Aos 306 anos, Cuiabá enfrenta desafios na saúde pública enquanto é aguardada a entrega de novas unidades, assim como a população espera a efetivação de novos investimentos na área. A perspectiva é de melhora nos atendimentos ao povo cuiabano e aos que buscam serviços na capital do estado num futuro próximo, na avaliação de membros da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
“Os problemas da saúde de Cuiabá são muitos no momento. Nós temos uma fila muito grande de cirurgias eletivas, uma grande espera para atendimento no sistema de saúde como um todo”, indica o deputado estadual Dr. João (MDB). Por outro lado, ele e o presidente da Comissão da Saúde, deputado Paulo Araújo (PP), estimam uma mudança nesse quadro com o início do funcionamento do Hospital Central de Alta Complexidade, previsto para agosto deste ano. A unidade foi construída pelo governo do estado na região denominada Centro Político e Administrativo da capital.
“A comissão tem acompanhado de perto a implantação de alguns hospitais de gestão estadual, como o Hospital Central, cuja obra estava paralisada há anos. É um hospital que entra para acelerar e atender a maior dificuldade no sistema da saúde que é a média e a alta complexidades. Lá vai ter ortopedia, neurologia, cardiologia, neurocirurgia. São áreas em que a gente tem muita dificuldade”, frisou Paulo Araújo.
Os deputados lembram ainda do novo Hospital Universitário Júlio Müller, que deve ser inaugurado em 2026, e das obras no antigo Pronto Socorro de Cuiabá, onde será instalado um centro especializado de atenção materno infantil. “Já há compromisso dos deputados de aportar recursos financeiros. São necessários cerca de 5 a 6 milhões de reais para o antigo Pronto-Socorro”, diz Araújo. Ele também adianta a destinação de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão para compra de medicamentos e equipamentos para acelerar a realização de cirurgias eletivas no município de Cuiabá.
Os deputados Dr João (à esquerda) e Paulo Araújo acreditam no avanço nos serviços de saúde da capital nos próximo anos.
Foto: Luciano Campbell/ALMT
Para Dr. João, todo o trabalho em andamento deve resultar em melhorias para quem é atendido em Cuiabá. “Eu sou um otimista por natureza, então o que eu imagino com o advento do Hospital Central, do Hospital Júlio Müller, com a melhoria do atendimento do Pronto-Socorro antigo, com o Hospital Municipal de Cuiabá em bom funcionamento, o que vai acontecer? A Baixada Cuiabana vai estar muito bem servida e ela vai ficar ainda melhor quando os quatro hospitais regionais do estado ficarem prontos [Tangará da Serra, Juína, Alta Floresta e Confresa]”, avalia.
De acordo com a Prefeitura de Cuiabá, mais da metade dos atendimentos ambulatoriais e 40% dos hospitalares feitos na capital do estado são prestados a pacientes de outros municípios. “Quando os quatro hospitais regionais que vão atender a alta e média complexidades ficarem prontos, a ‘ambulanciaterapia’ [transferência de pacientes de fora de Cuiabá para a capital], vai diminuir muito, vão aparecer vagas”, prevê Dr. João. Em janeiro deste ano, segundo dados divulgados pelo governo do estado, a conclusão das obras estava em 80% na unidade de Alta Floresta, 44% em Juína, 37% em Confresa e 41% em Tangará da Serra.
Na análise do emedebista, Cuiabá passou por dificuldades maiores nos últimos anos, das que estão sendo enfrentadas atualmente e elogiou a intervenção feita pelo governo do estado na gestão municipal da saúde em 2023. “Houve muita melhora. Eles reformaram várias unidades de saúde, contrataram muitos profissionais de saúde, médicos, enfermeiras. Muita coisa foi feita em muito pouco tempo. Eu acho que ficou um legado muito bacana”, considera Dr. João. “A Assembleia é parceira da prefeitura e do governo do estado no que for preciso para melhorar a qualidade de saúde da nossa querida capital”, conclui o parlamentar. (Com colaboração de Laís Costa Marques)
O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) defendeu, em pronunciamento durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), desta quarta- feira (17), a celeridade até 30 de junho de 2029, na votação do Projeto de Lei nº 386/2026, que prorroga o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef).
O parlamentar ressaltou que a medida é uma política de continuidade, essencial para assegurar que empresas beneficiárias de incentivos fiscais mantenham sua contrapartida ao Estado. Moretto enfatizou que o projeto não cria novos impostos nem aumenta a carga tributária para a população, sendo um mecanismo vital de financiamento para a saúde pública mato-grossense.
Atualmente, o Feef garante um aporte mensal de R$ 7 milhões, totalizando R$ 84 milhões anuais destinados integralmente à rede pública. Segundo o deputado, a interrupção dessa política significaria uma perda superior a R$ 350 milhões até 2029, impactando diretamente 142 municípios. “Não podemos permitir que a saúde de Mato Grosso perca esse recurso. São verbas que já sustentam hospitais filantrópicos, clínicas de hemodiálise e a atenção básica, e retirá-las agora causaria um prejuízo irreparável ao atendimento da nossa população”, alertou Moretto.
A estrutura de distribuição do fundo é estratégica e focada em resultados: 64% do montante é direcionado aos hospitais filantrópicos, 20% ao serviço de hemodiálise e 16% à atenção básica. Entre as instituições que dependem diretamente desses recursos estão unidades de referência como o Hospital Geral de Cuiabá, o Hospital de Câncer de Mato Grosso, a Santa Casa de Rondonópolis e o Hospital Santo Antônio de Sinop, além de outras 11 clínicas de hemodiálise que atendem mais de 3,6 milhões de habitantes pelo SUS.
Ao concluir, o deputado fez um apelo aos seus pares nas comissões parlamentares para que o projeto seja apreciado e votado com urgência, garantindo a estabilidade financeira necessária durante a transição da Reforma Tributária. Para Moretto, a manutenção do Feef é um ato de responsabilidade social, fundamental para evitar que a rede hospitalar sofra uma redução crítica em sua capacidade de atendimento e para assegurar a continuidade dos serviços que salvam vidas em todas as regiões do Estado.
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