Política MT
Comitê Gestor da ALMT vai trabalhar para proteção de dados pessoais
Publicado em
10 de março de 2025por
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deu um passo importante na modernização e na garantia da proteção de dados pessoais de servidores e de cidadãos mato-grossenses que utilizam os serviços ofertados pelo Espaço Cidadania com a implantação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Mas para colocá-lo em prática e assim otimizar o dia a dia dos trabalhos de cada um dos servidores, o Legislativo estadual criou em 2023 o Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais – CGPDP da Assembleia Legislativa, junto a Secretaria de Controle Interno, para implementar as ações em todos os setores administrativos e nos gabinetes parlamentares.
A medida cumpre uma obrigação legal e está alinhada a Lei Federal (LGPD nº 13.709/2018) que visa proteger os dados pessoais, particulares, sigilosos e confidenciais que são tratados tanto pela iniciativa privada quanto pelos órgãos públicos. Em 2024, a ALMT instituiu o Programa de Capacitação em Proteção de Dados Pessoais e Segurança da Informação.
A coordenadora de Controle Interno e integrante do Comitê Gestor, Rúbia Mara Oliveira da Costa, disse que o grupo esteve reunido no mês de fevereiro para tratar do alinhamento dos trabalhos que serão desenvolvidos em 2025 pela Secretaria de Controle Interno.
“Já iniciamos esse trabalho em 2024, quando a ALMT disponibilizou um curso sobre LGPD. À época houve a adesão de 86% dos servidores à qualificação. Foi um dos primeiros trabalhos do comitê. Agora, com a nomeação de novos servidores, haverá um novo curso de LGPD. Além disso, o comitê está alinhando um curso de capacitação dos servidores e, com isso, tirar as principais dúvidas sobre a legislação em vigor”, disse.
Outro ponto que Rúbia Mara destacou é de o comitê realizar o mapeamento dos dados pessoais que são tratados na ALMT. O trabalho deve começar pela Secretaria de Gestão de Pessoas e no Espaço Cidadania. “Nesse local, são colhidos muitos dados de pessoas que não são servidores da Casa de Leis. O espaço é um dos locais que tem muitos dados sensíveis (CPF e preferência religiosa) como da Politec e da Defensoria Pública”, explicou Rúbia Mara.
A proteção de dados pessoais é obrigatória em todas as empresas e também nos órgãos públicos. A norma, segundo Rúbia Mara, resguarda a privacidade dessas informações. “Os dados é um dos ativos mais valiosos que as pessoas têm. É uma questão obrigatória e, por isso, é preciso estar atento para não divulgar dados de outras pessoas”, destacou Rúbia Mara.
“A gente está fechando o mapeamento dos dados que são tratados na ALMT para poder direcioná-lo para esse primeiro trabalho. Saber como o servidor tem tratado os dados. É preciso conhecer isso. Precisamos conhece-los para poder levar a orientação a cada setor. O primeiro semestre promete muito trabalho e empenho do Comitê Gestor”, disse Rúbia Mara.
Entre as ações do comitê, de acordo com Rúbia Mara, está à capacitação dos servidores de todos os setores da ALMT. Mas para isso, segundo ela, devem ser feitas palestras sobre as normas definidas pela LGPD. “É um trabalho de curto, médio e longo prazo. Porque é uma cultura que não muda de um dia para o outro”, disse Rúbia Mara.
No âmbito da ALMT, o Comitê Gestor foi formado para trabalhar na implantação das diretrizes da LGPD. Assim, o Parlamento cumpre uma obrigação legal, alinhando a Lei Federal de 2018 que visa proteger os dados pessoais, particulares, sigilosos e confidenciais que são tratados pela iniciativa privada e pelos órgãos públicos.
O comitê, nesse período, vem fazendo levantamentos e o mapeamento de dados que estão sob a responsabilidade da ALMT. Mas ainda não há um prazo para a conclusão dos trabalhos. As ações, segundo Rúbia Mara, começaram em 2023. Nesse interim foram nomeados novos membros para o Comitê.
De acordo com Rúbia Mara, o registro dos dados é tudo que remete a identificação de uma pessoa. No Espaço Cidadania, por exemplo, são coletados dados sensíveis (orientação sexual, opção religiosa, informações de saúde) que precisam receber um tratamento diferenciado. Porque envolve questões muito íntima da pessoa que, às vezes, pode levar a preconceitos e ainda à discriminação”, disse Rúbia Mara
Rubia Mara foi nomeada a encarregada pela PGPD. Uma das funções é o de ser o canal de comunicação entre o controlador (ALMT) e os titulares dos dados pessoais (público externo que passou pela ALMT e teve seus dados registrados) e ainda o próprio servidor do legislativo estadual e ainda a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Entre as penalidades que devem ser imputadas ao servidor que vazar dados pessoais de terceiros, Rúbia Mara explicou que o infrator pode ser advertido com multas ou advertência pecuniária. Mas isso depende do tipo de infração que foi cometida.
“Às vezes a ação pode ainda ter acontecida através de uma falha do sistema de segurança da informação. Por isso contamos como apoio da TI que é o setor mais importante para a segurança da informação. Os dados pessoais não estão somente inseridos no meio digital, mas também no meio físico”, explicou Rúbia Mara.
Rúbia Mara informou que existe um canal de comunicação no site da ALMT onde as pessoas, que tiveram os dados pessoais vazados, podem fazer a denúncia. “Hoje, já existe esse canal que está no Portal Transparência. Mas já estamos trabalhando para colocá-lo na página principal da ALMT, o Canal do Encarregado. A denúncia é apenas sobre os seus dados pessoais que foram vazados, não sobre outros assuntos”, explicou. Rúbia Mara.
O Comitê Gestor é composto por um parlamentar indicado pela Mesa Diretora, pelo Secretário-Geral, pelo Secretário de Gestão de Pessoas, pelo Secretário de Tecnologia da Informação, Secretário de Controle Interno, pelo Procurador-Geral, pelo Corregedor-Geral, pelo Ouvidor-Geral, pelo Coordenador de Controle Interno e um representante indicado pela Mesa Diretora.
Qualquer dúvida sobre a LGPD, o servidor pode entrar em contato com Rúbia Mara pelo telefone 3313-6294 ou pelo email – [email protected].
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará
Published
1 dia agoon
16 de setembro de 2026By
Da Redação
A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.
A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.
Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.
Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.
“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.
De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.
Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.
O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.
Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.
A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.
“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.
Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.
“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.
O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.
“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.
A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.
Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.
A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.
Fonte: ALMT – MT
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