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Aprovados no concurso da Segurança reivindicam cronograma de convocação

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Cerca de 1500 pessoas aprovadas no concurso para soldado da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) aguardam um cronograma de convocação para atuarem na segurança pública do estado. As dúvidas e os pedidos de respostas sobre a nomeação dos selecionados foram apresentados durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na noite de sexta-feira (20). Nenhum representante do governo do estado compareceu para responder os questionamentos.

O deputado Elizeu Nascimento (PL), autor do requerimento da audiência pública, tem uma reunião com o governador Mauro Mendes (União) agendada para tratar do assunto e vai levar as demandas recebidas para cobrar a publicação de um cronograma ou uma programação sobre as convocações. “Eu achei que hoje seria minha primeira audiência pública cancelada, mas não conseguiram. Vocês estão aqui e serão ouvidos”, afirmou o deputado sobre a ausência de representantes do Poder Executivo.

Policial militar de carreira, Nascimento defendeu a convocação dos aprovados para suprir a demanda em todo o estado. “Muitos municípios do interior, inclusive aqueles de médio porte, não têm o efetivo necessário para garantir a segurança da população. O concurso não pode só repor as vagas deixadas pelos colegas de aposentação, precisa ampliar o efetivo para acompanhar o crescimento do nosso estado”.

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Rodrigo Sampaio, 32, está entre os aprovados e aguarda sua convocação na próxima turma. “Hoje, a estimativa é que haja um déficit de sete mil policiais no estado. Mesmo se todos os aprovados forem convocados ainda não será suficiente para atender a demanda”, afirmou.

Para Graciele Alves Pereira Francisco, 35, o concurso público deixou de ser apenas um sonho para se tornar uma motivação de vida. Recentemente, ela perdeu a mãe e o foco nos estudos e a preparação para a prova física a fez superar a dor. “O concurso me ajudou a superar meus limites e me mostrar que sou capaz. Ser policial é mais do que um sonho, é hoje um propósito. Eu passei a admirar a carreira e as mulheres que já estão na profissão”.

De acordo com o deputado Elizeu Nascimento, além de equipamento e infraestrutura, é preciso investir em pessoas. “Uma viatura, uma arma, não vão para as ruas sozinhas. É preciso ter um operador, a matéria humana para utilizar esse equipamento e fazer a segurança das pessoas. A criminalidade tem aumentado e mais do que nunca precisamos de policiais”.

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O concurso público da Segurança, realizado em 2022, tinha por objetivo formar cadastro de reserva para suprir a demanda por soldados e oficiais da PM, servidores da Polícia Judiciária Civil (PJC) e soldados e oficiais do Corpo de Bombeiros Militar. Em março, o governo convocou 515 novos soldados, 30 oficiais e cinco médicos para PM; 180 investigadores, 120 escrivães e 15 delegados para PJC e 100 soldados e 15 oficiais dos Bombeiros.

Em junho deste ano, o governo convocou 56 aprovados na PM, sendo 51 alunos-soldados, três oficiais e dois médicos. No Corpo de Bombeiros, foram convocados 13 alunos-soldados.

Fonte: ALMT – MT

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Linguagem simples fortalece meios de comunicação da ALMT e aproxima cidadãos do Parlamento

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Traduzir termos técnicos, facilitar o acesso aos serviços públicos e garantir que a população compreenda seus direitos são alguns dos objetivos da linguagem simples. O tema foi discutido nesta quinta-feira (8), durante o 2º Circuito de Palestras de Linguagem Simples, promovido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo, em Cuiabá. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou da programação com a apresentação de uma experiência da TV Assembleia voltada à compreensão dos assuntos do Parlamento.

Os jornalistas Priscila Almeida e Álvaro Molina apresentaram o projeto Como é que é?, desenvolvido para explicar expressões e conceitos do Legislativo em vídeos curtos, com linguagem acessível e adequada ao público das redes sociais. A iniciativa surgiu da necessidade de aproximar os temas parlamentares da população, especialmente daqueles que não estão familiarizados com os termos utilizados no dia a dia da Assembleia.

Priscila Almeida explicou que o desafio é abordar assuntos complexos de maneira mais direta, sem perder o sentido da informação. “A linguagem simples é, em teoria, a base do jornalismo. É pegar tudo o que está acontecendo no mundo e conseguir fazer com que as pessoas compreendam”, afirmou.

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Segundo Álvaro Molina, o formato também favorece a interação com o público. A equipe percebeu o interesse dos cidadãos por meio de comentários, perguntas e pedidos de informações complementares sobre os conteúdos da Assembleia. Para o jornalista, uma comunicação acessível estimula a participação e deixa as pessoas mais à vontade para buscar informações.

Foto: Helder Faria

Comunicação que facilita o acesso aos direitos – A educadora e comunicadora Heloísa Fischer, referência nacional na área e fundadora da Comunica Simples, conduziu a palestra magna do evento. Ela destacou que a linguagem simples coloca o cidadão no centro da comunicação e contribui para que informações e serviços públicos sejam compreendidos por quem precisa utilizá-los.

Segundo ela, com a digitalização dos serviços, essa necessidade se torna ainda mais evidente. Muitas vezes, o cidadão precisa acessar sozinho um sistema ou interpretar uma orientação para dar andamento a uma solicitação. Se as informações não forem claras, o acesso ao serviço pode se tornar mais difícil. “Não adianta só digitalizar o material. A linguagem precisa estar adequada para que a pessoa consiga entender rapidamente o que tem que fazer”, explicou Heloísa.

A especialista também elogiou o trabalho desenvolvido em Mato Grosso, destacando o espaço que a linguagem simples vem conquistando na administração pública estadual. Para ela, a mudança vai além da escrita: envolve uma transformação cultural que considera as necessidades da população e a responsabilidade do poder público de se comunicar com clareza.

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Mais clareza, menos burocracia – A coordenadora do Escritório Central de Processos de Negócios da Seplag, Regina Godoy, ressaltou que a linguagem simples contribui tanto para melhorar o atendimento ao cidadão quanto para tornar os processos internos mais eficientes. O uso excessivo de termos técnicos e expressões burocráticas pode dificultar a compreensão de documentos, atrasar procedimentos e exigir que o usuário procure ajuda para interpretar informações que deveriam estar acessíveis.

Regina destacou que a comunicação clara ajuda as pessoas a identificar seus direitos, entender os requisitos para acessar serviços e evitar deslocamentos desnecessários aos órgãos públicos.

A programação da tarde também reuniu experiências de outros órgãos e instituições, com apresentações sobre a aplicação prática da linguagem simples no Judiciário e na administração pública. A participação da TV Assembleia reforçou a importância de iniciativas que tornam a informação pública mais compreensível e aproximam as instituições da sociedade.

Mais do que simplificar palavras, a proposta é garantir que a informação cumpra sua finalidade: ser compreendida e ajudar o cidadão a exercer seus direitos, acessar serviços e participar da vida pública.

Fonte: ALMT – MT

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