Tribunal de Justiça de MT

Campanha Natal Solidário leva alegria a crianças atendidas pelo Hospital Júlio Müller e HMC

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O brilho nos olhos das crianças internadas no Hospital Universitário Júlio Müller e no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) ganhou um novo tom nesta quinta-feira (04). Braços pequenos se estenderam, sorrisos se abriram e, por alguns instantes, os corredores hospitalares se encheram de cores e esperança. As cenas marcaram a entrega de brinquedos arrecadados pela Campanha Natal Solidário – Doe um Brinquedo, iniciativa conduzida pela presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e vice-presidente do TJ, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.

A campanha nasceu de uma necessidade concreta. “Quando soubemos que tinha pouco brinquedo para doação, nós resolvemos agir”, contou a desembargadora. Ela explicou que a mobilização começou de forma rápida e solidária. “Mobilizamos a Associação de Magistrados e, em questão de horas, arrecadamos dinheiro suficiente para comprar mais de 500 brinquedos. Vamos doar para hospitais que atendem pessoas carentes e também para creches. Estamos procurando onde a necessidade é maior”.

Nilza destacou ainda a importância de o Judiciário se aproximar da comunidade. “É importante sair de dentro do Tribunal para demonstrar a preocupação do Poder Judiciário com os problemas da sociedade. Nesta época de Natal, toda criança carente gostaria de ganhar um brinquedo, especialmente aquelas internadas em hospitais, como o Hospital do Câncer, o Júlio Müller, o Pronto Socorro e o HMC. Queremos que elas tenham essa alegria”.

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No Hospital Júlio Müller, a chegada dos brinquedos encontrou uma rotina marcada por desafios, afeto e cuidado. O superintendente, Reinaldo Gaspar da Mota, acompanhou a entrega e destacou o impacto da iniciativa na recuperação das crianças.

“É muito importante a humanização dentro do contexto hospitalar. As crianças sofrem muito porque ficam muito tempo internadas”, afirmou. Para ele, gestos como o do Tribunal de Justiça ajudam a suavizar essa experiência. “As atividades aqui, além de terapêuticas, facilitam o processo de cuidado e de cura. Lembrar o espírito de Jesus, oferecer um pouco de alegria às crianças, contribui muito para que elas possam se recuperar e voltar ao convívio familiar”.

O superintendente explicou que o hospital atende diariamente entre 800 e 1.000 pessoas, incluindo ambulatórios, cirurgias e diversos procedimentos. Na ala pediátrica, cerca de 15 a 20 crianças permanecem internadas, muitas por longos períodos devido à gravidade dos casos. “Somos um hospital 100% SUS e atendemos a todos com generosidade. Temos limites, e a contribuição da sociedade é muito importante. Agradecemos imensamente ao Tribunal de Justiça por essa lembrança”.

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A entrega dos brinquedos no HMC também levou alegria às crianças internadas na unidade, reforçando a proposta da campanha de alcançar o maior número possível de famílias em situação de vulnerabilidade.

As ações encerraram a manhã com um sentimento coletivo de empatia e compromisso. Para as crianças, significaram um sopro de felicidade em meio ao tratamento. Para os profissionais, um reforço de que o cuidado vai além da técnica. E para o Judiciário, um lembrete de que justiça também se faz com gestos simples, capazes de transformar o Natal de quem mais precisa.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Anderson Borges

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Palestra traz realidade de famílias atípicas e desafios para garantir direitos

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A advogada e presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Poxoréu (APAAP), Jennyfer Bathemarque, proferiu palestra com o tema “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, no primeiro dia do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direito das Pessoas com Deficiência”, na manhã desta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá. O evento conta com transmissão ao vivo e pode ser conferido no canal TJMT Eventos No YouTube.
Ela iniciou sua fala destacando que a judicialização é apenas mais um passo na vida das famílias atípicas, que enfrentam diversos percalços até chegar ao ponto de recorrer ao Judiciário para garantir direitos básicos, como acesso à saúde e educação por crianças com algum tipo de deficiência.
Compartilhando a realidade do município onde vive – Poxoréu (251 km a leste de Cuiabá), com pouco mais de 23 mil habitantes, Jennyfer Bathemarque exemplificou a situação de diversas famílias que carecem até mesmo de informação para lidar com o fato de ter um membro com algum tipo de deficiência intelectual ou mental, pois muitas delas reagem com vergonha e reclusão dos ambientes sociais.
“São grupos historicamente vulnerabilizados. Antigamente, esses grupos eram levados aos manicômios, eram tratados como pessoas à margem da sociedade. E ainda hoje existem famílias que têm esse estigma, que têm dificuldade em lidar”, disse, defendendo que a família não pode ter medo de exigir direitos porque eles são garantidos por lei. “Exigir um direito não é excesso, é exercício de cidadania”.
Dirigindo-se aos operadores do Direito, público contemplado no primeiro dia de programação do TJMT Inclusivo, a palestrante, que é mãe atípica e já precisou recorrer ao Judiciário para garantir tratamentos ao filho pequeno, ressaltou a importância da atuação profissional humanizada.
“Quando falamos de leis, estamos falando de pessoas. Então, quando falamos de direitos, falamos de direitos de pessoas. Quando falamos de processo judicial, falamos de pessoas. Embora, quando olhamos para o processo, nós vejamos números, documentos, por trás daquele processo há pessoas que precisam de resposta, que necessitam de algo. Então, todas as vezes que falarmos sobre inclusão, LBI, Lei Maria Berenice Piana, devemos pensar em pessoas. Quando pensamos em pessoas, tudo fica mais fácil porque você começa a se colocar no lugar”, afirmou Jennyfer.
A advogada pontuou como um dos motivos para a falta de concretização de diretos básicos das pessoas deficientes a falta de dados estatísticos oficiais mais detalhados sobre essa população. “A ideia é fazer a distinção para melhor destinar os recursos públicos”, afirmou. Ao final, ela apontou a judicialização como consequência. “O Judiciário vira porta de entrada para direitos básicos. Aquilo que o Estado deveria dar conta, o Judiciário está tendo que dar conta”, resumiu.
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TJMT Inclusivo – O primeiro dia de programação da capacitação contou com uma programação especialmente voltada aos operadores do Direito, como magistrados (as), promotores (as) de justiça, defensores públicos (as), advogados (as) e servidores (as), com palestras que buscam promover a reflexão sobre como a Justiça pode melhorar a vida das pessoas com deficiência, de que forma as decisões judiciais estão atendendo às demandas dessa população, gerando impactos práticos na efetivação de direitos básicos, como saúde e educação.
O evento é coordenado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e Igreja Lagoinha.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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