Ministério Público MT

Terceiro dia tem visita técnica à Estrada Parque Transpantaneira

Publicado em

O terceiro dia do projeto Travessia Pantaneira na região de Poconé (a 100 km de Cuiabá) começou com uma visita técnica à Estrada Parque Transpantaneira (EPT), considerada a principal porta de entrada para o Pantanal Norte e o acesso terrestre a Porto Jofre. Com 150 quilômetros de extensão ao longo da MT-060, a unidade de conservação é um dos mais importantes corredores ecológicos e turísticos de Mato Grosso. Na sexta-feira (17), a comitiva percorreu trechos da Transpantaneira para conhecer, em campo, os principais desafios apontados pelo Plano de Manejo da EPT, aprovado recentemente, entre eles os atropelamentos de fauna, o excesso de velocidade, os riscos de incêndios florestais, a necessidade de ordenamento do turismo e as medidas voltadas à conservação dos recursos naturais da região.Participaram das atividades a procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza e os promotores de Justiça Henrique Schneider Neto, Joelson de Campos Maciel, Mario Anthero Silveira de Souza, Liane Amelia Chaves Mansano, Adalberto Ferreira de Souza Junior e Claudio Angelo Correa Gonzaga, o presidente da instituição A Casa do Centro, José Medeiros, além do gerente regional das Estradas Parque Transpantaneira e Porto Cercado, Paulo Tarso Abranches Soares. A procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza destacou a importância da visita para compreender os desafios de implementação dos instrumentos de gestão da unidade. “Transcorremos toda a Transpantaneira, que é uma unidade de conservação estadual, uma Estrada Parque, e também visitamos o Parque Estadual Encontro das Águas. Ambas as unidades de conservação receberam recursos oriundos do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre) para a elaboração dos respectivos planos de manejo, recentemente concluídos. Agora devem ser implementadas medidas para garantir o uso sustentável dessas áreas e sua conservação”, observou.Segundo a procuradora de Justiça, a visita evidenciou a necessidade de organizar e regulamentar melhor as atividades turísticas na região. “Constatamos a necessidade de implementar um plano de uso para a Transpantaneira. Também estivemos no Encontro das Águas, que é o maior observatório de felinos do mundo. Observamos um intenso movimento de turistas e a necessidade de regulamentar essa atividade dentro da unidade de conservação para garantir a preservação da onça-pintada”, acrescentou.O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel ressaltou que a elaboração do Plano de Manejo contou com apoio do Ministério Público, por meio de recursos oriundos de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado anteriormente com a Aprosoja-MT. “O Plano de Manejo da Transpantaneira representa um importante instrumento de planejamento ambiental para essa Estrada Parque, concebida para a contemplação da natureza, a preservação ambiental e a integração do homem com o meio ambiente. O Ministério Público teve participação importante nesse processo, tanto na fiscalização quanto na viabilização dos recursos necessários para sua elaboração”, explicou.De acordo com o promotor, a implementação do plano deve garantir equilíbrio entre conservação ambiental, atividade econômica e valorização das comunidades locais. “O plano vai criar maior sustentabilidade para toda a região da Transpantaneira e, principalmente, respeitar o homem pantaneiro que está inserido nesse contexto. Para que o turismo ecológico seja efetivamente sustentável, é indispensável que sejam valorizados os piloteiros, pescadores, ribeirinhos e todos aqueles que vivem e trabalham na região. Não vamos admitir qualquer desrespeito à população local”, enfatizou.Para José Medeiros, a visita permitiu ao Ministério Público conhecer de perto a realidade enfrentada pela unidade de conservação e os desafios para sua gestão. “Estamos falando de uma região que abriga a maior concentração de onças-pintadas do mundo e por onde passam milhares de turistas todos os anos. Durante a visita, observamos questões importantes, como a velocidade dos veículos, a necessidade de melhorar a sinalização, o monitoramento por câmeras e as estruturas de apoio ao combate aos incêndios florestais. A presença do Ministério Público é fundamental para compreender o que já está funcionando e o que ainda precisa ser aperfeiçoado”, avaliou.Reunião técnica – Na noite de quinta-feira (16), a implementação do Plano de Manejo da Estrada Parque Transpantaneira e do Parque Estadual Encontro das Águas havia sido tema de uma reunião técnica entre representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e de entidades da sociedade civil, no Sesc Pantanal Porto Cercado. Durante o encontro, o analista de meio ambiente da Sema-MT e gerente da Estrada Parque Transpantaneira, Paulo Tarso Abranches Soares, apresentou as ações que já começaram a ser implementadas com base nas diretrizes do Plano de Manejo. “Nós tivemos a oportunidade de apresentar um pouco do que prevê o plano de manejo e também as ações que já estão em andamento. Em relação aos atropelamentos de fauna, por exemplo, estamos trabalhando em parceria com a Sinfra para melhorar a infraestrutura viária e implantar mecanismos de redução de velocidade. Hoje, embora o limite seja de 40 km/h, o excesso de velocidade continua sendo um problema sério na Transpantaneira”, explicou.Segundo ele, também estão em andamento iniciativas voltadas à prevenção dos incêndios florestais e ao fortalecimento da governança da unidade. “Estamos elaborando o Programa de Manejo Integrado do Fogo e já instituímos o Conselho Consultivo da Estrada Parque, composto por 20 membros. É nesse espaço que discutimos os principais problemas e definimos propostas para melhorar a gestão da unidade de conservação. Agradecemos o apoio do Ministério Público e a oportunidade de mostrar o trabalho que vem sendo desenvolvido”, concluiu.Também participaram da reunião técnica os servidores da Sema-MT Eder Toledo, Sanny Costa Saggin, Afonso Francisco de Assis Ferreira e Jussara Souza Oliveira.

