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Corregedor do TJMT recebe comenda Louvor Correcional em encontro nacional de corregedorias

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O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, recebeu na noite de quarta-feira (07), em Goiânia (GO), a comenda Louvor Correcional, concedida pelo Colégio Permanente de Corregedorias e Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (CCOGE). A homenagem reconheceu os serviços prestados pelo magistrado na melhoria da prestação jurisdicional à frente da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso e no fortalecimento das corregedorias.

A honraria foi entregue na cerimônia de abertura do 97º Encontro Nacional de Corregedoras e Corregedores-Gerais da Justiça (ENCOGE) e do 9º Fórum Fundiário Nacional, que acontece até sexta-feira (8), em Goiânia (GO). O Encontro é promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás (CGJGO), a Corregedoria do Foro Extrajudicial (Cogex) do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) em parceria com CCOGE.

O corregedor mato-grossense recebeu a homenagem das mãos do corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus Ferreira da Costa, do corregedor do Foro Extrajudicial do TJGO, desembargador Anderson Máximo de Holanda e do presidente do CCOGE, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira.

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“Recebo esta homenagem com gratidão e a compartilho com todos os magistrados e servidores da Corregedoria de Mato Grosso. Este reconhecimento reforça o compromisso permanente do Poder Judiciário mato-grossense com o aprimoramento da prestação jurisdicional, a modernização dos serviços e o fortalecimento das corregedorias em todo o país. Seguiremos trabalhando por uma Justiça cada vez mais eficiente, acessível e próxima da sociedade”, afirmou o corregedor Lindote.

O corregedor-geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), desembargador Gilberto Barbosa, também foi agraciado com a Comenda Louvor Correcional.

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Foto: TJGO

Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Quando um filho chama

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Foto vertical que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, sentado em seu posto no plenário do tribunal, olhando para o lado. Ele é um senhor branco, de cabelo e barba brancos, usando toga e óculos de grau.Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.

No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.

Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.

Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.

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Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.

Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.

Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.

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Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.

Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.

José Zuquim Nogueira

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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