A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou no domingo (01.10) a Operação Corixo, para cumprimento de mandado de busca na região do Pantanal, município de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá).
A ordem judicial de busca foi cumprida em um pesqueiro situado em Porto Cercado, onde foi apreendida uma espingarda calibre 22 com sete munições.
O gerente do estabelecimento comercial, de 61 anos, foi conduzido até a Delegacia de Poconé, ouvido e autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Na ocasião também foram feitas abordagens, fiscalização educativa e orientativa, bem como falado sobre o início da Piracema, período de proibição da pesca devido a reprodução dos peixes, quando eles sobem as correntezas para a desova.
As investigações inciaram alguns meses, após denúncia de pesca predatória de peixe fora da medida e uso de rede, em uma área de reserva permanente, protegida e com a função ambiental de preservar os recursos hídricos.
Conforme apurado pela Dema, no local há pessoas que não se inibem com a presença das forças de segurança pública na região, e praticam a pesca ilegal de forma reiterada.
Nome da operação
Corixo é um curso d’água que pode apresentar diversos tamanhos e larguras, como se fossem braços de rios, que se formam durante a cheia na planície pantaneira.
Na época da vazante eles levam essa água espalhada pela planície de volta ao curso do rio. Corixos podem ligar os canais dos rios com lagoas, áreas alagadas, baías e também a outros rios próximos nos períodos de cheia.
A origem desse termo está relacionada aos períodos de vazante (quando a água começa a escoar) e de cheia do Pantanal, por isso, apresentam uma enorme concentração de vida selvagem, devido à quantidade de água que retém.
Um homem, envolvido no furto de fios de cobre na madrugada desta terça-feira (6.10), no bairro Santa Rosa, na Capital, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
Com o suspeito, de 33 anos, os policiais encontraram uma grande quantidade de ferramentas, equipamentos e materiais elétricos, parte deles reconhecida por vítimas de outros furtos registrados na cidade. Ele foi autuado em flagrante por furto qualificado.
Assim que tomaram conhecimento do furto ocorrido na madrugada, os policiais da Derf Cuiabá iniciaram as investigações e analisaram imagens de câmeras de segurança da região. As gravações revelaram que os suspeitos utilizaram um carro elétrico de cor branca, sem placa, no momento do furto.
A partir dessas características e do trabalho de inteligência policial, a equipe identificou o veículo e chegou a uma residência no bairro Altos do Coxipó. No local, os investigadores flagraram o veículo deixando o imóvel, momento em que realizaram a abordagem.
Durante a ação, os policiais visualizaram um martelete rompedor e, no interior da residência, localizaram diversos equipamentos e materiais em um dos quartos, como furadeiras, lixadeiras, serras circulares, serra mármore, marteletes, compressor de ar, rolos de fios elétricos, extensões, alicates, mochilas com ferramentas, um carregador de carro elétrico e aparelhos celulares.
Questionado, o suspeito confessou a participação no furto e admitiu envolvimento em crimes anteriores, indicando ainda dois comparsas, que teriam participado da ação criminosa e são investigados pela Derf.
Diante das evidências, todo o material foi apreendido e levado para a delegacia, onde vítimas reconheceram parte dos itens como produto do furto ocorrido na madrugada desta terça-feira, além de bens subtraídos em furtos registrados nos meses de junho e setembro deste ano. Após as formalidades legais, os bens reconhecidos serão restituídos aos proprietários.
Após ser interrogado pelo delegado Hugo Abdon Lima, o suspeito foi autuado em flagrante por furto qualificado pelo concurso de pessoas e pelo rompimento de obstáculo, além da qualificadora específica para a subtração de fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento de energia elétrica, introduzida no Código Penal pela Lei nº 15.181/2025, que prevê pena de reclusão de dois a oito anos e multa.
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