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Wilson Santos alerta para possível fechamento da Santa Casa de Cuiabá

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O secretário Estadual de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, anunciou o remanejamento de todos os serviços prestados no Hospital Estadual Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá para o Hospital Central – no período em que estiver em funcionamento. A fala foi feita nesta segunda-feira (14), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Diante da colocação, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) alertou as autoridades políticas a começarem a buscar alternativas para o aproveitamento do prédio que está em operação há mais de 200 anos na prestação de serviços na saúde.

“A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá é a unidade de saúde mais antiga do Centro-Oeste, construída pelo capitão-general português, João Carlos Augusto de Oyenhausen-Gravenburg, entre 1815 e 1817. À época, esse militar foi designado pela Coroa Portuguesa para atuar em Mato Grosso, com importantes contribuições na área da saúde. Atualmente, a instituição filantrópica é mantida com recursos do Governo do Estado desde 2019, por meio de uma requisição administrativa, além de apoio das esferas municipal e federal, e de doações da iniciativa privada”, explicou o parlamentar.

Santos alertou às autoridades da Assembleia Legislativa, Câmara e Prefeitura Municipal de Cuiabá a buscarem alternativas para que as portas da Santa Casa não sejam fechadas.

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“O Estado não dará continuidade à gestão da unidade. É fundamental que as autoridades da Assembleia Legislativa, Câmara Municipal e Prefeitura de Cuiabá se antecipem ao problema, para não dizerem depois que foram pegas de surpresa. A Santa Casa já foi considerada um dos maiores hospitais da América Latina e, hoje, oferece serviços de média e alta complexidade pelo SUS (Sistema Único de Saúde)”, destacou.

Gilberto Figueiredo informou que ainda não foi feita a contratação da Organização Social de Saúde (OSS), sendo que, a princípio, foi escolhida a gestão da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein pelo Governo de Mato Grosso. Ele explica que quando for firmada a parceria, será definida a relação de cargos e o quantitativo de pessoal para o Hospital Central, sendo que serão aproveitados os profissionais da Santa Casa de Cuiabá.

“A OSS complementa com profissionais contratados, além dos servidores efetivos. Não há obrigatoriedade para contratar servidor efetivo por parte da OSS. Tenho certeza que em Mato Grosso tem profissionais de alto gabarito para trabalhar no Hospital Central. Não há obrigação de dedicar vaga exclusiva para quem trabalha no Estado”, esclarece o secretário.

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Ele também ressaltou que ao desativar os serviços na Santa Casa de Cuiabá, será feito um plano operativo para a migração dos serviços. “Algo próximo de 70% do que é feito nesta instituição será para atender o Hospital Central. Já, aquilo que não for, será objeto de contratualização junto ao Hospital do Câncer. Na próxima semana, vamos fechar o contrato de estadualização com o HG (Hospital Geral). Não vai ter descontinuidade nos atendimentos, porque vai ser fechada Santa Casa”, frisou Figueiredo.

O secretário salienta que o prédio da Santa Casa poderá continuar, mas não será administrado pelo Estado e caso não haja nenhum interessado em adquirir este patrimônio, provavelmente o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai colocar a leilão.

“Todos os serviços vão para o Hospital Central, no caso da oncologia e hemodiálise, estamos tratando essas especialidades para não deixar nenhuma área desguarnecida. Além deste aspecto, tem o município de Cuiabá que está trabalhando com o Centro Médico Infantil (CMI) que conta com o cofinanciamento do Estado para acelerar a entrega da unidade, para suprir as demandas dos atendimentos pediátricos”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar o modus operandi dos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

“Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho – Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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