Dez mandados judiciais foram cumpridos na Operação Transamazônica, deflagrada pelas Polícias Civil dos Estados de Mato Grosso e Amazonas, no sábado (16.03), na cidade de Manaus.
Foram cumpridas sete mandados de busca e apreensão domiciliar, e três prisão decretadas contra pessoas investigadas pelo crime de tráfico interestadual de drogas.
As investigações da Delegacia de Peixoto de Azevedo (691 km ao norte de Cuiabá), iniciaram após a apreensão de 82 quilos da droga conhecida como “Skunk”, no município.
Durante as diligências, os policiais civis identificaram que as três pessoas estavam ligadas a estrangeiros, que transportavam pelo Rio Japurá, drogas da Colômbia para o Amazonas.
Após as prisões, dois dos presos foram conduzidos de aeronave para o Centro de Detenção de Peixoto de Azevedo e Colíder, conforme decisão judicial expedida pela Justiça da Comarca de Manaus, para continuidade das apurações.
Conforme o delegado responsável pela investigação, Geordan Fontenelle, a Rota Amazônica é conhecida por utilizar percursos alternativos que chegam até o nordeste do Brasil, em Natal (RN) e Fortaleza (CE), assim facilitando a exportação de droga com destino a Europa.
“Esta operação conjunta demonstra o avanço da Polícia Civil de Mato Grosso, no combate ao tráfico de drogas, demonstrando que os trabalhos não se limita às divisas do próprio Estado”, completou o delegado.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Falso 9, para cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão” praticados contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.
Na operação são cumpridas cinco ordens judiciais, dentre eles, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. Os mandados são cumpridos nos municípios de Juína e Castanheira.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontam que os suspeitos utilizavam identidades falsas em aplicativos de mensagens, se passando por um jogador de futebol famoso, para estabelecer contato com a vítima, uma influenciadora digital e modelo do interior do Estado.
Após conquistarem a confiança da vítima, os criminosos obtiveram imagens privadas e passaram a exigir dinheiro, chegando a cobrar R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo. Sob intensa pressão psicológica, a vítima chegou a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil.
Durante as investigações, foi possível identificar o principal responsável pelas extorsões, morador de Juína e outros possíveis envolvidos no município de Castanheira.
Com base nos elementos produzidos durante a investigação, que apontaram a atuação coordenada dos suspeitos na prática do crime de extorsão, o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. “A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, disse o delegado.
As investigações prosseguem para elucidação de todos os fatos e a identificação de outros possíveis vítimas e envolvidos.
Nome da operação
O nome da operação “Falso 9” faz referência ao principal artifício empregado pelos criminosos, que se passavam por um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima e, posteriormente, praticar a extorsão mediante ameaça de divulgação de imagens íntimas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes em todo estado.
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