POLÍCIA

Polícia Civil prende faccionado que comandava tráfico de drogas em Campos de Júlio

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20.3), a Operação Ignis, para combater a atuação de uma facção criminosa na cidade de Campos de Júlio. A ação resultou na prisão de uma liderança do grupo. Na operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao tráfico de drogas.

A operação integra as ações de planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para combate à atuação das facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Campos de Júlio, identificaram o papel central da liderança na estrutura da facção criminosa no município, atuando como um dos principais fornecedores do tráfico de drogas e responsável por atividades ilícitas como extorsão, tortura, incêndio criminoso e homicídios.

As investigações apontam que o faccionado iniciou sua trajetória criminosa como “aviãozinho”, entregando entorpecentes para a facção. Com o tempo, ele ascendeu na hierarquia e tornou-se responsável pela disciplina interna, aplicando punições violentas, os chamados salves, contra membros que descumpriam regras do grupo.

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De acordo com as apurações, o suspeito liderava um esquema de extorsão, cobrando “taxas de proteção” de comerciantes locais, que eram ameaçados com represálias violentas, incluindo incêndios criminosos e depredação de estabelecimentos.

Além disso, ele é apontado como mandante de execuções. Um dos crimes mais graves atribuídos a ele é o incêndio criminoso que levou à morte de Rafael da Silva Ramos. Segundo a polícia, o faccionado ordenou que a vítima incendiasse um táxi como forma de intimidação, mas as chamas se alastraram, impedindo a fuga de Rafael, que morreu asfixiado e com queimaduras severas.

Durante as buscas, a equipe de policiais da Delegacia de Campos de Júlio encontrou grande quantidade de entorpecentes na residência do investigado, comprovando sua ligação com a facção.

O delegado responsável pelas investigações, Mateus Reiners, apontou que o objetivo da operação é desmantelar a atuação da facção criminosa na região. “A Polícia Civil vem trabalhando, por meio de investigações e operações, para restaurar a segurança pública e coibir práticas criminosas que geram sensação de insegurança entre os moradores”, disse o delegado.

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Disque Extorsão

O Governo de Mato Grosso lançou o serviço “Disque Extorsão contra Facções Criminosas”, para denúncias pelo telefone 181 e virtual (clique aqui para acessar), por meio do programa Tolerância Zero. O novo canal é exclusivo para este tipo de serviço, permitindo denúncias anônimas, com sigilo garantido.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil realiza seminário de investigação de crimes contra mulheres em razão de gênero

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A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).

O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.

“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.

A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.

“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.

“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.

Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.

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Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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