A Polícia Civil, em ação realizada pela Delegacia de Polícia de Alta Floresta, cumpriu o mandado de prisão preventiva contra um dos envolvidos em um grave crime de homicídio e ocultação de cadáver, ocorrido em Guarantã do Norte. O foragido da Justiça foi abordado durante a Operação Lei Seca, realizada na madrugada deste domingo (21.01).
O suspeito, inicialmente detido por embriaguez ao volante, apresentou uma certidão de nascimento falsa e também foi autuado em flagrante por uso de documento falso.
Durante o procedimento na delegacia, descobriu-se que o conduzido estava com mandado de prisão em aberto relacionado ao crime hediondo ocorrido em julho de 2023 em Guarantã do Norte, ocasião em que dois amigos foram vítimas de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após contato com a polícia de Guarantã, confirmou-se a identidade do suspeito, que admitiu ter apresentado a certidão falsa.
As vítimas foram mortas com golpes de picareta, forçadas a ingerir soda cáustica e entorpecentes em grande quantidade, além de sofrerem agressões. A investigação apontou que o crime foi motivado pelo envolvimento das vítimas na comercialização de drogas sintéticas no município, sem autorização da organização criminosa local.
O mandado de prisão em aberto foi cumprido pela Delegacia de Alta Floresta, que também representou por um novo mandado de prisão, considerando que a apresentação de documento público falso para evitar a persecução penal e a continuação da prática de crimes.
O suspeito passou por identificação criminal na Perícia Oficial e Identificação Técnica e foi encaminhado para a Cadeia Pública. O delegado André Victor de Oliveira Leite reforça a importância das operações integradas da Lei Seca para a manutenção da ordem pública e para a efetiva aplicação da justiça.
“Essas operações, além de combaterem infrações de trânsito como a embriaguez ao volante, também contribuem significativamente para a identificação e captura de foragidos, fortalecendo o combate ao crime e aumentando a segurança da comunidade”, disse o delegado.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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