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Rede firma Carta de Compromissos em prol da população infantojuvenil

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A Rede Proteção de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de Mato Grosso firmou uma “Carta de Compromissos em Prol da População Infantojuvenil” ao final do 3º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizado nos dias 27 e 28 de maio.

O evento, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e Poder Judiciário, contou com a participação de procuradores e promotores de Justiça, desembargadores e juízes de Direito, além de membros da sociedade civil organizada. Ao longo de dois dias de debates foram discutidos temas sobre depoimento especial, exploração sexual virtual de crianças e adolescentes, “Lei Henry Borel”, adoção e acolhimento, entrega voluntária, entre outros assuntos que resultaram em sete proposições elencadas na carta. Os compromissos foram assumidos pelas partes realizadoras do evento e serão incorporados à Rede de Proteção.

Na carta ficou estabelecido que é necessária a promoção de curso de formação de entrevistador forense, conforme o Protocolo Brasileiro de Entrevista Forense com Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência (Resolução CNJ n.299/2019).

Ficou acordada ainda a parceria entre magistrados (as) e promotor (as) de Justiça para a realização das inspeções periódicas na Casas de Acolhimento, com a finalidade de não prolongar o tempo de institucionalização, conforme art. 19, inciso 2, da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

As partes deverão promover a criação de centros de atendimento integrado às crianças e adolescentes vítimas de violência para a adoção de ações articuladas, coordenadas e efetivas voltadas a esse público vulnerável.

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Na carta está prevista a criação de fluxos para que todas as partes do processo de entrega voluntária para adoção sejam acompanhadas por profissionais qualificados, de modo a garantir um ambiente seguro, informativo e de apoio à gestante ou parturiente.

Outro ponto estabelecido foi de dar publicidade ao formulário https://support.google.com/websearch/contact/content_removal_form?sjid=5332859670448232393-SA disponível para a retirada de imagens inadequadas divulgadas em mídias sociais. O pedido de remoção é feito indicando apenas os links das fotos publicadas.

Serão também desenvolvidos projetos/ações entre o Poder Judiciário e o Ministério Público, objetivando viabilizar o processo de desinstitucionalização do jovem que vive em casa de acolhimento institucional ao completar 18 anos de idade.

E, por fim, as partes se comprometeram em estudar a possibilidade de implantação do Projeto Luz – desenvolvido pelo MPMT – em todas as comarcas do estado. Na carta, os integrantes da Rede de Proteção acordaram que adotarão todas as medidas necessárias para viabilizar o cumprimento do documento.

Assinaram a Carta Compromisso o desembargador Juvenal Pereira da Silva, Corregedor-Geral da Justiça, o Procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, no ato representando o Procurador-Geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, o juiz coordenador da Infância e Juventude de Mato Grosso, Túlio Duailibi Alves de Souza, o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Christiane da Costa Marques Neves e o Coordenador do CAO da Infância e Juventude, o Promotor de Justiça Nilton César Padovan.

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“As proposições elencadas nesta carta compromisso foram amplamente discutidas durante os dois dias de evento. Todos os pontos foram debatidos ao longo das palestras. São necessidades reais. Esta carta servirá para balizar os trabalhos da Rede de Proteção. Defender os Direitos da Criança e do Adolescente não é tarefa isolada. Precisa ser um compromisso, um dever e uma obrigação de todos os atores envolvidos. Nós assumimos essa missão e, juntos com o Poder Judiciário, não vamos medir esforços para cumprir todos os pontos estabelecidos nesse documento”, garantiu o titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado. 

Parceria – O encontro foi uma realização conjunta do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT;  e do  Poder Judiciário, por meio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), da Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Mato Grosso (Ceja-MT)  e da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ). As Corregedorias do MPMT e do Judiciário também apoiaram a iniciativa.

Foto: TJMT.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT fortalece defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+

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Garantir o respeito à diversidade e combater todas as formas de discriminação estão entre as atribuições do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). No dia 28 de junho, quando é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a instituição reforça seu compromisso com a defesa dessa população, atuando para assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, promover a cidadania, fiscalizar políticas públicas de inclusão e responsabilizar autores de práticas discriminatórias.A proteção desses direitos tem fundamento na Constituição Federal, que assegura a igualdade, a liberdade e a dignidade de todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza. Nos últimos anos, importantes avanços foram consolidados no campo da proteção à população LGBTQIAPN+, entre eles o reconhecimento da união estável e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia, a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo e o fortalecimento das garantias de igualdade, inclusão e respeito à identidade de gênero em diferentes espaços sociais.Além disso, práticas como recusar atendimento, humilhar, constranger, excluir ou agredir alguém em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero são passíveis de responsabilização. Nesse contexto, o Ministério Público atua tanto na repressão quanto na prevenção de violações de direitos. A instituição recebe e apura denúncias de discriminação e violência, acompanha e fiscaliza a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social, promove a defesa dos direitos fundamentais e desenvolve ações educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito à diversidade e do combate à intolerância.As violações podem ocorrer em diferentes espaços da convivência social. Casos de discriminação são registrados em escolas e universidades, unidades de saúde, repartições públicas, ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais, espaços religiosos e também nas plataformas digitais. Em todas essas situações, o Ministério Público pode atuar para apurar os fatos, acolher e orientar as vítimas, promover a responsabilização dos envolvidos e adotar medidas destinadas à prevenção de novas violações.O MPMT reforça que vítimas e testemunhas de discriminação ou violência não devem permanecer em silêncio. A denúncia é uma ferramenta fundamental para a proteção de direitos e para o enfrentamento de práticas discriminatórias. Em situações de urgência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Para registrar denúncias, a população pode procurar a Ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127, pelos números de WhatsApp (65) 99271-0792 e (65) 99255-4681, ou ainda buscar a Promotoria de Justiça mais próxima.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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