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Deputado Chico Guarnieri acompanha Travessia do Parecis em Campo Novo

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) esteve em Campo Novo do Parecis neste domingo (12) para acompanhar a Travessia do Parecis – Rally Tour 2026, um dos principais eventos de turismo e aventura do município, que reuniu 130 carros inscritos e percorreu três aldeias indígenas da região.

O parlamentar participou da programação ao lado de autoridades locais, o parlamentar destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do turismo e da economia regional, além de reforçar o papel de Campo Novo como referência no setor.

Presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Chico Guarnieri ressaltou que eventos como a travessia consolidam o município no cenário estadual e nacional.

“Campo Novo tem um potencial turístico enorme e iniciativas como essa mostram a força da cidade”, afirmou.

O deputado também falou sobre a atuação direta de seu mandato no município, com articulações que já garantiram avanços importantes em áreas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento econômico, contribuindo para o crescimento contínuo da cidade.

Entre as ações está a lei, fruto de projeto de sua autoria, que reconhece oficialmente Campo Novo do Parecis como a Capital do Etnoturismo de Mato Grosso, reforçando a identidade cultural e ampliando as oportunidades para novos investimentos no setor.

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Durante o evento, Chico Guarnieri foi recebido e acompanhado pelo prefeito Edilson “Piaia”, a primeira-dama Nega Piaia, o secretário municipal de Turismo, Maestro, e o secretário de Infraestrutura, Rodolpho Krampe. “Quero agradecer pela recepção e parabenizar por esse evento tão importante para o município”, destacou.

O parlamentar também projetou novos avanços para a cidade. “Campo Novo vai dar um salto importante, não só no turismo, mas em diversas áreas, porque tem uma gestão que pensa grande, olha para frente e trabalha com visão de futuro. Tenho certeza de que o município está no caminho para se tornar uma referência em Mato Grosso e no Brasil”, afirmou.

Já o prefeito Edilson “Piaia” reforçou a parceria e reconheceu o papel do deputado no desenvolvimento do município.

“É muito importante ter a presença do deputado Chico Guarnieri aqui na Travessia do Parecis. Ele tem sido um grande incentivador, tem ajudado com recursos e também foi o responsável pela lei que reconhece Campo Novo como Capital do Etnoturismo. Ficamos muito honrados com a participação dele e só temos a agradecer pelo trabalho que vem sendo feito pelo nosso município”, afirmou.

“O deputado Chico Guarnieri é um grande incentivador do turismo. Ele acredita no potencial não só de Campo Novo, mas de toda a região, fortalecendo uma rota importante do etnoturismo que envolve vários municípios. Foi ele quem criou a lei que reconhece Campo Novo como Capital do Etnoturismo, o que tem dado visibilidade e impulsionado esse desenvolvimento. Hoje, o município é referência, e isso também passa pelo apoio e pela visão de quem acreditou nesse projeto desde o início”, afirmou o secretário municipal de Turismo,

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A programação da Travessia do Parecis contou com a participação de competidores, lideranças e visitantes, passando por pontos turísticos e aldeias indígenas, com encerramento na região da Cachoeira Salto Utiariti, onde também foi realizada a entrega de troféus.

Além da agenda principal no evento, o deputado também cumpriu uma série de compromissos no município ao longo do fim de semana. Ele percorreu o comércio local, conversou com empresários e trabalhadores, visitou a Associação Comercial e Industrial e se reuniu com lideranças da cidade.A programação incluiu ainda participação em ação de conscientização na área da saúde, diálogo com representantes da educação e encontros com a população em diferentes pontos do município, fortalecendo a escuta ativa e o compromisso de acompanhar de perto as demandas de Campo Novo do Parecis.

Fonte: ALMT – MT

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Mulheres na ALMT: trajetória iniciada há quase sete décadas ganha novo capítulo

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Vera Lúcia Araújo - Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Vera Lúcia Araújo – Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Foto: Helder Faria

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Foto: Helder Faria

A participação feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atravessa quase sete décadas desde a eleição de Oliva Enciso, em 1958. No último domingo (4), essa história ganhou um novo capítulo com a eleição de Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos), que ocuparão duas das 24 cadeiras da Casa a partir de 2027.

Oliva foi a primeira mulher eleita deputada estadual em Mato Grosso, 26 anos depois da conquista do direito ao voto feminino no Brasil. Professora, atuou na educação e na assistência social e também foi vereadora de Campo Grande antes de chegar à Assembleia para a 4ª Legislatura, entre 1959 e 1963, quando Mato Grosso ainda não havia sido dividido.

A historiadora Dejenana Keila Oliveira Campos explica que a participação institucional das mulheres na política mato-grossense começou a ganhar espaço ainda nas décadas de 1920 e 1930, influenciada pela luta e conquistas dos direitos sociais e políticos. Em Mato Grosso, organizações de mulheres, a educação e a imprensa contribuíram para ampliar a presença feminina na vida pública.

A conquista do direito ao voto, porém, não significou acesso imediato aos cargos eletivos. Dejenana aponta que a estrutura política estadual foi historicamente marcada pelo coronelismo, pelas relações familiares e por uma organização patriarcal. Enquanto os homens tiveram o acesso à política tratado como algo natural, as mulheres precisaram construir reconhecimento público por outros caminhos, como a educação, a escrita e a atuação social.

A coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Mulher e as Relações de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso (Nuepom-UFMT), Madalena Rodrigues, também relaciona a baixa representação feminina às estruturas sociais construídas historicamente. “A política de Mato Grosso é uma política patriarcal, cercada pelos homens”, afirma. Segundo ela, as barreiras estão relacionadas não apenas ao gênero, mas também à classe e à raça.

Diferentes caminhos — Ao longo das décadas, as mulheres chegaram à política por diferentes trajetórias. Dejenana aponta que, em Mato Grosso, uma delas foi o capital político familiar, com candidaturas construídas a partir da trajetória de pais, maridos ou outros homens da família. Educação, movimentos sociais e sindicais, atuação profissional e mandatos municipais também se consolidaram como portas de entrada.

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A ex-deputada estadual Vera Araújo, a Verinha, percorreu uma trajetória ligada à educação e ao movimento sindical. Professora e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), foi eleita vereadora de Cuiabá em 2000 e, dois anos depois, conquistou uma cadeira na ALMT, sendo a única mulher entre os 24 deputados estaduais eleitos.

Verinha relata que ocupar um espaço predominantemente masculino significava conviver com cobranças sobre sua capacidade. “Se você faz essa opção, essa decisão de disputar o poder, você tem que provar que você dá conta, que você é competente. Senão eles vêm, dizem: ‘Ah, não deu conta porque é mulher’”, afirma.

Mãe de três filhos, ela também se preocupava que algum problema familiar fosse relacionado à decisão de estar na política. “Eu sempre me preocupei muito com isso, porque eu percebo que, quando a mulher faz essa disputa de poder, ela acaba carregando com ela essa culpa de que nada dê errado com seus filhos, com a sua casa, com a sua família. Porque, se alguma coisa dá errado, ela vai ser culpada porque saiu para o espaço público”, relata.

Mesmo dividindo os cuidados com os filhos e as tarefas domésticas com o companheiro, Verinha afirma que a preocupação permanecia. “Quando a mulher faz essa opção de sair para disputa do espaço de poder, ela acaba sendo responsabilizada duplamente”, acrescenta.

Registros produzidos durante o mandato mostram iniciativas em áreas como educação, saúde e fiscalização do poder público. Entre elas estão a legislação relacionada ao tempo de espera em filas de bancos, uma proposta de combate ao nepotismo e a lei que instituiu o Dia Estadual de Controle à Anemia Falciforme. Outra proposta que se tornou lei instituiu a meia-entrada para professores da rede pública estadual em estabelecimentos de lazer, entretenimento e difusão cultural.

Da candidatura à permanência — A cientista política Christiany Fonseca avalia que a maioria feminina no eleitorado não se transforma automaticamente em presença equivalente nos espaços de representação. O caminho até o mandato envolve acesso aos partidos, recursos de campanha, redes políticas, apoio e condições efetivas de competição. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resume.

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Para Christiany, analisar apenas o número de candidaturas não é suficiente, pois estar registrada na disputa não significa necessariamente ser tratada pelo partido como uma candidatura prioritária e competitiva. A divisão das responsabilidades de cuidado, a disponibilidade de tempo e as redes construídas ao longo da trajetória também interferem nesse processo.

Nas eleições gerais de 2026, as mulheres corresponderam a 34% das candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual de 2022. Entre as 24 cadeiras da próxima legislatura estadual, duas serão ocupadas por mulheres.

A eleição de Samantha do Abilio e Alessandra Ferreira ocorre 16 anos depois do último pleito em que duas mulheres foram eleitas simultaneamente para mandatos titulares na ALMT. Em 2010, Luciane Bezerra e Teté Bezerra foram escolhidas para a 17ª Legislatura, entre 2011 e 2015.

Quase sete décadas depois da eleição de Oliva Enciso, a chegada de Samantha e Alessandra acrescenta um novo capítulo a uma trajetória marcada pela ampliação das formas de participação feminina e pela permanência do debate sobre acesso, condições de disputa e presença das mulheres nos espaços de poder.

Mulheres que ocuparam cadeiras na ALMT

4ª Legislatura (1959–1963)
Oliva Enciso

9ª Legislatura (1979–1983)
Sarita Baracat

11ª Legislatura (1987–1991)
Thaís Bérgo Duarte Barbosa

12ª, 13ª e 14ª Legislaturas (1991–2003)
Serys Slhessarenko

12ª Legislatura (1991–1995)
Malba Varjão — suplente

13ª Legislatura (1995–1999)
Zilda Pereira Leite — suplente

15ª Legislatura (2003–2007)
Vera Lúcia Araújo
Ana Carla Muniz

16ª Legislatura (2007–2011)
Chica Nunes
Vilma Moreira — suplente

17ª Legislatura (2011–2015)
Luciane Bezerra
Teté Bezerra

18ª, 19ª e 20ª Legislaturas (2015-2027)

Janaina Riva

20ª Legislatura (2023–2027)
Marildes Ferreira — suplente
Profa. Graciele (Graciele Marques dos Santos) — suplente
Valdeníria Dutra — suplente
Sheila Klener — suplente
Sandy de Paula — suplente
Priscila Dourado — suplente

Edna Sampaio — suplente
Eliane Xunakalo — suplente e primeira mulher indígena a assumir temporariamente uma cadeira na história da ALMT.

*Os períodos indicados correspondem às legislaturas, não necessariamente ao tempo de exercício de cada parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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