Leia Também:  Rede inicia curso para atendimento às mulheres vítimas de violência

Fonte: Ministério Público MT – MT

Advertisement

Ministério Público MT

Busca por armas termina com prisão de denunciado em Colniza

Published

on

O madeireiro Vagner Gastão Capelli foi preso em flagrante nesta terça-feira (21), durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar na Fazenda Mandaçaí, zona rural de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá). A medida foi determinada pela Justiça a pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em ação penal na qual ele responde por ameaça a agentes públicos, dano ao patrimônio público, crime ambiental e injúria racial praticados durante uma operação de fiscalização ambiental realizada em dezembro de 2023.Durante a operação, destinada à apreensão de armas de fogo que estariam à disposição do denunciado, policiais civis e militares localizaram os armamentos descritos na decisão judicial. Segundo as forças de segurança, Vagner Capelli recebeu voz de prisão após desacatar os agentes responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial.O mandado de busca e apreensão foi deferido pela Vara Única de Colniza. A medida foi fundamentada nas ameaças atribuídas ao denunciado e no risco à integridade física de vítimas e agentes públicos.Na semana passada, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Vagner Gastão Capelli pelos crimes de resistência, ameaça, dano qualificado contra patrimônio público, funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental e injúria racial. A denúncia foi recebida pelo juiz substituto José dos Santos Ramalho Júnior, no dia 16 de julho, dando início à ação penal.Entenda o caso – De acordo com a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram em dezembro de 2023, durante uma operação de fiscalização ambiental realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), com apoio da Polícia Militar, na Fazenda Mandaçaí. Os agentes apuravam indícios de desmatamento ilegal em Área de Preservação Permanente (APP).Segundo a acusação, inconformado com a atuação das equipes, o denunciado teria resistido à fiscalização, conduzido um trator em direção aos agentes e ameaçado buscar armas para iniciar um confronto armado. Ainda conforme a denúncia, ele danificou duas viaturas oficiais da Sema utilizando uma picareta, causando prejuízos ao patrimônio público estadual. Por fim, o acusado proferiu ofensas racistas contra um dos servidores da Sema-MT, utilizando expressões discriminatórias.Além da responsabilização criminal, o MPMT requereu a fixação de indenização pelos danos materiais causados às viaturas oficiais e indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais ao servidor que sofreu as ameaças e as ofensas raciais. Ao receber a denúncia, a Justiça também impôs medidas cautelares ao acusado, entre elas o comparecimento mensal em juízo e a proibição de aproximação da vítima e das testemunhas em um raio mínimo de 300 metros.“Estamos diante de um caso emblemático, que envolve ameaças a policiais militares da Força Tática, agressões verbais a agentes públicos, destruição de patrimônio do Estado, crime ambiental e ofensas de cunho racista praticadas durante uma ação legítima de fiscalização. A atuação do Ministério Público busca assegurar a responsabilização dos envolvidos e demonstrar que ataques às instituições e aos seus agentes não serão tolerados. O Ministério Público de Colniza seguirá firme na defesa da ordem jurídica, da Segurança Pública, da proteção ambiental e do respeito aos servidores que atuam em nome do Estado”, destacou o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira.

Leia Também:  Operação cumpre ordens judiciais contra integrantes de facção criminosa

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA