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Polícia Civil prende criminoso procurado por assassinato de trabalhadores em Rondonópolis

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Policiais da Delegacia de Homicídios de Rondonópolis cumpriram, nesta sexta-feira (02.08), a prisão do integrante de alta periculosidade de uma facção criminosa, procurado por participação em assassinatos ocorridos na cidade.

L.D.S.A, de 26 anos, foi localizado no bairro Parque das Rosas, na manhã desta sexta-feira, escondido em uma residência. Ele estava com dois mandados de prisão preventiva em aberto por homicídios ocorridos em 2023 e neste ano.

Em uma das ocorrências, trabalhadores que vieram do Nordeste para trabalhar em Rondonópolis foram sequestrados do alojamento onde estavam e torturados. Três deles foram mortos e os corpos localizados em diferentes regiões da cidade, em maio deste ano.

Um dos mandados foi decretado após o criminoso ter sido identificado pela Polícia Civil como sendo um dos autores da tentativa de homicídio contra cinco pessoas, em 22 de junho do ano passado. Na época, as vítimas seguiam pela via pública, em um veículo Ford Fiesta e em uma motocicleta, quando L.D.S.A e outro comparsa se aproximaram e dispararam contra o grupo. Duas vítimas foram atingidas no abdômen e necessitaram de atendimento médico.

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Além dos mandados cumpridos, o criminoso localizado nesta sexta-feira foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Na residência onde estava foram localizadas porções de maconha, embalagens utilizadas para embalar entorpecentes, 27 chips de telefone celular e R$ 549,00 em dinheiro.

L.D.S.A é um criminoso de alta periculosidade e após o cumprimento dos mandados de prisão e do flagrante, ele será encaminhado para a Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Correa.

Morte de trabalhadores

A segunda prisão foi expedida após L.D.S.A. ter sido identificado como um dos integrantes da organização criminosa que sequestrou 14 trabalhadores, em maio deste ano, que haviam chegado recentemente no município, todos vindos da região Nordeste. O grupo criminoso acreditava que as vítimas poderiam ter envolvimento com alguma facção criminosa.

No dia 30 de maio, os criminosos entraram no alojamento onde estavam os trabalhadores, os torturaram e ameaçaram. Em seguida, as vítimas foram retiradas do alojamento e levados, em grupos, para outros locais, onde continuaram a ser agredidos. Três trabalhadores acabaram sendo mortos de forma extremamente cruel e os corpos foram deixados em diferentes locais de Rondonópolis.

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O corpo de Antônio José dos Santos Filho, de 19 anos, foi encontrado na zona rural, no dia 31 de maio. A vítima estava amarrada por arame, com um ferimento na cabeça provocado por arma de fogo.

As outras duas vítimas, Renan do Nascimento Barreto e Talisson Ferreira da Silva, foram localizadas na região do Anel Viário, com as mãos também amarradas por arame e ferimentos provocados por golpes de faca.

No dia 26 de junho, a DHPP de Rondonópolis realizou a Operação Dom Quixote para cumprir 17 ordens judiciais contra os integrantes do grupo criminoso envolvido nos homicídios. Na ocasião da operação, L.D.S.A não foi localizado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil mira núcleo financeiro de esquema de peculato e lavagem de dinheiro em Nossa Senhora do Livramento

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.

Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.

A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.

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Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.

Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.

No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.

Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.

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Ordens judiciais

Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.

Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.

Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.

Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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