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Polícia Civil cumpre 20 ordens judiciais contra grupo de traficantes que atuava entre Cuiabá e Distrito Federal

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (19.2) a Operação Hidra, para cumprir 20 ordens judiciais, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido no tráfico de drogas com atuação interestadual.

São cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá, em desfavor de investigados que atuavam na comercialização e distribuição de entorpecentes nas cidades de Cuiabá e Brasília (DF).

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) ao longo dos últimos meses, identificaram uma rede estruturada de fornecedores de drogas, responsáveis pela comercialização de diversas substâncias ilícitas.

Entre as substâncias estão maconha, drogas sintéticas e outros entorpecentes. O grupo utilizava meios tecnológicos e financeiros para viabilizar as transações ilícitas.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, a operação tem como objetivos principais cumprir as ordens judiciais de prisão e busca e apreensão e apreender drogas, valores, aparelhos celulares e outros elementos de prova.

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“O trabalho busca interromper as atividades criminosas do grupo investigado e reunir novos elementos probatórios para o completo esclarecimento dos fatos. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, cujas penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão”, disse o delegado.

Nome da operação

Hidra faz referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças, simbolizando a estrutura fragmentada e ramificada da organização criminosa, composta por diversos fornecedores interligados, cuja atuação conjunta garantia a continuidade do tráfico de drogas mesmo diante da repressão estatal.

Operação Pharus – Farol da Justiça

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

O nome evoca a imagem de uma estrutura imponente que projeta luz constantemente, atravessando a escuridão e alertando sobre os perigos ocultos. A mensagem busca mostrar que o Estado é o ponto de referência seguro que orienta a sociedade e, ao mesmo tempo, expõe e sinaliza as ameaças criminosas, tornando-as visíveis e combatíveis.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil mira núcleo financeiro de esquema de peculato e lavagem de dinheiro em Nossa Senhora do Livramento

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.

Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.

A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.

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Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.

Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.

No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.

Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.

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Ordens judiciais

Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.

Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.

Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.

Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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