A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta segunda-feira (23.2), em Barra do Garças, a Operação Core Drop, para cumprimento de oito mandados judiciais contra integrantes de uma facção criminosa atuante no tráfico de drogas no município.
Na operação, que é decorrente de investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e quatro mandados de buscas e apreensão domiciliar.
Quatro suspeitos, entre 20 e 43 anos, foram presos por força das ordens judiciais decretadas pela Justiça pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa.
Em desfavor de um dos criminosos, também foi cumprido um mandado de prisão por homicídio praticado na cidade de Nova Crixás, Estado de Goiás.
Conforme o delegado da 2ª DP de Barra do Garças, Matheus Soares Augusto, a operação integra um conjunto de ações pontuais que vêm sendo desenvolvidas em bairros estratégicos da cidade. “A intensificação desse trabalho visa desarticular células criminosas estruturadas para a prática de atividades ilícitas”, destacou o delegado.
O grupo investigado praticava a venda de entorpecentes e outras atividades ilícitas no bairro Vila Maria e adjacências, exercendo influência direta no tráfico e dando suporte estrutural à organização criminosa da qual integram.
Os envolvidos agiam de forma coordenada, com divisão de funções e alinhamento com o crime organizado, fortalecendo a cadeia logística do tráfico na região.
Nome da Operação
A Operação Core Drop simboliza a queda do “núcleo central” das estruturas criminosas que tentam se estabelecer na região, e íntegra o plano estratégico da Operação Pharus.
A Polícia Civil reafirma o seu compromisso com a repressão qualificada e a preservação da ordem pública.
Operação Pharus
Em 2026, a Polícia Civil iniciou ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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