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Capacitação e Conscientização em Autismo do TJ leva mais de mil pessoas a se aprimorarem sobre tema

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foto em plano aberto que mostra a Igreja Lagoinha lotada de pessoas sentadas, participando do evento TJMT Inclusivo, No placo, há um grande telão com a logomarca do evento.O “TJMT Inclusivo: Capacitação e Conscientização em Autismo”, que está sendo realizado nesta sexta-feira (5) na Igreja Batista Lagoinha, em Cuiabá, encerra o ciclo de formações que percorreu ao longo deste ano os municípios de Sinop, Sorriso, Cáceres e Rondonópolis – além de uma primeira edição na capital no primeiro semestre – com o objetivo de qualificar no tema magistrados e servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, profissionais da saúde e da educação e a população em geral. A capacitação está sendo transmitido ao vivo pelo canal TJMT Eventos no Youtube.
O evento é uma realização do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e da Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e com a Igreja Batista Lagoinha Cuiabá.
O pastor Hugo Brito, da Igreja Batista Lagoinha, que gentilmente cedeu o espaço para realização do evento, iniciou a programação com a oração do Pai Nosso e uma bênção direcionada a todos os participantes. “Sabemos que o reino de Deus é para todos aqueles que compreendem, que reconhecem. E isso também fala de inclusão, quando entendemos que o nosso Deus é um Deus triuno (Pai, Filho e Espírito Santo). Nós também somos seres triunos, tendo um espírito habitando um corpo e possuindo uma alma. Então é muito importante não somente o cuidado espiritual, mas psíquico também”, disse.
Desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho falando na tribuna do evento TJMT Inclusivo, ela é uma senhora branca, loira, usando blazer azul claro e óculos de grau.A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, deu as boas-vindas a todos os participantes, primeiramente agradecendo a todos os órgãos e instituições parceiros do evento. Ela destacou o objetivo da Comissão de Acessibilidade, que é levar capacitações sobre autismo para, com isso, construir um ambiente mais inclusivo, humano e consciente sobre o tema.
“O autismo, como nos ensina a ciência e a experiência de tantas famílias, não é uma limitação da pessoa, mas uma forma singular de estar no mundo. Reconhecer a neurodivergência é reconhecer a riqueza da nossa humanidade. É nesse sentido que este encontro se torna tão relevante, por promover conhecimento, derrubar estigmas, difundir direitos e incentivar práticas de acolhimento”, disse a desembargadora Nilza.
Segundo a magistrada, para aqueles que atuam no Poder Judiciário a compreensão do Transtorno do Espectro Autista é indispensável. “Frequentemente, casos envolvendo pessoas autistas chegam às nossas mesas de decisão. Não basta aplicar a lei de modo frio. É necessário compreender as consequências práticas de cada decisão”, asseverou.
Desembargador José Zuquim Nogueira falando na tribuna do evento TJMT Inclusivo. ele é um senhor branco, de cabelos brancos, usando terno azul.O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, que prestigiou o evento, enfatizou que estava com o coração cheio de alegria por participar do evento que, para ele, demonstra o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a dignidade, com a inclusão e com o atendimento cada vez mais acolhedor às pessoas autistas e suas famílias.
“Este não é um evento em que o Judiciário fala sozinho. É o momento em que o Judiciário escuta, aprende e se transforma a partir da experiência de quem vive o transtorno do espectro autista no cotidiano. Essa capacitação visa aprimorar o atendimento às pessoas autistas, sensibilizar todos que atuam no sistema de justiça e fortalecer práticas inclusivas que assegurem acessibilidade e garantam o pleno exercício de direitos”, ressaltou.
Zuquim lembrou ainda a luta de mães e pais por diagnóstico, tratamento e respeito. “A vocês, afirmamos: não estão sozinhos. Queremos um Judiciário que não veja apenas processos, mas rostos e histórias. Que cumpra a lei e, ao mesmo tempo, ofereça um atendimento sensível, paciente e adaptado às necessidades de cada pessoa. Um Judiciário que reconheça a neurodiversidade como parte legítima da condição humana. A todas as pessoas autistas e famílias presentes, deixo uma palavra especial: este Tribunal está aberto a ouvir vocês. As experiências, sugestões e críticas que surgirem aqui serão fundamentais para o aperfeiçoamento de nossos fluxos, nossos espaços e nossa cultura institucional”, afirmou.
