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Parceria entre MPMT e PJC fortalece base do Observatório Caliandra

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O Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), renovou a parceria com a Polícia Judiciária Civil para o compartilhamento de dados com o portal. Firmada em 2024, por meio de termo de cooperação técnica entre o Ministério Público, a Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a iniciativa teve a renovação confirmada pela delegada-geral da PJC, Daniela Maidel e o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa. A continuidade da parceria possibilitará a manutenção da base de dados e a ampliação dos painéis estatísticos disponibilizados pela plataforma. Os painéis também passarão a exibir as marcas das instituições parceiras, como forma de valorizar a atuação conjunta e conferir ainda mais credibilidade às informações divulgadas.A parceria com a Polícia Civil contempla o compartilhamento multilateral de dados e informações, além da cessão de uma servidora que atua diretamente no monitoramento dos feminicídios em Mato Grosso, na coleta de indicadores relacionados à violência doméstica e familiar e às medidas protetivas, bem como na análise e produção de dados qualificados e categorizados que alimentam os dashboards do observatório.O desenvolvimento tecnológico da plataforma é realizado pelo Departamento de Tecnologia da Informação do Ministério Público de Mato Grosso. O observatório também integra a Rede Nacional de Observatórios da Mulher, promovendo a troca de experiências e metodologias com instituições de diferentes estados do país.A promotora de Justiça, Claire Vogel Dutra, destacou a importância da parceira. “O compartilhamento de informações entre as instituições permite não apenas ampliar os painéis estatísticos do Observatório Caliandra, mas também aprimorar o monitoramento dos feminicídios, das medidas protetivas e de outros indicadores fundamentais para subsidiar políticas públicas, ações de prevenção e estratégias de enfrentamento à violência doméstica e familiar”, destacou a promotora.O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, reforçou a importância da integração entre as instituições como parte do compromisso do Ministério Público com o fortalecimento do combate à violência. “A atuação conjunta qualifica e amplia a confiabilidade dos dados produzidos, reforçando a base necessária para uma atuação mais efetiva do Ministério Público e dos demais órgãos no enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso, com ações mais assertivas e eficazes”, afirmou.Evolução – Desde seu lançamento em 08 de março de 2024, a página passou por constantes aperfeiçoamentos, com a implementação de novos dados e serviços, tornando o ambiente mais acessível para pesquisadores, profissionais da rede de proteção e cidadãos que buscam informações e orientações sobre a violência contra mulheres e meninas.Entre as principais ferramentas disponíveis está o Painel de Feminicídios, que reúne uma série histórica dos casos registrados em Mato Grosso desde o ano de 2019. O painel apresenta informações detalhadas sobre as características dos crimes, perfil das vítimas diretas, número de vítimas indiretas – os órfãos do feminicídio -, histórico de violência das vítimas, existência de medidas protetivas, além dos dados referentes às medidas protetivas expedidas pela Polícia Judiciária Civil.Neste ano, o Observatório implementou três novos conteúdos ao portal. O primeiro consiste no painel de dados sobre registros de violência doméstica, que apresenta 19 naturezas de crimes comunicados às autoridades. A ferramenta reúne os números gerais das naturezas comunicadas nos boletins de ocorrência registrados a partir de 2020, com base em dados compartilhados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT).Está em desenvolvimento um novo painel com o detalhamento dos indicadores de violência doméstica e familiar, reunindo informações sobre o perfil dos fatos registrados, os municípios das ocorrências e o perfil das vítimas.Também foram incorporados ao portal um compilado das principais legislações voltadas à proteção das mulheres e informações sobre as condenações de réus por feminicídio em Mato Grosso, igualmente com dados sistematizados a partir de 2020. As novas funcionalidades ampliam o acesso a informações qualificadas e reforçam o compromisso institucional com a transparência, a produção de conhecimento e o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.Apoio às Vítimas – A ferramenta inclui um quiz de identificação de abuso, informações sobre direitos, endereços e contados da rede de enfrentamento, acompanhamento processual de casos públicos e a seção “Em Memória Delas”, que preserva a história das vítimas através de depoimentos familiares. O Quiz também será reformulado para ampliar a prevenção e proteção das mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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