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Desafios da Jurisdição Ambiental são foco de primeira palestra do webinário promovido pela Esmagis

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Na manhã desta terça-feira (25 de novembro), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com o Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), promoveu o III Webinário do Eixo Ambiental, com o tema “Judicialização de questões ambientais e novas perspectivas”.

A atividade contou com a oferta de duas palestras: “Judicialização de questões ambientais: análise das peculiaridades contemporâneas”, com a juíza Patricia Laydner (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul), e “Inteligência Artificial e Responsabilidade Civil Ambiental: o Desafio Judicial na Era da Caixa-Preta Algorítmica – Propostas para uma Nova Hermenêutica Ambiental”, com a juíza Vanessa Ferrari (Tribunal de Justiça de São Paulo).

O evento foi aberto pelo desembargador Rodrigo Curvo, responsável pelo eixo Meio Ambiente da Esmagis-MT, que ressaltou que a judicialização de questões ambientais cresce de forma significativa em todo o país. “Essa judicialização é impulsionada pela complexidade dos conflitos, pela urgência climática que vivenciamos a cada dia e pela necessidade de conciliação entre desenvolvimento, proteção ambiental e justiça social. Esse cenário exige que a magistratura esteja preparada para lidar com demandas que envolvem múltiplos interesses, impactos coletivos e decisões de alta complexidade técnica.”

Segundo ele, da mesma forma surgem debates novos sobre inteligência artificial, algoritmos e responsabilidade civil ambiental, temas que já são realidade no cotidiano do Judiciário. “Estão presentes em nossas rotinas, nos sistemas que utilizamos, sobretudo nos processos judiciais eletrônicos, sistemas de sensoriamento remoto e uma série de outros que utilizamos. Estão presentes também nas políticas públicas e nas atividades econômicas. É indispensável, portanto, que conheçamos esses instrumentos e seus desafios, especialmente o que alguns denominam de ‘Caixa-Preta Algorítmica’, para que possamos exercer uma jurisdição responsável, informada e alinhada aos valores constitucionais de sustentabilidade. Esse webinário representa também um verdadeiro compromisso institucional com a modernização, com a governança ambiental e a busca permanente pela justiça ecológica.”

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A juíza coordenadora do Cesima, Henriqueta Lima, participou do webinário como mediadora.

Peculiaridades contemporâneas

“Judicialização de questões ambientais: análise das peculiaridades contemporâneas”, com a juíza Patricia Laydner (TJRS), foi o tema da primeira palestra. Na apresentação, ela abordou os desafios da jurisdição ambiental e explicou os conceitos de meio ambiente e de unicidade do meio ambiente, lembrando que se trata de um sistema complexo e interconectado, onde cada elemento está intrinsecamente ligado aos demais.

https://www.linkedin.com/in/patricia-antunes-laydner-17670819b/

Patricia ressaltou que o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fundamental de terceira geração. Apresentou ainda princípios relacionados ao tema: desenvolvimento sustentável, prevenção e precaução, poluidor-pagador, protetor-recebedor, participação comunitária, função socioambiental da propriedade, cooperação entre os povos, proibição do retrocesso e in dubio pro natura.

Outro ponto abordado foram os desafios relacionados às mudanças climáticas, que trazem impactos urbanos e em áreas rurais, além de alterações nos ecossistemas (como assoreamento de rios e poluição de águas), reassentamento de comunidades (por exemplo, deslocamento forçado de populações), além de conflitos e desigualdades. “As atividades humanas, principalmente as emissões de gases de efeito estufa, são a principal causa das mudanças climáticas. Seus efeitos incluem aquecimento global, elevação do nível dos oceanos e eventos climáticos mais intensos”, destacou a magistrada.

Ao falar sobre litigância climática, a palestrante salientou que o Brasil tem um papel fundamental na governança climática devido à sua vasta biodiversidade e à Amazônia, mas também enfrenta desafios significativos em termos de desmatamento e emissão de gases de efeito estufa. Ela enfatizou a Política Nacional do Poder Judiciário para o Clima e o Meio Ambiente, instituída em 2021 (Resolução CNJ 433) e atualizada em 2024 (Resolução CNJ 611), com diretrizes que versam sobre a observância aos princípios ambientais, uso de medidas de tratamento adequado de conflitos ambientais, atuação integrada e interinstitucional, entre outros.

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Pontos importantes da Política

Dentre os temas destacados pela palestrante estão o estímulo à criação de unidades especializadas ou núcleos de Justiça 4.0, estímulo à criação de Cejuscs ambientais, possibilidade de considerar provas produzidas exclusivamente por sensoriamento remoto, redirecionamento de penalidades e valores para entidades e fundos ambientais, e garantia de consulta prévia, livre e informada aos povos e comunidades tradicionais. Ela também destacou o Guia Rápido para o Protocolo de Julgamento de Ações Ambientais do CNJ e as metas específicas relacionadas às ações ambientais.

Conforme Patricia, nos últimos quatro anos os tribunais brasileiros aumentaram em 51% o julgamento de processos ambientais, passando de 91,4 mil ações julgadas em 2020 para mais de 138 mil em 2024. Nesse mesmo período, o volume de casos novos passou de 107 mil para 109 mil. Apesar desse crescimento, o estoque de processos sobre o tema tem diminuído a cada ano: de 481 mil em 2020 para 408 mil até abril de 2025”, revelou.

Clique neste link para assistir à íntegra da primeira palestra do webinário, no qual a juíza fala ainda sobre temas como processo estrutural, bem-estar e direitos dos animais, assim como direito dos desastres e os desafios vivenciados com a enchente no Rio Grande do Sul em 2024.

https://www.youtube.com/live/hEO3b65vW98https://www.youtube.com/live/hEO3b65vW98

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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