Quatro adultos foram presos e um adolescente apreendido pela Polícia Civil, em Pontes e Lacerda nesta terça-feira (12.09), pelos crimes de tentativa de homicídio, posse irregular de munição, porte de arma de fogo, tráfico de drogas e associação criminosa. Durante a ação policial, as equipes policiais apreenderam 17 tabletes de maconha, 11 porções de cloridrato de cocaína e dinheiro utilizado no comércio de entorpecentes.
As diligências iniciaram após a Delegacia de Pontes e Lacerda registrar uma tentativa de homicídio ocorrida em um bar, no bairro Altos da Glória. Na manhã de terça-feira foi cumprido mandado de busca e apreensão com o objetivo de localizar armas de fogo e entorpecentes que poderiam estar armazenados no estabelecimento. No local foram encontrados os pacotes de drogas e o dinheiro e o proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
Tentativa de homicídio
Em continuidade às investigações sobre a tentativa de homicídio, os policiais civis conseguiram localizar os envolvidos no crime, no bairro Morada da Serra. Com um dos investigados foram apreendidas sete munições de calibres 38 e 32, além de porções de pasta base e de cloridrato de cocaína.
Na segunda-feira, 11 de setembro, ocorreu uma briga seguida de disparos de arma de fogo em um bar, nas proximidades de um lacticínio de Pontes e Lacerda. Policiais militares foram acionados e encontraram a vítima, de 26 anos, caída no chão. O rapaz foi socorrido ao Hospital Vale do Guaporé e relatou que foi ao bar com um amigo e depois de pedir uma bebida, uma pessoa se aproximou e roubou seu aparelho celular e tentou pegar a chave da motocicleta.
A vítima reagiu e entrou em luta corporal com o suspeito, que sacou uma arma e fez dois disparos. O suspeito estava em companhia de outras três pessoas que, após os disparos, começaram a agredir a vítima com um pedaço de madeira que conseguiu escapar e pedir ajuda. O rapaz agredido teve os dois braços fraturados.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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