Tribunal de Justiça de MT

Autoridades destacam Ribeirinho Cidadão como ação de inclusão e oportunidades

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Grupo de seis pessoas posa à frente de um banner da “Uma ação que dá atenção e voz à população ribeirinha e a quem mora no campo”. Essa foi a avaliação feita pela prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, sobre a 19ª edição do Ribeirinho Cidadão – Rota das Águas. Nesta quinta-feira (12) e sexta-feira (13), o projeto está atendendo moradores do Distrito de Caramujo, na zona rural do município.
Durante os dois dias, o cidadão tem acesso a serviços de cidadania, saúde, assistência jurídica e outras atividades assistenciais. A ação é realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Justiça Comunitária, em parceria com a Defensoria Pública do Estado. Além disso, conta com a participação de diversas instituições públicas e da iniciativa privada.
Mulher de cabelos escuros e blusa preta fala ao microfone da TV Justiça. Ela tem expressão séria e decidida. Ao fundo, de forma desfocada, pessoas e uma estrutura metálica em ambiente externo.“Estamos recebendo desde a produção de documentação, que é essencial na vida do cidadão, até acesso a médicos, vacinação, atividades pedagógicas com nossos alunos. Então, quero utilizar a palavra gratidão. Gratidão ao Judiciário de Mato Grosso, à Defensoria Pública e a todos os parceiros que fazem essa ação tão importante acontecer”, expressou a prefeita.
Segundo ela, o Projeto Ribeirinho Cidadão é uma iniciativa de inclusão e oportunidades. “A prefeitura sozinha jamais daria conta desse alcance e movimentação tão grande. Por isso, é fundamental que outras instituições tenham a sensibilidade de promover esse tipo de ação de inclusão, oferecendo serviços essenciais ao cidadão”, completou Eliene.
Homem de óculos e camisa polo azul fala ao microfone. Ele está entre uma mulher de blusa preta e um homem com camiseta do evento O vice-prefeito de Cáceres, Luiz Landim, reforçou a fala da gestora do Município e apontou o Ribeirinho Cidadão como um projeto fundamental para alcançar pessoas que residem distante do perímetro urbano. Ele observou que para ter acesso a serviços de saúde e cidadania essa população, muitas vezes, precisa percorrer um longo caminho até a cidade.
“Estamos muito felizes aqui em Cáceres, pois a população de toda a região do Distrito de Caramujo está sendo muito bem atendida. Então, muito obrigado ao Tribunal de Justiça e à Defensoria Pública por trazer para nós essa grande iniciativa, com serviços importantes para os nossos munícipes”, celebrou o vice-prefeito.
Homem jovem de cabelo curto e pele clara fala ao microfone. Ele veste camisa polo azul marinho com o logotipo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) no peito.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) é uma das instituições que está atuando no projeto como parceira do Tribunal de Justiça e da Defensoria Pública. De acordo com o promotor de Justiça Saulo Pires de Andrade Martins, somente neste primeiro dia, a instituição realizou vistoria na Unidade Básica de Saúde, na estrutura da escola e também atividades com o Conselho Tutelar.
“Levantamos algumas demandas específicas que serão repassadas para o Ministério Público, como na UBS e na escola. Demandas estruturais, infantojuvenis, que precisam de atenção especial. Para nós é motivo de muita satisfação poder somar esforço com o Poder Judiciário, com a Defensoria Pública e tantos outros órgãos aqui presentes”, apontou o promotor.
O coordenador da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho avaliou o sucesso do primeiro dia como uma demonstração da credibilidade alcançada pelo Ribeirinho Cidadão. Para ele, esse é um motivo a mais para que a Justiça de Mato Grosso continue atuando com responsabilidade, fazendo-se presente na vida do cidadão.
Homem de barba grisalha fala ao microfone. Ele usa camiseta branca com o selo “Os serviços estão acontecendo, mostrando um Judiciário presente. Isso só é possível fazer com comprometimento e esforço de todos. São doações de esperança, doações de resgate de cidadania, doações de resultados que dificilmente aconteceriam se não estivéssemos todos integrados no mesmo propósito de servir”, finalizou o juiz.
Confira o cronograma de atendimento:
• Distrito de Caramujo (Cáceres): 12 e 13 de março
• Vale de São Domingos: 15 e 16 de março
• Reserva do Cabaçal: 18 e 19 de março
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Autor: Bruno Vicente/Luiz Vieira

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

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“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

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Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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