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Wilson Santos articula diálogo entre MPEe Banco do Brasil para tratar superendividamento de servidores

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) se reuniu na última quarta-feira (3), com a promotora Valnice Silva dos Santos, da 6ª Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), a superintendente do Banco do Brasil, Wanda Aparecida Ribeiro, o gerente-geral da Instituição, Márcio Corrêa, e o presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig), Antônio Vagner, para discutir o superendividamento dos servidores públicos de Mato Grosso e o cumprimento do Decreto Legislativo nº 79/2025, que suspendeu por 120 dias os descontos de cartões de crédito e benefício consignados e Créditos Direto ao Consumidor (CDCs).

O parlamentar classificou o superendividamento como uma das situações mais graves já vividas pelos servidores estaduais e lembrou que outros estados brasileiros, como Goiás, Amazonas, Amapá e Rio Grande do Sul, já pacificaram judicialmente casos semelhantes. Para ele, é urgente reduzir o sofrimento dos trabalhadores que enfrentam colapso financeiro, desestrutura familiar, abrindo mão de planos de saúde, dos estudos dos filhos e venda de patrimônios.

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A superintendente do Banco do Brasil, Wanda Aparecida Ribeiro, afirmou que o banco está cumprindo o decreto e que eventuais descontos podem estar ligados a inadimplências anteriores, cujos débitos já estavam programados. Ela também explicou que o Banco do Brasil não opera cartão de crédito ou benefício consignado, mas sim, empréstimo consignado convencional, com desconto em folha, e CDC consignado.

Ela destacou ainda que parte das dívidas dos servidores foi contraída em instituições não credenciadas, o que impede a portabilidade e renegociação direta. Também, informou que o Banco do Brasil estuda soluções junto ao Governo de Mato Grosso para amenizar o superendividamento dos servidores, com propostas que envolvem a renegociação voluntária com taxa reduzida, ampliação de prazos, possibilidade de abatimento de até 90% para liquidações e ações com aporte federal.

O presidente do Sinpaig, Antônio Vagner, ressaltou que muitos servidores possuem CDCs debitados diretamente em conta, enquanto outros têm consignados descontados em folha, o que dificulta o controle da margem legal e amplia o risco de endividamento. Ele classificou a situação como a mais grave em mais de duas décadas no serviço público. Ele solicitou ao Banco do Brasil, o envio de todas as informações sobre as operações e, especialmente, a relação e quantidade de servidores que possuem dívidas atreladas ao CDC, consideradas essenciais para dimensionar o problema e buscar soluções.

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Ao final da reunião, ficou acordado que o Banco do Brasil encaminhará ao Ministério Público e ao Sinpaig todos os dados e informações solicitadas durante a reunião.

Fonte: ALMT – MT

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Mãe, o primeiro amor da nossa vida

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Existe um amor que não depende de promessas, reconhecimento ou retribuição. Um amor que nasce antes mesmo do primeiro olhar e acompanha cada passo ao longo da vida, mesmo quando os caminhos se separam e a distância se impõe. O amor de mãe é assim: silencioso muitas vezes, invisível em tantos momentos, mas presente em absolutamente todos eles.

A maternidade talvez seja uma das experiências mais profundas da condição humana porque transforma completamente a forma de existir no mundo. A mulher que se torna mãe aprende, desde cedo, a viver para além de si mesma. Seus medos já não são apenas os próprios. Seus sonhos passam a carregar também os sonhos dos filhos. E sua força, quase sempre, aparece justamente quando acredita não ter mais nenhuma.

Ao longo da vida, aprendi que a dádiva de ser mãe não é apenas gerar uma vida. É sustentar emocionalmente alguém enquanto ele aprende a caminhar pelo mundo. É ensinar sem perceber que ensina. É proteger sem aprisionar. É acolher mesmo quando o próprio coração está cansado ou ferido. A maternidade verdadeira se constrói nas pequenas renúncias diárias que raramente recebem aplausos, mas que sustentam silenciosamente toda uma família.

Há mães que acordam antes do amanhecer para garantir o sustento da casa. Há aquelas que enfrentam jornadas duplas e triplas, equilibrando trabalho, filhos, contas e preocupações, e ainda assim encontram forças para sorrir e transmitir segurança. Existem mães que criam sozinhas, mães que enfrentaram perdas profundas, mães que carregam dores que ninguém imagina, mas continuam firmes porque sabem que alguém depende delas. E talvez essa seja a forma mais pura do amor: permanecer forte quando tudo ao redor parece desmoronar.

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Também existem as mães que não geraram biologicamente, mas escolheram amar. Porque maternidade não se resume ao sangue. Ela nasce do cuidado, da presença, da entrega e da capacidade de fazer alguém se sentir amado e protegido, independentemente de qualquer circunstância.

Muito do que sou foi moldado nos gestos simples que recebi ainda na infância. O modo como aprendi a amar, a confiar, a enfrentar desafios e até a enxergar a vida carrega profundamente a influência daquela presença que primeiro me acolheu no mundo. Nenhuma conquista profissional, nenhum reconhecimento público ou realização pessoal se compara à herança deixada por uma mãe. Porque é dela que recebemos os primeiros valores, os primeiros ensinamentos e, muitas vezes, a coragem necessária para seguir em frente.

Com o tempo, a vida nos ensina que mãe não é eterna. E talvez seja justamente essa consciência que torna cada abraço mais precioso, cada conversa mais cheia de significado e cada instante compartilhado mais valioso. Em meio à correria dos dias, tantas vezes esquecemos de agradecer pelas pequenas coisas: pela preocupação constante, pelas mensagens perguntando se chegamos bem, pela comida preparada com carinho, pelos conselhos repetidos inúmeras vezes e até pelas broncas dadas por amor.

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Neste Dia das Mães, mais do que flores ou homenagens, talvez o maior presente seja a presença. Ouvir mais, abraçar mais, reconhecer mais. Porque mães raramente pedem algo em troca. Elas apenas amam. E continuam amando mesmo quando o mundo parece difícil demais.

O amor de mãe não desaparece com o tempo. Ele amadurece, se transforma e permanece. É abrigo nos dias difíceis, memória nos dias de saudade e força nos momentos em que pensamos não conseguir continuar. Entre tantas formas de amor que a vida nos oferece, aprendi que nenhuma é tão gratuita, tão incondicional e tão duradoura quanto a de uma mãe. Ela não exige perfeição. Não cobra grandezas. Basta que existamos.

E talvez seja justamente esse amor, silencioso e inabalável, que nos torna capazes de ser quem somos.

Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que escolheram amar.

Max Russi é deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Fonte: ALMT – MT

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