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Mutirão de cidadania chega à região do Pedra 90 e beneficia centenas de moradores

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Centenas de moradores do bairro Cinturão Verde, Pedra 90 e região participaram, neste sábado (31), da 9ª edição do Mutirão de Cidadania Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizado na Escola Municipal Herbert de Souza (Betinho). A iniciativa ofertou cerca de 30 serviços essenciais gratuitos à população e foi conduzida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), em parceria com diversas instituições públicas e privadas.

Ao chegar ao local, o deputado Wilson Santos relembrou sua atuação histórica no bairro, especialmente na construção da escola, que teve as primeiras salas erguidas em regime de mutirão, sob sua coordenação, em 1996. “Essa escola foi construída em ritmo de mutirão há quase 30 anos. Esse é o papel do homem público. É uma comunidade carente e, agora, estamos trazendo serviços que atendem centenas de pessoas, não só do Cinturão Verde, mas também de bairros vizinhos. Agradeço a todos os parceiros, à Assembleia Legislativa, em nome do presidente Max Russi (PSB), e ao secretário Dr. João (MDB), para que o Parlamento esteja cada vez mais próximo do cidadão”, afirmou.

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Serviços – Foram ofertados diversos serviços na área da saúde, como atendimentos médicos e odontológicos, aferição de pressão arterial e glicemia, vacinação, além de coleta de exames. A dona de casa Sebastiana Moreira da Silva Lima aprovou a iniciativa. “Além do atendimento, consegui fazer a coleta de exames e vou receber os resultados no posto de saúde do bairro. Gostei muito da agilidade, pois precisava saber como estava a minha saúde e agora estou tranquila”, relatou.

Para o presidente do bairro Pedra 90, Reinaldo Campos de Oliveira, a ação teve grande importância devido à vulnerabilidade social da região. “A infraestrutura aqui é muito ruim. Só temos que agradecer ao deputado Wilson Santos, à Assembleia Legislativa e a todos os parceiros que vieram atender nossa comunidade. Essa oportunidade aproxima o cidadão. Muitas pessoas aqui enfrentam dificuldades financeiras, estão desempregadas ou fazem bicos e não conseguem se deslocar até os centros da cidade para ter acesso a esses serviços”, destacou.

Segundo ele, o Cinturão Verde reúne cerca de 730 chácaras e loteamentos, o que representa aproximadamente 9 mil moradores. “A regularização das chácaras, os atendimentos com oftalmologista, a emissão de documentos pessoais e os serviços da Energisa foram alguns dos mais importantes para a comunidade”, explicou.

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A ação também contemplou a vacinação antirrábica de cães e gatos e a moradora Roseli aproveitou o atendimento. “Trouxe meu animal para vacinar, passei pelo médico e ainda atualizei a carteira de vacinação das minhas crianças. Esse mutirão ajuda muito, principalmente por acontecer em um sábado, quando temos mais tempo”, contou.

O morador Daniel Felipe dos Santos também destacou os benefícios. “É um bairro afastado e com dificuldade de acesso para resolver documentação. Aproveitei para cortar o cabelo, organizar meus documentos, pegar mudas, adotar um cachorro e vacinar o meu animal. Está sendo muito proveitoso”, afirmou.

O público teve acesso ainda a orientações jurídicas, atendimentos de assistência social, emissão de RG e CPF, atualização do CadÚnico, Bolsa Família, benefícios sociais e transporte, regularização fundiária, serviços de beleza, recreação infantil e atividades educativas.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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