Sorriso, ampliando o diálogo, a conscientização e a formação sobre inclusão no âmbito do Judiciário.

Além das ações educativas, a Comissão promoveu vistorias técnicas e a implantação de melhorias para garantir acesso viável aos jurisdicionados em Fóruns e Cartórios Extrajudiciais das comarcas de Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop e Sorriso. Entre as adequações realizadas, destacam-se a implantação e melhoria de rampas de acesso, a adequação de banheiros, o acesso às varas judiciais e aos tribunais do júri, evidenciando o compromisso institucional com a autonomia, a dignidade e o direito de acesso à Justiça.

A Comissão também é responsável pela elaboração e realização de oficinas voltadas aos servidores do PJMT, iniciativa que contribui para uma comunicação clara, acessível e inclusiva, facilitando a compreensão das informações institucionais por todos os públicos.

Fortalecimento do debate jurídico e da produção científica

A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) tem avançado na produção científica e na promoção de debates jurídicos qualificados, ampliando a reflexão sobre direitos fundamentais, inclusão e o papel do Judiciário na construção de uma sociedade mais justa.

Capacitação e sensibilização em larga escala

O PJMT tem enaltecido o compromisso com a inclusão por meio de eventos e capacitações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que já reuniram milhares de participantes, promovendo conhecimento técnico, empatia e conscientização social.

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Reconhecimento nacional da política de inclusão

A atuação do Judiciário mato-grossense tem sido reconhecida por autoridades em nível nacional, com destaque para o elogio às iniciativas de capacitação e ao compromisso institucional com a inclusão como prioridade estratégica.

Debates institucionais e construção de enunciados jurídicos

O Judiciário mato-grossense tem promovido debates aprofundados sobre os desafios relacionados ao autismo, culminando na aprovação de enunciados voltados à garantia de direitos das pessoas com TEA, fortalecendo a segurança jurídica e a uniformização de entendimentos.

Diálogo entre tribunais e fortalecimento de caminhos jurídicos inclusivos

Ao debater o autismo e outras condições sob a ótica dos tribunais, o PJMT contribui para a construção de soluções jurídicas alinhadas ao modelo biopsicossocial, capazes de orientar decisões mais sensíveis às realidades sociais e às necessidades das pessoas com deficiência.

Essas ações demonstram que a adoção do modelo biopsicossocial no PJMT não se limita ao discurso, mas se reflete em formação contínua, produção de conhecimento e práticas institucionais comprometidas com a dignidade humana e a inclusão.

Vale a Pena Saber:

– Evite reduzir a pessoa à sua condição de saúde ou diagnóstico.

– Reconheça capacidades, habilidades e autonomia, respeitando a individualidade.

– Apoie soluções institucionais e políticas públicas inclusivas, não apenas adaptações pontuais ou individuais.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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