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Polícia Civil desarticula facção criminosa envolvida em homicídios e tráfico de drogas em Barra do Garças

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A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26.2), a Operação Leviatã III, para cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa autuante com o tráfico de drogas e homicídios no município e região.

A operação contou com a participação de 28 policiais civis, de Barra do Garças e de Cuiabá, em uma ação coordenada de repressão ao crime organizado. A ação integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate às facções criminosas em todo o Estado.

São cumpridos cinco mandados de prisão, além de mandados de buscas, apreensão domiciliar e quebras de sigilo dos investigados, em Cuiabá e Barra do Garças.

As investigações apontaram que os alvos da operação estão ligados à facção criminosa atuante na região e estão relacionados a homicídios qualificados, incluindo execuções praticadas com extremo grau de violência.

Entre os crimes praticados pela facção, está o assassinato de Kayk Oliveira Dias, ocorrido em agosto de 2024. Na ocasião, a vítima chegava em um bar com sua esposa, quando foi atingida por disparos de arma de fogo. Ele tentou correr, mas foi alcançado pelos faccionados que o seguiram com vários disparos. Em seguida, os suspeitos fugiram do local.

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O delegado responsável pelas investigações, Pablo Rigo, destacou que a operação representa o avanço nas apurações de homicídio e de crime organizado no município.

“A ação reforça a estratégia de inteligência policial para combater o avanço de facções criminosas em Barra do Garças e região, priorizando a segurança pública e a responsabilização dos envolvidos”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende enfermeira por exercício ilegal da medicina e comercialização de medicamentos irregulares

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (24.4), uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, suspeita de exercício ilegal da medicina, além da prática de crimes contra a saúde pública mediante a comercialização e utilização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após denúncia registrada junto à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades graves nos procedimentos realizados na clínica.

Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são privativos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram executados pela investigada, que é enfermeira de formação.

Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação sul-coreana e outros fármacos utilizados de forma irregular. Os produtos eram armazenados em condições inadequadas, sem controle sanitário e parte deles teria sido importada ilegalmente.

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“As fiscalizações também evidenciaram que a clínica funcionava sem alvará sanitário, sem controle adequado de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos de contaminação por doenças graves”, afirmou o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira.

Segundo o delegado, a manipulação de sangue em ambiente impróprio, especialmente nos procedimentos de PRP, aumentava significativamente o risco de contaminação cruzada, infecções severas, necroses e até morte.

Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado suas atividades de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado durante a noite e passando a atender pacientes em outros endereços, inclusive em clínicas não regularizadas, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também localizada no Jardim Europa, sem autorização dos órgãos competentes.

As investigações também apontaram que a suspeita se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, divulgando procedimentos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo pacientes mediante pagamento antecipado via Pix, sem qualquer comprovação de habilitação médica para tais práticas.

Além da prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário, a pedido do delegado titular da Decon, foram determinadas diversas medidas cautelares, incluindo o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a interdição imediata da clínica de estética, a suspensão do registro da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a suspensão das redes sociais da investigada e de seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).

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A investigada também já possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da prisão nesta sexta-feira (24.4).

Segundo o delegado Rogério Ferreira, as investigações continuam e outros profissionais da área de estética que estiverem praticando exercício ilegal da medicina, bem como utilizando ou comercializando medicamentos irregulares, especialmente produtos voltados para emagrecimento, poderão ser alvo de novas operações policiais, inclusive com representação por prisão preventiva.

Denúncias

Denúncias sobre exercício ilegal da medicina ou comercialização de medicamentos irregulares podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.

Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor – Decon, localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Policia Civil MT – MT

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