Prefeito Abilio Brunini durante entrevista. Ele é um homem branco, careca, de olhos escuros, usando camiseta preta.Em seu pronunciamento, o prefeito Abilio Brunini agradeceu ao Tribunal de Justiça e a todos os envolvidos no evento, destacando a importância da qualificação sobre o autismo. “O Tribunal de Justiça tem feito um trabalho fundamental para evitar que o tema fique só nos processos e passar desse ambiente para a área da formação, da inclusão, da transformação. Eu fico muito feliz em ver a dedicação do desembargador Zuquim, da desembargadora Nilza e de todo o Tribunal de Justiça, que encabeçou o evento. A Prefeitura está à disposição para fazer a nossa colaboração. Quero agradecer também ao pastor Hugo e à pastora Bianca, que abraçaram a causa, e a todas as cuidadoras”, disse.
Ao agradecer às cuidadoras de alunos com deficiência (CADs), o gestor municipal ressaltou que a qualificação delas é fundamental para o aprimoramento dos serviços prestados na Educação municipal. “Elas virem aqui para se aperfeiçoarem e tomarem conhecimento é muito importante. Isso muda o jogo porque faz com que a criança tenha maior desempenho dentro da sala de aula e desmistifica muita coisa do autismo”, avalia Abilio.
Atualmente, a rede municipal de Educação de Cuiabá conta com 2.150 cuidadores de alunos com deficiência (CADs), sendo 1.700 exclusivos para crianças autistas. Quanto às crianças com deficiência matriculadas na rede municipal, são 3.232, sendo 2.157 autistas.
Primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Íris, durante entrevista. Ela é uma mulher branca, de olhos e cabelos castanhos, usando vestido rosa claro florido e óculos de grau de armação preta.A primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Íris, enalteceu a parceria entre o Poder Judiciário mato-grossense e o Executivo municipal para proporcionar formação aos profissionais da Educação. “Essa parceria é essencial. É importante que tenhamos momentos como este de capacitação, de conscientização para poder colaborar com a sociedade em geral. Cada pessoa aqui presente vai ter a oportunidade de ouvir sobre o tema de profissionais renomados, vai ter experiências compartilhadas. E com certeza isso impacta no dia a dia de quem precisa dessa consciência pra poder viver melhor na nossa sociedade. Isso é um trabalho essencial e a gente agradece ao Tribunal de Justiça por ter mais um evento deste em Cuiabá”.
A iniciativa da capacitação promovida pelo TJMT está em consonância com a Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça, que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário, além a Lei federal nº 12.764/2012 (“Lei Berenice Piana”), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Foto do cantor Tiago Roseno cantando no palco do evento TJMT Inclusivo, Atrás dele, há dois músicos o acompanhando: um percussionista e um pianista. Os três usam a camiseta branca com o símbolo universal da acessibilidade.Cultura e arte – A abertura do evento foi marcada pela apresentação musical do cantor Tiago Roseno, que acompanhado de outros musicistas da Companhia Sinfônica, interpretou as canções “Como é grande o meu amor por você” (Roberto Carlos), “What a wonderful world” (Louis Armstrong), “Easy on me” (Adele) e “Se” (Djavan).
Além disso, ao longo de todo o dia, o público conta ainda com a exposição de artes plásticas da artista Maria Clara Souza Campos, filha da servidora do TJMT Adriana Ferreira de Souza e autista.
Participaram da abertura do evento as juízas e os juízes Adair Julieta da Silva, Ana Cristina Silva Mendes, Aristeu Dias Batista Vilella, Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior (auxiliar da Vice-Presidência do TJMT), Jorge Alexandre Martins Ferreira (auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça), Olinda de Quadros Altomare, Renata do Carmo Evaristo Parreira (membro da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT), Valdeci Moraes Siqueira e Valmir Alaércio dos Santos.
Compareceram também a pastora Bianca, da Igreja Lagoinha; as secretárias e os secretários municipais Hélida Vilela de Oliveira (Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão), Ana Karla Costa (Comunicação), Hadassah Suzannah (Mulher), Lílian Campos (Trabalho), Solange Dias (adjunta de Formação do Servidor), Murilo Bianchini (Planejamento Estratégico) e Rodrigo Moraes Xavier (adjunto de Inclusão). Além da presidente do Sindicato dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Mato Grosso (Sindapi-MT), Mara Quintal.

Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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