Autoridades de Mato Grosso participaram, nesta segunda-feira (03), da cerimônia de posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para o biênio 2025-2027. O deputado Eduardo Botelho (União) passou a presidência para Max Russi (PSB), que terá o deputado Dr. João (MDB) como primeiro-secretário. Durante o evento, Botelho destacou as inúmeras ações realizadas nos oito anos à frente da Casa.
Os convidados lotaram o Plenário Deputado Renê Barbour, as galerias e o Salão Negro. Em seu discurso, Botelho, emocionado, agradeceu pelos avanços conquistados e desejou sucesso ao deputado Max Russi. Também lembrou dos pais e homenageou os ex-deputados Pedro Satélite, Romoaldo Junior, Silvio Fávero e Saturnino Masson, falecidos nos últimos anos.
Ao relembrar a trajetória, destacou o cenário de instabilidade que encontrou em 2015, marcado por operações policiais. Segundo ele, a reconstrução da ALMT exigiu coragem e determinação.
Em 2017, ao assumir a presidência, estabeleceu quatro pilares para as mudanças: reorganização administrativa para eficiência econômica, transparência nas ações, fortalecimento do trabalho legislativo e maior participação popular. Também ressaltou a importância das medidas fiscais aprovadas, que garantiram governabilidade e impulsionaram os investimentos da gestão Mauro Mendes.
Entre os avanços, citou melhorias para servidores, ampliação dos cursos da Escola do Legislativo, reestruturação da Procuradoria-Geral, criação da Procuradoria da Mulher e a implantação do Sistema de Protocolo Eletrônico (SGI). Destacou ainda a modernização do Portal de Transparência e a contratação de estagiários com Síndrome de Down.
Na comunicação, lançou a Rádio Assembleia, a primeira FM de um legislativo estadual no Brasil, e iniciou a expansão da rede legislativa em parceria com câmaras municipais, garantindo que a TV Assembleia alcance todos os municípios do estado.
Botelho encerrou seu mandato a frente do Parlamento com resultados significativos, como o fortalecimento da agricultura familiar, a regularização fundiária e o apoio a hospitais filantrópicos. Ressaltou que o desenvolvimento econômico de Mato Grosso também reflete o trabalho da ALMT e a atuação dos deputados ao longo dos anos.
“Hoje celebramos uma jornada de transformação e esperança. Se meu riso é de realização, minhas lágrimas lembram os dias de incerteza. Promessas eu fiz, promessas eu cumpri”, afirmou Botelho, emocionado.
Futuro político – Agora, com mais dois anos de mandato, Botelho pretende intensificar visitas às bases, verificar in loco as necessidades da população e afirmou que vai disputar a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (3) o Ato nº 018/2026, que disciplina a realização de audiências públicas, sessões solenes e demais eventos institucionais durante o período eleitoral. A medida atende às normas da legislação eleitoral e estabelece regras para a utilização da estrutura da Casa durante o período de vedação eleitoral, que começa neste sábado (4), três meses antes da realização do primeiro turno das eleições.
Conforme o ato, durante esse período ficarão suspensas as sessões solenes, sessões especiais de homenagem ou comemoração, eventos comemorativos, homenagens, solenidades, simpósios, feiras e atos congêneres promovidos com a utilização da estrutura física ou administrativa da Assembleia Legislativa.
As audiências públicas, reuniões de Câmaras Setoriais Temáticas, Grupos de Trabalho e demais reuniões técnicas somente poderão ser realizadas se estiverem relacionadas ao exercício das funções legislativa, fiscalizatória, orçamentária ou administrativa da Assembleia, ou para atender exigência constitucional, legal ou regimental. Nesses casos, será necessária justificativa formal e autorização da Mesa Diretora.
Entre as atividades mantidas durante o período eleitoral estão sessões plenárias ordinárias e extraordinárias, reuniões das comissões permanentes e temporárias, audiências públicas exigidas pela Constituição ou por lei e reuniões técnicas internas de natureza administrativa.
Mesmo nas hipóteses permitidas, deverão ser observadas as restrições previstas na legislação eleitoral, como a vedação à promoção pessoal ou eleitoral, à distribuição de material de campanha, ao uso de slogans, símbolos, identidade visual ou expressões vinculados a candidaturas e à utilização da estrutura da Assembleia para finalidade diversa do interesse institucional.
O ato estabelece ainda que a divulgação institucional das atividades autorizadas deverá limitar-se ao estritamente necessário para assegurar a publicidade oficial, a transparência administrativa e a comunicação de interesse público, em conformidade com a legislação eleitoral.
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